Diferente do Slax, que tem como objetivo ser um live-CD flexível, o Vector Linux segue a abordagem tradicional, com um repositório de pacotes e instalador. Ele se propõe a ser um sistema leve para desktops, que possa rodar com um bom desempenho mesmo em micros antigos. Ele inclui também o VasmCC, um painel de configuração que facilita muitas tarefas, resultando em um sistema mais fácil de usar que o Slackware.
A versão regular do Vector (o Vector Standard) utiliza o XFCE como gerenciador de janelas padrão. Além dela, temos também o Vector SOHO (que utiliza o KDE) e o Vector Light, uma versão destinada a micros antigos, que usa o IceWM.
Embora seja baseado no Slackware, o Vector “reinventa a roda”, trazendo versões recompiladas de muitos pacotes (muitas vezes com o único objetivo de alterar as informações sobre a versão), oferecendo também alguns pacotes próprios. Apesar disso, ele continua compatível com os pacotes da versão regular do Slackware, que podem ser instalados da forma tradicional, usando o installpkg.
Página oficial: https://vectorlinux.com/
Download: https://vectorlinux.com/downloads
Fórum: https://forum.vectorlinux.com/
O grande diferencial do Vector em relação ao Slackware regular é a inclusão de muitas ferramentas de configuração. A configuração do vídeo, por exemplo, é feita no final da instalação através do “vxconf”, uma versão aperfeiçoada do xorgsetup, que permite ajustar a configuração do vídeo. Ele oferece mais opções, incluindo a seleção do driver em casos em que existe mais de uma possibilidade (como no caso das placas ATI, onde você pode escolher entre usar o driver open-source ou o driver proprietário da AMD), seleção manual da resolução do monitor e da profundidade de cor.
A configuração de redes wireless é feita através do “wicd”, que fica disponível ao lado do relógio. Para a instalação de pacotes, está disponível o “gslapt”, uma interface gráfica para o slapt-get, que facilita a instalação, mostrando uma lista com os pacotes disponíveis, onde você pode ver quais já estão instalados, ler os textos de descrição e instalar os pacotes desejados marcando-os na lista. Ele é complementado pelo “vpackager”, um assistente que permite instalar pacotes a partir do código-fonte, automatizando o processo de compilação. Essas ferramentas (entre outras) são agrupadas no VasmCC, o Centro de Controle do Vector:
Apesar da lingua nativa ser o Inglês, o Vector possui um bom suporte a internacionalização O instalador oferece apenas o Português de Portugal, mas depois de concluída a instalação, você pode mudar a linguagem do sistema para o Português do Brasil, usando a opção “Idioma” na tela de login.
O Vector é uma das distribuições mais antigas, um veterano que em 2009 completa 11 anos de estrada. Embora ele tenha alguns fans fiéis, é difícil recomendá-lo como distribuição principal, pois hoje em dia ele é superado por outras distribuições em todas as áreas a que se propõe.
Muito embora seja baseada no XFCE e tenha um boot relativamente rápido, o Vector Standard 6.0 consome quase 90 MB de memória em um boot limpo, bem mais do que uma instalação limpa do Slackware ou do Debian Lenny, cujo consumo de memória (rodando o KDE 3.5) fica na casa dos 65 MB. Essa grande diferença coloca em cheque a questão da leveza, que seria o principal fator para utilizá-lo.
Com relação à facilidade de uso, ele perde para distribuições como o Mandriva, o OpenSUSE ou mesmo para o Ubuntu, que oferecem conjuntos de ferramentas de configuração bem mais desenvolvidos e fáceis de usar. A interface do VasmCC é confusa, com muitas funções acumuladas ao longo dos anos que não são mais relevantes hoje em dia.
Devido ao fato de misturar pacotes de várias origens, sem um sistema funcional de controle de dependências, o Vector acaba não sendo uma das distribuições mais estáveis. Isso faz com que ele perca para o Debian estável ou para o próprio Slackware como distribuição para desktops de trabalho.
Devido às múltiplas camadas de ferramentas de configuração e scripts, ele também não é uma boa opção como distribuição para aprender (função que é desempenhada de maneira mais competente pelo Slackware ou pelo Debian puro) já que a estrutura do sistema não é fácil de entender como no Slackware e o conhecimento obtido ao usá-lo não é portável a outras distribuições.
Em resumo, o Vector é o Vector. Ele oferece um conjunto de características e ferramentas bem diferente das de outras distribuições, o que o torna um caso único. Em termos técnicos ele não possui nenhum grande diferencial, mas a soma das partes pode agradar a alguns.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 23/03/2011 14:14