Windows x Mac: relembre a clássica imagem que imaginou o perfil de usuário de cada plataforma

Windows x Mac: relembre a clássica imagem que imaginou o perfil de usuário de cada plataforma

Em setembro de 1996, a revista MacAddict publicou uma imagem que se transformou num meme ao longo dos anos. A comparação entre o que seria um usuário típico de PC/Windows e um de Mac. Uma captura por estereótipos, uma condensação de características que pode definir usuários dessas plataformas.

Windows x Mac: o formal contra o informal

Enquanto no PC o usuário é representado como algo mais formal, mais sério, seguindo um olhar mais corporativo, casando com o olhar que a IBM – parceira histórica da Microsoft e fundamental para a história do PC – , tinha na mídia, o usuário do Mac é um hipster nato. Alguém de uma contracultura. Avesso a formalidades e burocracias.

Essa mesma distinção entre as plataformas foi representada pela Apple no icônico comercial “1984”, uma peça publicitária para divulgar o Macintosh. No spot, a guerreira que se rebela contra um regime autoritário e engessado representa a Apple, enquanto o autoritarismo e a burocracia são personificados pela IBM com o PC.

Estabelecendo um contraste

Historicamente, na publicidade, a ideia de vender um contraste para posicionar um produto de forma diferente ao do concorrente é comum e funciona em inúmeros casos. Ainda na década de 80, podemos citar, por exemplo, a campanha “New Generation” da Pepsi, que promovia a ideia de ser mais jovial e descolada que a Coca-Cola.

No início da década seguinte, temos a icônica campanha “Genesis Does What Nintendon’t” (Genesis Faz o que o Nintendo Não Faz), da SEGA, que enfatizava os diferenciais do seu produto, o Mega Drive, em comparação ao que era oferecido pela Nintendo.

Essa dualidade reforça o senso de comunidade, o que pode contribuir para que clientes fiquem ainda mais fiéis a determinado produto. Parte deles se transforma até mesmo em defensores incontestáveis da marca, estabelecendo uma relação que vai além do simples uso dos produtos oferecidos.

Na imagem da MacAddict que compara os usuários de PC e Mac, há um quadro na parte inferior da página que condensa de maneira bem irônica a diferença entre eles. As diferenças são as seguintes:

Usuário de Windows:

  • Hobbies: Não tem tempo para hobbies, ainda está tentando instalar seu sistema;
  • Vergonha secreta: Tem um Mac em casa “para as crianças”. Gostava muito, muito mesmo do Microsoft Bob (interface gráfica para o Windows, lançado em 1995);
  • Crença: Acha que Bill Gates é Deus.

Usuário de Mac:

  • Hobbies: Não tem tempo para hobbies, está ocupado demais enviando spams para desenvolvedores do Windows;
  • Vergonha secreta: Ainda usa o WriteNow para processamento de textos (editor de textos que rodava no Macintosh);
  • Crença: Acha que Bill Gates pensa que é Deus.

Anos depois, tanto a Apple quanto a Microsoft pegaram esse mote da diferença entre os usuários das plataformas para oficializar campanhas de marketing.

Em 2006, a Apple lançou uma série de pequenos comerciais para a campanha “Get a Mac”. Novamente, o usuário de Windows é retratado como alguém desestimulante, formal e até um pouco frustrado em comparação com o Windows.

Por outro lado, o usuário de Mac é apresentado como antenado e contemporâneo. O ator que representa o usuário de Mac é Justin Long. Você deve lembrar dele na pele do hacker Matthew Farrel em “Duro de Matar 4.0”. Já a representação do usuário de PC foi vivida pelo ator e humorista John Hodgman.

Em 2008, veio o contra-ataque com o comercial “I’m a PC”. A Microsoft sabiamente usou um dos grandes trunfos do sistema: sua gigantesca popularidade.

Destacando profissionais de diversas áreas, desde professores até cientistas, a Microsoft deixou claro que o Windows está presente em setores-chave da sociedade.

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O campeão de popularidade no Brasil

A dobradinha PC/Windows é uma presença tarimbada no Brasil quando falamos de uso de computador. Dados da StatCounter revelam que o Windows é responsável por 41.88% da representatividade dos sistemas operacionais no país. O campeão é o Android, com 43.28%. O MacOS aparece com 1.9%, atrás do sistema mobile da Apple, o iOS, com 9.83%.

Em termos de versões, o Windows 10 segue como a versão do sistema da Microsoft mais popular no Brasil, com 75.52% (o Windows 11 aparece com apenas 25.5%). No mundo dos Macs, o mais popular por aqui é o MacOS 10.15 Catalina, com 94.5%.

Sobre o Autor

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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