Segundo o site Footy Headlines, a Nike prepara uma nova camisa vermelha como segundo uniforme para a Copa do Mundo de 2026.
A notícia caiu como uma bomba nas redes sociais e, com a ajuda de ferramentas de inteligência artificial, gerou uma enxurrada de memes associando o novo visual a símbolos do comunismo, como Karl Marx e Josef Stalin.
Até Neymar, conhecido apoiador de Bolsonaro, apareceu em montagens ao lado das figuras históricas — numa imagem que viralizou e alimentou ainda mais a polêmica.
Mais do que a cor: a mudança de identidade visual
Outro detalhe que chamou atenção é que, além da cor, a camisa da Seleção também trocaria o clássico Swoosh da Nike pelo icônico Jumpman da Jordan Brand — a divisão da Nike ligada ao legado de Michael Jordan.
O logo da Jordan já aparece em camisas de times como o Paris Saint-Germain, mas sua presença na Seleção Brasileira seria uma novidade de impacto.
Segundo o portal Lance, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, aprovou o projeto no ano passado, numa reunião no Rio de Janeiro, respeitando o prazo de dois anos exigido pela Nike para definição dos uniformes. Ou seja: a repercussão negativa nas redes dificilmente mudará o que já está em produção. A aprovação e produção de um novo modelo até junho do próximo ano fere o prazo estabelecido pela empresa americana, destaca o Lance.
A decisão vai além do marketing?
Embora o storytelling oficial da Nike provavelmente traga alguma narrativa que tentará trazer alguma versão que justifique a decisão, o momento levanta questionamentos.
Após o uso massivo da camisa amarela por movimentos políticos alinhados à direita, principalmente pelos apoiadores de Bolsonaro, adotar o vermelho — cor historicamente associada à esquerda — parece ser um gesto que extrapola o marketing e entra diretamente no território da polarização. Uma forma de tentar agradar o consumidor de ambos os polos. Vale lembrar também que a camisa chegará ao mercado justamente no ano de eleição no Brasil.
Um post no X, brincando com esse fato, traz muito da reflexão sobre isso:
Evidentemente que a decisão está dividindo opiniões nas redes. Manifestações contrárias e desfavoráveis a decisão:
Seleção já vestiu vermelho antes
Apesar de toda a controvérsia, o vermelho não é exatamente inédito na história da Seleção.
Em 1917, no Campeonato Sul-Americano, o Brasil improvisou camisas vermelhas após um sorteio que obrigou a equipe a mudar de uniforme para evitar confusão de cores.
O episódio se repetiu em 1936, quando o Independiente, da Argentina, emprestou seu uniforme vermelho para o Brasil em uma partida contra o Peru.
Qual sua opinião sobre essa possível camisa da Seleção Brasileira na cor vermelha? Comente abaixo.
Esta postagem foi modificada pela última vez em 29/04/2025 12:14