Core 2 Duo completa 20 anos, AMD anuncia RX 9050 e outras notícias que movimentaram o mundo do hardware nesta semana

Core 2 Duo completa 20 anos, AMD anuncia a Radeon RX 9050 e alta da memória pressiona GPUs e servidores de IA; confira essas e outras notícias que rolaram essa semana no mundo do hardware.

A semana foi marcada pela chegada de novos produtos, avanços em processos de fabricação e sinais de que o crescimento da inteligência artificial continua interferindo no mercado de hardware. A AMD apresentou uma nova placa de vídeo voltada aos jogadores que ainda utilizam monitores Full HD, enquanto rumores indicaram que a manutenção do encarecimento da memória segue afetando as GPUs GeForce quanto os servidores de IA da NVIDIA. E, se na semana passada foi um momento de comemoração aos 10 anos de lançamento de uma placa de vídeo que marcou muita gente, a GTX 1060, nesta semana o parabéns é ainda mais significativo. A mitológica linha de processadores Core 2 Duo completou 20 anos. 

AMD apresenta a Radeon RX 9050 para jogos em 1080p

placa

A AMD confirmou nesta semana a Radeon RX 9050, modelo que passa a ocupar a posição de entrada da arquitetura RDNA 4. A placa possui 16 unidades computacionais, equivalentes a 1.024 processadores de fluxo, além de 8 GB de memória GDDR6 ligados a uma interface de 128 bits. Com TBP de 92 W e um único conector de alimentação de oito pinos, o modelo foi projetado para computadores mais simples do que aqueles normalmente associados às placas atuais da família Radeon RX 9000. Segundo as especificações divulgadas, a GPU trabalha com Game Clock de 1.920 MHz e pode alcançar 2.600 MHz em boost.

A proposta também é mais modesta. A própria AMD posiciona a RX 9050 como uma placa para executar jogos em 1080p com configurações gráficas médias. Nos testes internos apresentados pela fabricante, o modelo alcançou 96 quadros por segundo em Cyberpunk 2077, cerca de 85 fps em Pragmata e 227 fps em Counter-Strike 2. Os números ainda precisam ser comparados com avaliações independentes.

Além do modelo de 8 GB, a AMD confirmou a existência de uma Radeon RX 9050 com apenas 4 GB de memória. Essa versão, entretanto, não será comercializada separadamente e ficará restrita a computadores prontos produzidos por parceiros OEM. Até o momento, um dos primeiros sistemas identificados com a placa foi um desktop da CyberPowerPC equipado com Ryzen 5 5500, 8 GB de RAM e SSD de 500 GB.

A fabricante ainda não divulgou todas as especificações da variante de 4 GB, mas informações atribuídas à ASRock indicam que a redução não se limita à memória. O barramento cairia de 128 para 64 bits, diminuindo a largura de banda de 288 GB/s para 144 GB/s. A GPU manteria as 16 unidades computacionais e os 1.024 processadores de fluxo, mas a combinação de menos memória e metade da largura de banda pode produzir uma diferença considerável de desempenho em relação à versão de 8 GB.

O preço sugerido da RX 9050 de 8 GB começa em US$ 279, mas a distribuição será limitada inicialmente à região Ásia-Pacífico, ao Japão e à América Latina. A inclusão do mercado latino-americano abre a possibilidade de lançamento no Brasil, embora preços e disponibilidade local ainda não tenham sido informados.

Alta da memória começa a pressionar os preços das GeForce RTX 50 na China

Os preços das placas de vídeo voltaram ao centro das discussões depois que novas tabelas da MSI e da Colorful indicaram aumentos em praticamente toda a linha GeForce RTX 50 no mercado chinês. Os reajustes atingem modelos da RTX 5050 à RTX 5090D V2. Dependendo da versão e do fabricante, determinadas RTX 5070 Ti passaram a custar entre 38% e 59% acima do preço recomendado pela NVIDIA. Por enquanto, as alterações se referem apenas à China e não confirmam reajustes em outras regiões.

A principal explicação apontada para o movimento é o encarecimento da memória. Fabricantes de semicondutores estão direcionando uma parcela maior de sua capacidade para produtos de alta margem destinados a servidores e aceleradores de inteligência artificial. Essa prioridade interfere na oferta e no custo de componentes como GDDR6 e GDDR7, utilizados em placas de vídeo para consumidores.

NVIDIA pode reduzir a memória dos sistemas Vera Rubin

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O aumento no custo da memória pode estar atingindo até mesmo as plataformas mais caras da NVIDIA. Informações ainda não confirmadas pela empresa indicam que a fabricante estuda reduzir a capacidade de memória compartilhada dos racks Vera Rubin NVL72, preparados para atender grandes data centers de inteligência artificial.

Segundo o rumor, a NVIDIA substituiria módulos SOCAMM de 192 GB por versões de 96 GB. Com isso, a memória compartilhada de cada rack cairia de aproximadamente 54 TB para 28 TB. A mudança não afetaria diretamente a memória HBM4 dos aceleradores Rubin, cujo total permaneceria em 20,7 TB por rack. A redução teria como objetivo limitar a participação da memória no custo de fabricação. Estimativas citadas pela publicação indicam que um rack, anteriormente avaliado em cerca de US$ 7,8 milhões, poderia chegar a US$ 9,1 milhões devido à alta dos componentes. Com a alteração, a memória representaria aproximadamente 20% do custo do sistema, em vez de 29%.

Cooler Master anuncia fonte de 3000W que aguenta 4x RTX 5090

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A Cooler Master anunciou uma fonte que ajuda a dimensionar o consumo das estações de trabalho usadas em inteligência artificial, renderização e outras cargas aceleradas por GPU. A V Platinum 3000W Workstation possui potência nominal de 3000 W e quatro conectores 12V-2×6, permitindo alimentar até quatro placas GeForce RTX 5090 em um único sistema. O produto segue o padrão ATX 3.1 e recebeu certificação de eficiência 80 Plus Platinum.

A lista de componentes inclui capacitores japoneses, placa de circuito impresso com proteção contra poeira e umidade e ventoinha de 140 mm com rolamento hidrodinâmico. A fabricante também oferece garantia de 12 anos e afirma que o projeto foi preparado para operação contínua sob cargas elevadas. Apesar de a menção às quatro RTX 5090 chamar atenção, o modelo não foi criado para computadores gamer convencionais. Ele atende estações que distribuem tarefas entre várias GPUs e que normalmente precisam de processadores, placas-mãe e sistemas de refrigeração igualmente especializados. O preço ainda não foi revelado.

Snapdragon pode levar upscaling e geração de quadros aos celulares

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A Qualcomm pode aproximar os chips móveis de recursos gráficos encontrados atualmente nas placas de vídeo para computadores. Rumores indicam que o futuro Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro terá suporte ao AI Frame Fusion, tecnologia que combina reconstrução de imagem e geração de quadros por inteligência artificial. O recurso utilizaria vetores de movimento, informações de profundidade e dados de cor para reconstruir uma imagem originalmente renderizada em 1080p para 1440p. A geração de quadros seria baseada em movimento e fluxo óptico, seguindo uma lógica semelhante à empregada por tecnologias como o DLSS Frame Generation da NVIDIA.

Para processar essas operações, a GPU Adreno 850 teria duas unidades Matrix ALU dedicadas à aceleração de cálculos matriciais. O recurso pode ficar restrito à versão Pro do Snapdragon, já que as informações disponíveis não mencionam a mesma estrutura na Adreno 845 do Snapdragon 8 Elite Gen 6 convencional.

O chip também é apontado como um produto fabricado no processo de 2 nm da TSMC e compatível com memória LPDDR6. A apresentação deve ocorrer até o fim de 2026, mas a Qualcomm ainda não confirmou oficialmente as especificações.

Caso a tecnologia chegue aos produtos comerciais, os resultados dependerão do suporte dos desenvolvedores. Ainda assim, o recurso pode permitir que celulares, tablets e consoles portáteis renderizem jogos em resoluções menores e utilizem inteligência artificial para aumentar a qualidade da imagem e a taxa de quadros sem elevar o consumo na mesma proporção.

Intel e Hitachi usarão o processo 18A em chips para computadores quânticos

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A Intel, a Hitachi e o instituto japonês AIST anunciaram uma parceria para desenvolver chips destinados a computadores quânticos. O projeto utilizará o processo de fabricação Intel 18A, inicialmente criado para processadores convencionais e chips produzidos pelos serviços de fundição da empresa. O primeiro objetivo é desenvolver sistemas com pelo menos 100 qubits. A Hitachi pretende oferecer acesso a recursos de computação quântica pela nuvem no ano fiscal de 2027 e apresentar, no ano fiscal de 2028, um protótipo de computador quântico de silício com 100 qubits e mecanismos de correção de erros. Para 2030, a meta é chegar a uma máquina com mil qubits.

Além dos chips quânticos, o projeto prevê o desenvolvimento de sistemas criogênicos com maior eficiência energética. Esse tipo de equipamento é necessário porque determinados qubits precisam operar em temperaturas extremamente baixas para manter seus estados quânticos.

A Hitachi também trabalha em uma tecnologia de integração tridimensional que permitirá aproximar os chips responsáveis pelos qubits da eletrônica convencional usada para controlá-los. A combinação busca reduzir problemas de comunicação e criar uma arquitetura capaz de crescer além das demonstrações laboratoriais atuais.

Para a Intel, o acordo representa mais uma aplicação para o 18A e uma oportunidade de demonstrar que seu processo pode atender projetos diferentes dos processadores tradicionais. Para a Hitachi, a parceria oferece acesso a técnicas de fabricação já utilizadas em semicondutores avançados, evitando que todo o processo industrial precise ser desenvolvido do zero. 

Core 2 Duo completa 20 anos

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Em meio às discussões sobre inteligência artificial, memória HBM4 e chips quânticos, um dos processadores mais importantes de todos os tempos completou 20 anos. A Intel lançou os primeiros Core 2 Duo em 27 de julho de 2006. A família marcou o abandono gradual da arquitetura NetBurst dos Pentium 4 e Pentium D, conhecida por buscar frequências elevadas mesmo diante do aumento no consumo de energia e na geração de calor.

Os primeiros modelos eram fabricados em 65 nm, possuíam dois núcleos, até 4 MB de cache L2 e 291 milhões de transistores. Segundo os dados apresentados pela Intel na época, os chips ofereciam até 40% mais desempenho com consumo mais de 40% inferior ao da geração anterior. Um dos exemplos mais conhecidos foi o Core 2 Duo E6300. Mesmo operando a apenas 1,86 GHz, o modelo conseguia superar processadores Pentium Extreme Edition que trabalhavam com frequências consideravelmente maiores. O resultado mostrou que a quantidade de gigahertz, isoladamente, não era suficiente para determinar o desempenho de uma CPU.

O sucesso da arquitetura abriu caminho para os Core 2 Quad, lançados no início de 2007, e estabeleceu as bases para as gerações seguintes de processadores Intel. A empresa manteria uma posição dominante no mercado de desktops durante vários anos, até que a arquitetura Zen da AMD restabelecesse uma disputa mais equilibrada.

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Editor-chefe no Hardware.com.br/GameVicio Aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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