Embora já possa ser considerado um aparelho antigo, superado pelo Nexus S (que por sua vez já está para receber um sucessor) o Nexus One continua sendo uma opção, já que é atualizável para o Gingerbread e já vem desbloqueado e com possibilidade de acesso root de fábrica, sem frescuras. Ele não é um aparelho muito comum no Brasil, já que nunca foi lançado oficialmente por nenhuma operadora, mas esporadicamente é possível encontrar algumas ofertas na casa dos 800 a 900 reais.
Em termos de hardware ele já é um aparelho um pouco defasado, mas que é ainda capaz de desempenhar bem as tarefas do dia a dia. Ele é baseado em um SoC Qualcomm QSD 8250 de 1.0 GHz, que é competitivo com outros SoCs single-core atuais em termos de processamento, mas perde em relação a desempenho 3D e suporte a formatos de vídeo por causa da GPU, uma simples Adreno 200. Embora você possa ver tranquilamente vídeos de até 720p em formatos diversos usando o MoboPlayer (gratuito no Market), a decodificação da maioria dos formatos será feita via software, esgotando a bateria em cerca de duas horas.
A vantagem do Nexus One é o fato de ele ser um aparelho relativamente compacto, com 119 x 59 x 11,5 mm e apenas 130 gramas. Embora um pouco mais espesso, ele é consideravelmente menor que o Galaxy S I9000, além de ser muito mais fino e leve que os Milestone. Assim como outros aparelhos atuais ele tem 512 MB de RAM e uma tela de 800×480. O único porém é que a tela é de apenas 3.7″, contra os 4.0″ que se tornaram praxe hoje em dia. Pode parecer pouco, mas os 0.3″ representam uma diferença de quase 9% na área útil, quase o mesmo que temos entre um monitor de 14″ e um de 15″.
Como no Android é possível alterar o DPI da tela (que determina o tamanho das fontes, ícones e outros elementos), uma tela maior pode ser convertida em mais espaço útil e mais texto visível. Você pode editar o DPI da tela usando o LCDDensity ou seguindo os passos desta dica de 2010: https://www.hardware.com.br/dicas/dpi-tela-android.html