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Homem acusa Claude Code de expor seu e-mail a terceiros durante pesquisas na internet

Usuário denuncia que Claude Code compartilhou seu e-mail em requisições na web. Anthropic aponta proteção de privacidade implementada no programa.

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Um usuário do Claude Code, ferramenta de programação com inteligência artificial da Anthropic, denunciou que seu endereço de e-mail teria sido compartilhado com sites de terceiros durante pesquisas realizadas na internet. Segundo ele, a exposição ocorreu sem sua autorização e estaria relacionada ao recebimento diário de dezenas de mensagens fraudulentas.

A reclamação foi publicada em 5 de novembro no repositório oficial do Claude Code no GitHub, pelo usuário identificado como taylor-edwards.

De acordo com o relato, o endereço eletrônico teria sido incluído no cabeçalho HTTP User-Agent das requisições realizadas pela ferramenta. Esse campo normalmente informa aos servidores detalhes sobre o programa responsável pelo acesso.

O problema é que, caso um endereço de e-mail seja inserido nesse cabeçalho, ele pode ficar visível para os serviços que recebem as solicitações.

Usuário afirma que perdeu a confiança no Claude Code

Na publicação, taylor-edwards afirma receber dezenas de e-mails fraudulentos diariamente e atribui a situação ao comportamento do Claude Code.

O desenvolvedor argumenta que a ferramenta não deveria compartilhar informações pessoais com serviços externos sem autorização explícita.

Ele também critica a possibilidade de esse comportamento depender de configurações de privacidade, defendendo que o envio de dados pessoais seja impedido diretamente pelo funcionamento do programa.

A insatisfação foi suficiente para levá-lo a anunciar que pretende migrar sua empresa para outra solução, utilizando o agente de programação Pi em conjunto com o serviço OpenRouter.

O registro informa que o ambiente utilizado era o macOS, com o Claude Code na versão 2.1.318.

Entretanto, a denúncia não apresenta uma demonstração técnica independente que permita confirmar a exposição relatada. Também não há evidências suficientes para estabelecer que os e-mails fraudulentos recebidos tenham sido consequência direta do comportamento atribuído à ferramenta.

Claude Code já recebeu uma proteção contra o envio de e-mails

Em resposta à reclamação, um colaborador do repositório identificado como poteat informou que o Claude Code passou a contar com um mecanismo de proteção chamado cc-plugin-privacy.

Segundo ele, o módulo foi introduzido na versão 2.1.317 e permanece ativado por padrão nas versões posteriores.

O recurso foi desenvolvido para impedir que o endereço de e-mail associado à conta seja enviado para serviços externos sem autorização.

O colaborador também solicitou que usuários comuniquem eventuais situações em que a proteção não funcione corretamente e afirmou que tentaria disponibilizar o código-fonte do módulo, como ocorre com outros componentes internos do projeto.

O detalhe é que a denúncia original menciona a versão 2.1.318, posterior à introdução da proteção. Ainda não está esclarecido se o comportamento relatado ocorreu antes da atualização ou se representa uma situação não contemplada pelo mecanismo.

Proteção de privacidade também apresenta problemas

A implementação do mecanismo trouxe outra questão.

Em uma reclamação registrada no GitHub em 4 de novembro, um usuário relatou que a proteção estava bloqueando determinadas operações locais por interpretar incorretamente que elas poderiam transmitir seu e-mail pela internet.

Entre os exemplos apresentados estavam a criação de arquivos locais e requisições direcionadas ao próprio computador.

Isso significa que o mecanismo pode impedir operações legítimas ao identificar um possível compartilhamento de dados que, na prática, não ocorreria.

O caso demonstra a dificuldade de aplicar verificações automáticas de privacidade sem interferir em tarefas realizadas pelos desenvolvedores.

Outro caso recente envolvendo o Claude

A denúncia também surge em um momento de questionamentos sobre a segurança e os limites de atuação dos agentes de inteligência artificial.

Recentemente, o Hardware.com.br noticiou o caso de um professor de Direito da Universidade de Chicago que teve um ano de anotações apagado acidentalmente pelo Claude.

O professor William Baude havia solicitado uma tarefa de reorganização de documentos, mas o agente acabou excluindo arquivos importantes, posteriormente recuperados por meio do Dropbox.

Embora os episódios sejam distintos, um envolve possível exposição de informações pessoais e o outro, exclusão de arquivos, ambos evidenciam a importância de estabelecer limites claros para as ações executadas por ferramentas de IA.

No caso do Claude Code, a recomendação é manter o programa atualizado, verificar as permissões concedidas e não desativar os mecanismos de privacidade sem compreender os riscos envolvidos.

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Foto de William R. Plaza
Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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