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Trilogia original de Uncharted finalmente chega ao PC com 120 FPS, DLSS e FSR

Versão não oficial permite jogar Uncharted 1, 2 e 3 no PC com melhorias gráficas, suporte a teclado e mouse e geração de quadros

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A trilogia original de Uncharted finalmente está funcionando no PC graças ao trabalho de desenvolvedores independentes. Os três primeiros jogos da franquia, que permaneceram exclusivos dos consoles PlayStation por quase duas décadas, agora podem ser executados no Windows por meio de um projeto não oficial que oferece suporte a até 120 FPS, NVIDIA DLSS, AMD FSR e geração de quadros.

O responsável por uma das iniciativas é o desenvolvedor conhecido como SuperMedo, que disponibilizou um port de Uncharted: The Nathan Drake Collection no GitHub. O pacote permite executar Uncharted: Drake’s Fortune, Uncharted 2: Among Thieves e Uncharted 3: Drake’s Deception utilizando um único inicializador.

O projeto já apresenta resultados promissores. Além de vídeos demonstrando os jogos funcionando em altas taxas de quadros, jogadores confirmaram que conseguiram concluir a campanha do primeiro Uncharted em computadores equipados com uma GeForce RTX 4060.

A novidade chama atenção porque, embora a Sony tenha ampliado sua presença nos computadores nos últimos anos, os capítulos que deram início à história de Nathan Drake nunca receberam versões oficiais para PC.

Uncharted 1, 2 e 3 estavam ausentes do PC há quase duas décadas

Lançado originalmente em 2007 para PlayStation 3, Uncharted: Drake’s Fortune marcou o início de uma das franquias mais conhecidas da Naughty Dog. O sucesso abriu caminho para Uncharted 2: Among Thieves, em 2009, e Uncharted 3: Drake’s Deception, em 2011. Os três títulos foram posteriormente reunidos em Uncharted: The Nathan Drake Collection, remasterização desenvolvida pela Bluepoint Games e lançada para PlayStation 4 em outubro de 2015.

Na ocasião, a coletânea trouxe melhorias na iluminação, texturas, modelos dos personagens e jogabilidade, além de resolução de 1080p e uma meta de desempenho de 60 FPS. A situação mudou parcialmente em outubro de 2022, quando a Sony lançou Uncharted: Legacy of Thieves Collection para computadores.

Entretanto, o pacote incluía apenas Uncharted 4: A Thief’s End e Uncharted: The Lost Legacy, deixando de fora os três primeiros jogos. Quatro anos depois, a comunidade encontrou uma alternativa para preencher essa lacuna, ainda que sem qualquer envolvimento oficial da Sony ou da Naughty Dog.

Como funciona o port não oficial de Uncharted para PC?

Diferentemente de uma conversão tradicional, o projeto de SuperMedo utiliza uma abordagem que combina execução nativa de código com uma camada de compatibilidade. O port aproveita o fato de que o PlayStation 4 utiliza uma arquitetura de processador x86-64, semelhante à encontrada em computadores modernos. Isso permite executar diretamente parte das instruções originais dos jogos em CPUs compatíveis.

Trilogia original de Uncharted finalmente chega ao PC2

Já o processamento gráfico depende de uma solução baseada no shadPS4, emulador de PlayStation 4 que utiliza Vulkan para reproduzir as operações da GPU do console. Na prática, o processador executa o código original dos jogos, enquanto as instruções gráficas precisam ser traduzidas para funcionar nas placas de vídeo dos computadores.

O resultado é uma solução híbrida, que não deve ser confundida com um port oficial completamente reescrito ou adaptado para Windows. SuperMedo também é responsável por um projeto semelhante envolvendo Bloodborne, outro exclusivo do PlayStation que tem recebido atenção da comunidade interessada em executar jogos de consoles diretamente nos computadores.

Uncharted no PC conta com DLSS, FSR e geração de quadros

Um dos principais atrativos do projeto está nas melhorias que não estavam disponíveis nas versões originais. Conforme a documentação publicada no GitHub, os três jogos oferecem modos de 60 e 120 FPS, além de suporte a tecnologias modernas de renderização. Entre os recursos disponíveis estão NVIDIA DLAA, AMD FSR 3.1 e FSR 4, geração de quadros pelo FSR 3 e NVIDIA DLSS Frame Generation.

O projeto também oferece suporte à geração de múltiplos quadros em placas compatíveis da série GeForce RTX 50. Segundo o desenvolvedor, é possível utilizar multiplicadores de até quatro vezes nessa modalidade. Outro diferencial é a possibilidade de jogar com teclado e mouse, além de controles tradicionais. Os comandos podem ser personalizados, e o inicializador permite criar atalhos na área de trabalho e adicionar os jogos à biblioteca do Steam.

Testes mostram Uncharted funcionando a 120 FPS em uma RTX 4070 SUPER

Os primeiros testes publicados pela comunidade sugerem que o projeto já consegue apresentar desempenho elevado em computadores relativamente modernos. O canal Stargames Benchmarks divulgou imagens da trilogia funcionando a aproximadamente 120 FPS em 1440p nativo, utilizando um AMD Ryzen 5 7500F e uma NVIDIA GeForce RTX 4070 SUPER.

Apesar dos resultados animadores, esses números representam testes específicos e não devem ser interpretados como garantia de desempenho em todas as situações. Outro indicador importante surgiu em 19 de outubro de 2026, quando dois usuários confirmaram no GitHub que conseguiram terminar Uncharted: Drake’s Fortune utilizando o port.

Um deles relatou ter jogado em um notebook equipado com Ryzen 5 7535HS e RTX 4060, utilizando resolução de 1080p, DLAA e geração de quadros desativada. Segundo seu relato, o desempenho permaneceu geralmente entre 100 e 120 FPS, com quedas para aproximadamente 80 FPS em áreas mais exigentes. O segundo jogador também concluiu a campanha utilizando uma RTX 4060, mas optou por limitar o jogo a 60 FPS.

Os relatos indicam que o projeto já ultrapassou a fase de simplesmente abrir os jogos ou executar pequenas demonstrações. Entretanto, a experiência ainda não está completamente estável.

Travamentos e problemas gráficos ainda precisam ser corrigidos

Apesar do progresso, o port permanece em desenvolvimento e apresenta limitações importantes. O jogador que utilizou o notebook com RTX 4060 relatou dois travamentos durante a campanha. Um deles, ocorrido no capítulo 11, provocou corrupção do arquivo de salvamento, obrigando-o a recorrer a um backup para continuar jogando.

O segundo usuário também encontrou três travamentos, além de problemas ocasionais na coloração de algumas texturas, embora não tenha registrado corrupção de dados. A documentação oficial do projeto ainda menciona artefatos gráficos em Uncharted 3, incluindo flashes de formas verdes ou pretas em determinados personagens.

Outro fator que merece atenção é o consumo de memória de vídeo. O desenvolvedor recomenda placas gráficas com pelo menos 6 GB de VRAM e suporte a Vulkan 1.3. Modelos com apenas 4 GB, como GeForce GTX 1650 e Radeon RX 570, podem enfrentar esgotamento de memória e travamentos. Nesses casos, a recomendação é desativar recursos de antisserrilhamento e geração de quadros.

Como jogar a trilogia Uncharted no PC?

O port de SuperMedo está disponível gratuitamente na página de lançamentos do projeto no GitHub. Entretanto, existe uma exigência importante: o programa não acompanha os arquivos dos jogos.

Trilogia original de Uncharted finalmente chega ao PC

Para utilizá-lo, é necessário fornecer uma cópia extraída e descriptografada de Uncharted: The Nathan Drake Collection para PlayStation 4, obtida de forma legal. O programa funciona como uma camada de execução e compatibilidade, não como uma distribuição gratuita dos títulos da Sony.

Também é importante observar que se trata de um projeto independente, sem participação ou autorização oficial anunciada pela Sony Interactive Entertainment, Naughty Dog ou Bluepoint Games. Ainda não existe confirmação de que a Sony pretenda lançar oficialmente os três primeiros Uncharted para PC.

Mesmo com as limitações atuais, o avanço representa uma alternativa inédita para jogadores interessados em revisitar as primeiras aventuras de Nathan Drake no computador, com possibilidades gráficas e de desempenho que vão além das oferecidas pela coletânea original de PlayStation 4.

Fonte: Wccftech

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Foto de William R. Plaza
Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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