Cansada de depender de ferramentas pesadas e caras como a Unity para criar as interfaces digitais de seus carros, a Toyota decidiu colocar a mão na massa. A divisão norte-americana da empresa anunciou o desenvolvimento da Fluorite, uma game engine proprietária e de código aberto focada em alta performance para sistemas embarcados.
O objetivo não é criar o próximo Call of Duty, mas sim garantir que os painéis digitais e sistemas de infotainment dos carros rodem gráficos 3D fluidos,
Por que criar uma engine do zero?
A Toyota considerou usar soluções de mercado, mas esbarrou em dois problemas:
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Custo: As taxas de licenciamento de engines comerciais encarecem o produto final.
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Performance: Engines genéricas consomem muitos recursos. A solução foi criar a Fluorite com uma arquitetura híbrida: o núcleo (Entity Component System) é escrito em C++ para máxima velocidade no hardware modesto do carro, enquanto a lógica e a interface usam Dart e o framework Flutter do Google, facilitando a vida dos designers.
Como Funciona?
A engine utiliza o renderizador Filament (também do Google) para gerar os gráficos 3D e introduz um sistema de “zonas interativas”. Isso permite que desenvolvedores criem botões e áreas clicáveis dentro do ambiente 3D do painel com facilidade. Por ser open source, a ferramenta pode ser adotada (e melhorada) por qualquer desenvolvedor ou até por outras montadoras que enfrentam o mesmo dilema de software.