O mercado de monitores OLED está em expansão acelerada. Números da TrendForce mostram que 644 mil unidades foram vendidas globalmente no terceiro trimestre de 2025, um salto de 12% ante o trimestre anterior e de 65% na comparação anual.
A projeção para o ano inteiro aponta 2,62 milhões de monitores OLED enviados às lojas e consumidores finais. Se confirmada, a alta será de 84% frente a 2024. É um crescimento que poucos segmentos de eletrônicos conseguem sustentar por tanto tempo.
O que mudou de verdade
A razão principal para esse boom é simples: preço. Monitores OLED eram artigo de luxo até pouco tempo atrás em todos os países, mas o custo está caindo gradativamente.
Essa queda de custo não foi acidente. Fabricantes de painéis ampliaram capacidade produtiva, especialmente na Coreia do Sul e China. Com mais oferta, a margem caiu. E fabricantes de monitores puderam baixar o preço final sem apertar tanto a própria margem.
Se a tendência continuar, monitores OLED vão deixar de ser nicho e se tornar padrão em setups intermediários. A tela LCD tradicional vai sobreviver no segmento de entrada, mas o OLED deve dominar o meio de tabela daqui a dois anos.
ASUS lidera
A ASUS ficou com 21,9% do mercado global de monitores OLED no terceiro trimestre. É a maior fatia individual. A estratégia da fabricante taiwanesa foi clara: diversificar linhas de produto.
Tem OLED para gamer com taxa de atualização alta, para profissional de edição de vídeo com calibração de fábrica e até para notebooks premium. A empresa não apostou em um único público. Espalhou OLED por toda a linha e colheu resultado.
Em nota, a ASUS celebrou a liderança e destacou que trabalha com painéis QD-OLED e WOLED, tecnologias diferentes que atendem perfis de uso distintos. Traduzindo: a marca não está presa a um único fornecedor de tela. Isso dá flexibilidade para reagir a mudanças de custo e estoque.
Samsung em segundo, focada em TVs
A Samsung aparece com 18% do mercado. Poderia ser mais. A sul-coreana tem tecnologia, nome forte e capacidade industrial. O problema é que a companhia priorizou smart TVs ao longo de 2025.
Monitores OLED para PC viraram aposta secundária. As vendas ficaram estáveis nos três primeiros trimestres, sem grandes saltos. Resultado: a Samsung perdeu terreno para ASUS e caiu da primeira para a segunda posição.
Não é que a Samsung tenha desistido. Ela apenas decidiu não competir com tanta agressividade nesse segmento específico. Smart TVs geram volume maior e margens melhores em alguns mercados. Faz sentido do ponto de vista financeiro, mas deixa espaço para concorrentes crescerem.
MSI e LG disputam o terceiro lugar
A MSI vem logo atrás, com 14,4% de participação. A marca taiwanesa cresceu em vendas de monitores gamers e conseguiu se posicionar como alternativa à ASUS em alguns mercados, especialmente na Europa e Ásia.
A LG, com 12,9%, fica em quarto. Chamou atenção o desempenho da sul-coreana, que fabrica painéis OLED para boa parte dos concorrentes mas não conseguiu traduzir isso em liderança de vendas de monitores prontos. A LG vende mais tecnologia para terceiros do que produtos com marca própria nesse segmento.
Os 32,7% restantes estão divididos entre outros fabricantes menores, como Dell, Gigabyte, ViewSonic e marcas regionais.

