A AMD teria mudado de ideia sobre o fim do chipset B650. Segundo o site Board Channels, a empresa informou fabricantes de placas-mãe que a produção continua, e que B650 e B850 vão conviver no mercado por mais tempo.
Essa mudança reverte um planejamento anterior. Lá atrás, a AMD havia orientado parceiros a parar de fabricar B650 no terceiro trimestre de 2025, com a expectativa de zerar estoque até o fim do ano e migrar totalmente para os chipsets B850 e B840. O B650 (e a versão B650E) foi lançado no fim de 2022 como opção intermediária para o socket AM5, e acabou virando uma das escolhas mais em conta para quem monta um PC com Ryzen 7000 ou 8000.
Preço da DDR5 está sufocando o mercado DIY
O que aconteceu? O preço memória DDR5 disparou. E isso esvaziou a demanda por builds novos. Segundo a reportagem, as vendas de placas-mãe em novembro caíram pela metade em relação ao mesmo período do ano passado. Dezembro deve repetir o cenário. Com RAM mais cara, menos gente está montando PC do zero — e quem monta quer gastar menos.
A AMD e os fabricantes de placa recalcularam a rota. Agora, a ideia é usar o B650 como âncora de preço: ele sai mais barato que o B850, e ajuda a manter o custo total de um sistema AM5 dentro do que ainda cabe no bolso. Para quem só quer entrar no ecossistema Ryzen sem precisar de todos os recursos de última geração, o B650 volta a fazer sentido.
B850 e B840 seguem no portfólio, mas com papel diferente
Os chipsets mais novos não saem de cena. B850 e B840 continuam sendo a aposta da AMD para placas com suporte mais amplo a PCIe 5.0 e outras melhorias. A diferença é que agora eles não são mais a única opção, e dividem espaço com um veterano que estava prestes a se aposentar.
Na prática, isso significa que fabricantes vão aumentar os pedidos de B650 e retomar ou expandir linhas de produção que estavam sendo encerradas. É um ajuste pragmático: o mercado esfriou, o custo da memória subiu, e a saída foi segurar uma plataforma mais acessível por mais tempo.
