Prepare-se: SSDs e pendrives devem ficar ainda mais caros nos próximos meses

Transcend avisa: Samsung e SanDisk atrasam entregas de NAND, preços sobem até 100% e escassez deve durar meses. Entenda o aperto nos SSDs.

A pressão no mercado de memória flash NAND chegou a um ponto crítico. A Transcend, fabricante taiwanesa de SSDs e cartões de memória, enviou uma carta aos clientes avisando que Samsung e SanDisk interromperam entregas programadas — e que isso não deve melhorar tão cedo.​

O documento, vazado na rede social X, mostra que a empresa não recebe chips novos desde outubro. Pior: na última semana, os preços de contrato subiram entre 50% e 100% de uma vez só. A Transcend alerta que lead times vão aumentar e que os produtos dela — SSDs, cartões SD, pendrives — vão subir de preço pelos próximos três a cinco meses.

Centros de dados estão engolindo toda a oferta

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O motivo é conhecido: fabricantes de chips estão priorizando grandes clientes, especialmente provedores de nuvem e empresas de infraestrutura para inteligência artificial. Demanda por SSDs corporativos disparou, e a oferta de discos rígidos tradicionais (HDDs) também está apertada, o que empurra mais gente para SSDs de alta capacidade.​

Peter Shu, presidente da Transcend, disse que em 32 anos de parceria com a Samsung, nunca viu algo assim. Contratos que antes eram fechados trimestralmente passaram a ser mensais no quarto trimestre de 2024. Em outubro, a Samsung não entregou nenhum chip DRAM à Transcend; em novembro, nem sequer divulgou preços. A SanDisk, fornecedora de NAND, aumentou os valores em 50% de uma vez.

Situação deve piorar antes de melhorar

O CEO da TeamGroup prevê que a escassez de DRAM e NAND vai se agravar no primeiro e segundo trimestres de 2026, quando os estoques dos distribuidores acabarem. A normalização só deve acontecer entre 2027 e 2028, quando novas fábricas começarem a operar.​

Wallace Kou, CEO da Phison, foi ainda mais dramático: segundo ele, a escassez de NAND pode durar dez anos. A explicação está no subinvestimento feito entre 2019 e 2023, quando os preços despencaram e fabricantes cortaram gastos. Agora, com a demanda renovada, falta capacidade produtiva.

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Editor-chefe no Hardware.com.br/GameVicio Aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br
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