Era uma quarta-feira, 20 de novembro de 1985. Enquanto o mundo ouvia “Money for Nothing” do Dire Straits nas rádios, um evento discreto nos Estados Unidos plantava a semente do que viria a ser a interface digital de nossas vidas.
Microsoft Windows was released 40 years ago today
Windows 1.0 shipped on 20 November 1985 as a graphical layer on top of MS-DOS, built to make PCs easier to use with a mouse, windows and small apps like Notepad and Paint instead of only typed commands.
Windows started as an… pic.twitter.com/t71LMmoE0w
— Windows Latest (@WindowsLatest) November 20, 2025
O lançamento do Windows 1.0 não teve a pompa que vemos hoje. Não houve filas em lojas, nem cobertura ao vivo. Foi o início silencioso de uma revolução que, 40 anos depois, culmina em sua maior crise de identidade: a transição da era do “clicar” para a era do “pedir” com a Inteligência Artificial.
40 anos do Windows
1985: o começo de um Gigante
É difícil imaginar hoje, mas a primeira versão do Windows mal podia ser chamada de sistema operacional. Tecnicamente, era um ambiente operacional gráfico rodando sobre o MS-DOS.
Custando US$ 99, ele exigia hardware que hoje parece piada, mas na época era um investimento sério: dois drives de disquete, 256 KB de RAM e uma placa gráfica. O que ele oferecia em troca? A mágica de usar um mouse (algo raro na época) e a capacidade de ver vários programas ao mesmo tempo — embora em janelas lado a lado, não sobrepostas, pois a tecnologia de “sobreposição” ainda era patenteada pela Apple.
O Windows 1.0 foi um ensaio. As versões 2.0 (1987) e 3.0 (1990) refinam a ideia, mas o mercado só foi realmente conquistado com o Windows 3.1 (1992), que trouxe cor, multimídia e o jogo Paciência para os escritórios de todo o mundo.
A Era de Ouro: Quando o PC Virou Pop
Lançado em 24 de agosto de 1995, com os Rolling Stones tocando “Start Me Up” na campanha publicitária, o Windows 95 foi um estrondo de popularidade. Essa versão introduziu o Menu Iniciar e a Barra de Tarefas. Esses dois elementos de UX foram tão perfeitos que definiram como interagiríamos com computadores pelas próximas três décadas.
O dia em que Bill Gates foi entrevistado pelo Jô Soares e falou sobre o futuro dos computadores
A partir daí, a Microsoft entrou em um ciclo famoso de “erro e acerto” que os usuários conhecem bem:
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A Estabilidade: O Windows XP (2001) uniu o núcleo profissional (NT) com a interface amigável, criando talvez o sistema mais amado da história.
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O Tropeço: O Windows Vista (2007) tentou ser bonito demais antes do hardware estar pronto, gerando lentidão e frustração.
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A Redenção: O Windows 7 (2009) chegou para “consertar” o Vista, entregando a experiência desktop definitiva.
O futuro com a IA:
Agora, em 2025, o Windows 11 não luta mais contra o Mac ou o Linux. Ele luta contra a irrelevância.
A Microsoft deixou claro: a era da interface gráfica passiva acabou. Estamos entrando na era da “Computação Agêntica”. Com a integração profunda do Copilot e ferramentas de IA, o objetivo não é mais que você abra o Excel e faça uma planilha. O objetivo é que você peça ao Windows para analisar os dados e ele lhe entregue o resultado pronto.
Isso muda fundamentalmente a relação humano-máquina. Seu computador deixa de ser uma bicicleta para a mente (como dizia Jobs) e passa a ser um motorista particular. É cômodo, sim, mas exige uma entrega de dados e confiança que o Windows 1.0 jamais sonharia em pedir.
Linha do tempo
| Versão do Windows | Data de Lançamento |
|---|---|
| Windows 1.0 | 20 de novembro de 1985 |
| Windows 2.0 | 9 de dezembro de 1987 |
| Windows 3.0 | 22 de maio de 1990 |
| Windows 3.1 | 6 de abril de 1992 |
| Windows 95 | 24 de agosto de 1995 |
| Windows 98 | 25 de junho de 1998 |
| Windows 2000 | 17 de fevereiro de 2000 |
| Windows Me | 14 de setembro de 2000 |
| Windows XP | 25 de outubro de 2001 |
| Windows Vista | 30 de janeiro de 2007 |
| Windows 7 | 22 de outubro de 2009 |
| Windows 8 | 26 de outubro de 2012 |
| Windows 8.1 | 17 de outubro de 2013 |
| Windows 10 | 29 de julho de 2015 |
| Windows 11 | 5 de outubro de 2021 |


