Intel processa ex-funcionário acusado de roubar 18 mil arquivos ultrassecretos após demissão.

Intel processa ex-funcionário acusado de roubar 18 mil arquivos ultrassecretos após demissão. Empresa exige US$ 250 mil e busca ex-engenheiro há meses.

A Intel moveu uma ação judicial contra Jinfeng Luo, ex-engenheiro de software que trabalhou na empresa por uma década, acusando-o de ter baixado ilegalmente cerca de 18 mil arquivos confidenciais — muitos classificados como “Top Secret” — dias antes de deixar a companhia em julho de 2024. O caso foi registrado em tribunal federal de Washington no fim de outubro de 2025, e a gigante dos chips busca ao menos US$ 250 mil em indenização, além de reaver todos os dados roubados.

Como aconteceu o suposto roubo

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Luo foi notificado de sua demissão em 7 de julho de 2024, parte de uma onda de cortes que eliminou mais de 15 mil postos na Intel. Segundo o processo, ele tentou copiar arquivos de seu laptop corporativo para um HD externo em 23 de julho, mas os controles de segurança bloquearam a ação. Três dias depois, porém, ele teria conectado um dispositivo de armazenamento em rede (NAS) e conseguido transferir os documentos.​

Meses de busca sem resposta

A Intel detectou a transferência ilegal logo após sua ocorrência e passou meses tentando localizar Luo em sua residência em Seattle e em outros endereços vinculados a ele, incluindo um na região de Portland. Ligações, e-mails e cartas não obtiveram resposta. Após mais de três meses de silêncio, a empresa decidiu acionar a Justiça

Contexto de crise e cortes

A demissão de Luo aconteceu durante uma das maiores reestruturações da Intel, que anunciou em agosto de 2024 o corte de 15% de sua força de trabalho — cerca de 15 mil funcionários — para reduzir US$ 10 bilhões em despesas operacionais em 2025. A companhia enfrentava queda de receita, margens apertadas e dificuldade em competir no mercado de chips para inteligência artificial. Em abril de 2025, novos cortes foram anunciados, dessa vez atingindo mais de 20% do quadro de funcionários.​

Este não é o primeiro caso do tipo na Intel. Em precedente similar, um ex-engenheiro foi multado em US$ 34 mil e colocado em liberdade condicional por levar informações confidenciais que depois apareceram na Microsoft. O paradeiro atual de Luo permanece desconhecido, e ele ainda não se manifestou sobre as acusações.

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