Trump sobe o tom: quem não fabricar chips nos EUA vai pagar caro

Trump ameaça impor tarifas pesadas a fabricantes de chips que não produzirem nos EUA e pressiona big techs a investir localmente.

Donald Trump voltou a mirar na indústria de semicondutores. O presidente dos EUA deixou claro que empresas que não fabricarem chips em solo americano poderão enfrentar tarifas pesadas de importação, informa a Reuters. A medida, segundo ele, busca garantir que os Estados Unidos se tornem prioridade absoluta na cadeia de produção global.

Tarifa como arma de pressão

Trump chips

Em conversa com jornalistas, Trump afirmou que pretende impor taxas “muito significativas” a fabricantes que optarem por manter fábricas fora dos EUA. O valor exato ainda não foi definido, mas a lógica é clara: quem investir no país terá benefícios; quem ficar de fora, pagará mais caro para vender no mercado americano.

O alvo principal são companhias estrangeiras que dominam o setor, como a TSMC (Taiwan), SK hynix e Samsung (Coreia do Sul). Já empresas com histórico de investimento local, como Intel e Micron, tendem a ser poupadas.

CEOs alinhados com Washington

Trump reuniu nomes de peso em um jantar estratégico na Casa Branca. Estiveram presentes executivos como:

  • Tim Cook (Apple) – que já anunciou bilhões em novos investimentos nos EUA.

  • Mark Zuckerberg (Meta) e Sundar Pichai (Google) – representantes das big techs alinhadas a projetos locais.

  • Sam Altman (OpenAI) – que descreveu Trump como um presidente “pró-negócios e pró-inovação”.

Dois nomes chamaram a atenção pela ausência: Jensen Huang (Nvidia), envolvido em negociações delicadas sobre exportação de chips de IA para a China, e Elon Musk (Tesla), em clima de atrito com a Casa Branca.

Intel em posição privilegiada

Entre as beneficiadas está a Intel, que recentemente recebeu US$ 5,7 bilhões direto do governo americano. O movimento reforça a estratégia de Washington de reduzir a dependência da Ásia em áreas críticas como inteligência artificial, data centers e defesa.

A pressão de Trump também se conecta à disputa comercial com a China. Ele prorrogou em 90 dias a validade de tarifas já aplicadas contra o país, sinalizando que o endurecimento será gradual, mas contínuo.

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