Uma anfitriã dos Estados Unidos viralizou no TikTok após relatar um episódio inusitado em sua casa de temporada. Em apenas três semanas, os inquilinos deixaram uma fatura de eletricidade que superou US$ 1500, cerca de R$ 8.167, em conversão direta — consequência de terem instalado dez computadores dedicados à mineração de criptomoedas dentro do imóvel.
O detalhe curioso é que, segundo a proprietária, Ashley Class, a conta de energia foi tão alta porque os hóspedes não apenas mantiveram as máquinas ligadas 24 horas por dia, como também usaram a estação de recarga de veículos elétricos disponível na residência.
Como a mineração elevou a conta
Para quem não está familiarizado, a mineração de criptomoedas funciona como uma corrida global: computadores competem para resolver problemas matemáticos que validam transações digitais. Cada vez que uma máquina encontra a solução, recebe moedas como recompensa. O processo é intensivo em energia elétrica — e pode custar caro.
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Um PC gamer consome em torno de 600 W.
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Dez máquinas ligadas por semanas facilmente elevam a fatura consideravelmente
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Equipamentos profissionais de mineração gastam ainda mais.
Ashley descobriu a situação ao checar as câmeras externas da casa: os hóspedes foram filmados retirando os computadores no dia da saída. Segundo ela, “alugar o Airbnb saía mais barato do que pagar a própria conta de energia”.
Airbnb decidiu: hóspedes pagam a conta
Após formalizar a reclamação, a plataforma decidiu que os inquilinos deveriam arcar com os custos. O caso foi encerrado quando os hóspedes reembolsaram a proprietária, que conseguiu recuperar o prejuízo.
Curiosamente, a anfitriã descobriu que o grupo havia faturado cerca de €86 mil em criptomoedas durante a estadia. Ou seja, a conta de €1.300 foi irrelevante perto do lucro obtido.
Nova regra: nada de mineração no Airbnb
@hostessashley Weird airbnb rules #airbnb #airbnbsuperhost #airbnbhost #crypto #electricvehicle #airbnbtips ♬ original sound – Ashley C
O episódio levou Ashley a revisar as regras da casa. Agora, está explícita a proibição de usar o imóvel para mineração de criptomoedas ou para recarga de veículos elétricos. Além disso, ela adicionou uma cláusula que prevê cobrança extra caso a conta de luz ultrapasse €380.
