Quando surgiram os primeiros rumores sobre o Galaxy S III, a expectativa era que ele viria com uma tela full-HD, com 1920×1080 pixels completos, em uma tela com aspecto 16:9. Entretanto, no final a Samsung reduziu as pretensões, optando por uma tela 720p, não por este ter sido realmente o plano inicial, mas simplesmente pelo fato de não ter conseguido chegar a uma forma econômica de produzir telas com um ppi tão alto.
Este mérito acabou indo para a LG, que demonstrou uma tela de 5″ com 1080p completos, com impressionantes 440ppi, uma densidade bem mais alta que a tela “retina” do iPhone 4, que possui “apenas” 326ppi e que a tela 720p do Galaxy S III, com seus 306ppi.
Em vez de uma tela AMOLED, a LG optou por produzir a tela usando a tecnologia AH-IPS, que é uma evolução do bom e velho IPS usado há tempos em telas LCD, em vez de migrar para o AMOLED com layout pentile como têm feito a maioria dos fabricantes, que pode ser visto como uma espécie de trapaça, já que o aumento no número de pixels é obtido através da redução no número de elementos dentro de cada pixel, de 3 para 2, como expliquei recentemente.
Apesar de oferecer um contras inferior, o AH-IPS resulta em telas com uma nitidez melhor, embora muitos possam argumentar que isso é irrelevante em uma tela com um ppi tão alto, onde de qualquer forma não é possível ver os pixels individuais.
Como é de praxe na indústria, este anúncio da LG deve ser seguido por anúncios de outros fabricantes e do aparecimento de aparelhos com telas de 5″ com resolução full-HD. Isso exigirá uma nova safra de SoCs, com GPUs mais poderosas, capazes de lidar com tantos pixels, alimentando uma nova safra de upgrades. Quem poderá sofrer com isso é a autonomia, pelo menos enquanto ninguém aparecer com uma tecnologia equivalente para as baterias…

