Dicionário técnico - S

Índice do dicionário técnico

S.M.A.R.T

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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O Termo vem de Self-Monitoring Analysys and Reporting Technology que forma a palavra "esperto" em Inglês. A idéia do S.M.A.R.T é que antes de seus suspiros finais todo HD apresenta alguns sinais de esgotamento, como um aumento no número de erros de leitura corrigidos usando os códigos de correção de erros (soft-errors), causados pelo desgastamento da mídia; variações na velocidade de rotação causados por problemas no motor, desgaste dos rolamentos ou ainda por problemas nos sistemas reguladores de tensão; vibração excessiva, causada por desbalanceamento do eixo que sustenta dos discos e assim por diante; assim como um motor de carro que começa a queimar óleo e a "bater pino".

O S.M.A.R.T é capaz de detectar estes sinais e avisar de problemas mecânicos iminentes. Isto é feito através da combinação de sensores instalados no próprio HD e um pequeno software implantado no BIOS que monitora estes erros. Para ativar o S.M.A.R.T é preciso habilitar a opção "S.M.A.R.T Support" encontrada no Setup. Os dados podem ser monitorados através de um software encontrado no CD de drivers da placa mãe. Em casos de emergência você receberá também um aviso logo depois do teste de memória, durante o boot.

Os fabricantes estimam que o S.M.A.R.T é capaz de prever de 70 a 80% das queimas de HDs causadas por problemas mecânicos. O sistema não é perfeito, afinal o HD pode parar por causa de um acidente qualquer (um chute no gabinete do micro, um pico de tensão, etc.) ou você pode perder os dados devido ao ataque de um vírus, mas de qualquer forma ele não deixa de ser um aliado importante.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

S/PDIF

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Sony/Philips Digital Interface. É um conector de áudio encontrado em muitas placas de som e em alguns aparelhos de som que permite transmitir áudio em formato digital, dispensando a conversão digital > analógico > digital que fatalmente degrada a qualidade do som. Usando o S/PDIF é possível transferir sem perda.

Existem dois padrões de S/PDIF, um que utiliza cabos de cobre e outro que utiliza cabos de fibra óptica, este último muito popular no Japão por causa dos mini-discs.

Já existem algumas placas mãe com conectores S/PDIF, como a Abit AT7 que inclui conectores ópticos. Os conectores S/PDIF devem tornar-se populares nas placas mãe daqui para a frente, pelo menos nos modelos mais caros, pois são por enquanto a única forma de burlar os novos sistemas de proteção de áudio que vêm sendo adotados pela indústria fonográfica. Nenhum CD-ROM é capaz de ripar CDs protegidos sem uma grande perda na qualidade do áudio (algo semelhante à uma rádio FM, mas com mais chiado), mas usando um aparelho de som ligado na entrada S/PDIF do PC é possível digitalizar as músicas sem perda alguma.

1 comentárioPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Sala Limpa

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Veja: Clean Room

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Samba

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Um software livre bastante popular que permite compartilhar recursos, como impressoras, arquivos, etc. de um servidor Linux (entre outras plataformas suportadas) com clientes rodando Windows. Permite substituir um servidor Windows na maioria das situações, uma economia considerável. http://www.samba.org/

A primeira versão do Samba, disponibilizada em 1992 foi escrita por Andrew Tridgell, um Australiano que na época era estudante de ciências da computação. Como na época a especificação do SMB utilizada pela Microsoft ainda era fechada, Andrew desenvolveu um pequeno programa, batizado de clockspy, para examinar os pacotes de dados enviados por uma máquina Windows e assim ir implementando uma a uma as chamadas de sistema utilizadas, um trabalho extremamente complexo para ser feito por uma única pessoa.

O resultado foi um programa que rodava no Solaris e era capaz de responder às chamadas SMB como se fosse um servidor Windows. Este arquivo ainda pode ser encontrado em alguns dos FTPs do Samba.org, com o nome “server-0.5'.

O objetivo desta primeira versão era apenas resolver um problema doméstico, interligar um PC rodando o Windows 3.1 ao servidor Solaris. Na época isso já era possível utilizando um dos clientes NFS comerciais para DOS, mas Andrew precisava de suporte a NetBIOS para o um dos aplicativos que pretendia utilizar, o WindX, um servidor X para Windows, que permitia rodar aplicativos via rede a partir do servidor Unix. Até aí o objetivo era apenas fazer o programa funcionar, não criar um sistema de compartilhamento de arquivos.

Depois de algum tempo Andrew recebeu um e-mail contando que o programa também funcionava com o LanManager da Microsoft, permitindo compartilhar arquivos de um servidor Unix com máquinas rodando o DOS. Andrew só acreditou depois de testar, mas ficou tão maravilhado com o que havia conseguido que criou o projeto “NetBios for Unix', e começou a recrutar voluntários através da usenet. Mais tarde o projeto passou a usar o nome Samba, que foi adotado não em apologia ao Carnaval, mas apenas por que é uma das poucas palavras do dicionário do Aspell que possui as letras S, M e B.

Em 94 a Microsoft liberou as especificações do SMB e do NetBios, o que permitiu que o desenvolvimento do Samba desse um grande salto tanto em recursos quanto em compatibilidade, passando a acompanhar os novos recursos adicionados ao protocolo da Microsoft, que novamente deixou de ser aberto.

Hoje além de ser quase 100% compatível com os recursos de rede do Windows 98, NT e 2000 o Samba é reconhecido por ser mais rápido que o próprio Windows na tarefa de servidor de arquivos.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Sampling

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Amostragem, processo de conversão de um som analógico para digital. São extraídas amostras do som. Quanto mais amostras por segundo, mais fiel será o som digitalizado, porém maior será o arquivo gerado.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Sampling Rate

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Veja: Taxa de Amostragem

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Samuel 1

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Processador desenvolvido pela Cyrix. No começo, o projeto chamava-se Jedi, até que a Lucas Film advertiu a Cyrix sobre o fato do nome ser uma marca registrada. Resolveram então mudar o nome do chip para Gobi, que logo depois foi novamente mudado para Cayenne.

A indecisão durou até que a Via comprou a Cyrix, foi quando o projeto ganhou seu nome definitivo, Joshua. Apesar da história conturbada, o Joshua não passou de um mero coadjuvante, pois nem chegou a ser lançado. O Joshua tinha 64 KB de cache L1 e 256 KB de cache L2, ambos operando na mesma freqüência do processador. O problema era que esta combinação resultou num processador caro de se produzir, que não podia concorrer com o Celeron e o Duron, que além de serem mais rápidos, seriam mais baratos. O Samuel 1 foi a primeira tentativa da Cyrix de produzir um processador mais barato, vinha com 128 KB de cache L1, mas 0 de cache L2, era mais barato mas era ainda mais lento que o Joshua.... mais um que voltou para a prancheta.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Samuel 2

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Outro processador desenvolvido pela Cyrix. Este chegou a ser lançado com o nome de "Cyrix III", apesar de novamente ter feito pouco sucesso. Tem 128 KB de cache L1 e 64 KB de cache L2. Custava mais que um Duron, porém era um pouco mais barato que um Celeron, existiu em versão única de 700 MHz.

Mantendo a tradição da confusão de nomes, este projeto também foi chamado de Jalapeno e Mojave durante os estágios iniciais. No início de 2001 a Cyrix mudou o nome comercial do processador para C3, manteve a técnica de produção de 0.15 mícron e o relançou em versões de 650 a 800 MHz. O processador continua tendo um desempenho inferior tanto ao Duron quanto ao Celeron, mas traz a vantagem de consumir menos eletricidade e custar mais barato.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

SAS

Criado 20/set/2007 às 16h24 por Carlos E. Morimoto

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Com a introdução do Serial ATA, o barramento SCSI perdeu grande parte de seus atrativos, já que o SATA oferece uma grande parte das vantagens que antes eram atribuídas ao SCSI e, ao mesmo tempo, oferece um sistema de cabeamento mais simples.

Para preencher a lacuna, surgiu o SAS (Serial Attached SCSI), um barramento serial, muito similar ao SATA em diversos aspectos, que adiciona várias possibilidades interessantes voltadas para o uso em servidores. Ele preserva o mesmo conjunto de comandos e é por isso compatível a nível de software. Não estou falando aqui do Windows e de programas como os que utilizamos em desktops, mas sim de aplicativos personalizados, complexos e caros, utilizados em grandes servidores.

Assim como o SCSI conviveu com o padrão IDE por mais de duas décadas, o SAS está destinado a concorrer com o SATA, com cada um entrincheirado em seu respectivo nicho: o SATA nos micros domésticos e servidores de baixo custo e o SAS em servidores maiores e estações de trabalho.

As versões iniciais do SAS suportavam taxas de transferência de 150 e 300 MB/s. Recentemente foi introduzido o padrão de 600 MB/s e passou a ser desenvolvido o padrão seguinte, de 1.2 GB/s. A evolução é similar à do padrão SATA (note que as velocidades são as mesmas), porém o SAS tende a ficar sempre um degrau acima.

A maior velocidade é necessária, pois o SAS permite o uso de extensores (expanders), dispositivos que permitem ligar diversos discos SAS a uma única porta. Existem dois tipos de extensores SAS, chamados de "Edge Expanders" e "Fanout Expanders". Os Edge Expanders permitem ligar até 128 discos na mesma porta, enquanto os Fanout Expanders permitem conectar até 128 Edge Expanders (cada um com seus 128 discos!), chegando a um limite teórico de até 16.384 discos por porta SAS.

Este recurso foi desenvolvido pensando sobretudo nos servidores de armazenamento. Com a popularização dos webmails e outros serviços, o armazenamento de grandes quantidades de dados tornou-se um problema. Não estamos falando aqui de alguns poucos gigabytes, mas sim de vários terabytes ou mesmo petabytes de dados. Imagine o caso do Gmail, por exemplo, onde temos vários milhões de usuários, cada um com mais de 2 GB de espaço disponível.

Os extensores SAS normalmente possuem a forma de um gabinete 1U ou 2U, destinados a serem instalados nos mesmos hacks usados pelos próprios servidores. Em muitos, os discos são instalados em gavetas removíveis e podem ser trocados "a quente" (hotswap), com o servidor ligado. Isto permite substituir rapidamente HDs defeituosos, sem precisar desligar o servidor.

Nesses casos, seria utilizado um sistema RAID, onde parte do espaço e armazenamento é destinado a armazenar informações de redundância, que permitem restaurar o conteúdo de um HD defeituoso assim que ele é substituído, sem interrupção ou perda de dados. Ao contrário das controladoras RAID de baixo custo, encontradas nas placas-mãe para desktop, que executam suas funções via software, as controladoras SAS tipicamente executam todas as funções via hardware, facilitando a configuração (já que deixa de ser necessário instalar drivers adicionais) e oferecendo um maior desempenho e flexibilidade.

Outra pequena vantagem é que o SAS permite o uso de cabos de até 6 metros, contra apenas 1 metro no SATA. A maior distância é necessária ao conectar um grande número de extensores, já que eles são grandes, e os últimos tendem a ficar fisicamente afastados do servidor.

As controladoras SAS incluem normalmente 4 ou 8 portas e são instaladas num slot PCI-X, ou PCI Express. Nada impede também que você instale duas ou até mesmo três controladoras no mesmo servidor caso precise de mais portas. Algumas placas-mãe destinadas a servidores já estão vindo com controladoras SAS onboard, reduzindo o custo.

Um detalhe interessante é que o padrão SAS oferece compatibilidade retroativa com os HDs SATA, permitindo que você use HDs SATA convencionais como uma forma de cortar custos, sem ter que abrir mão da possibilidade de usar os extensores.

A relação, entretanto, não é recíproca: embora o conector seja o mesmo, HDs SAS não são reconhecidos caso instalados numa porta SATA convencional, pois eles utilizam comandos específicos, que vão bem além do conjunto suportado pelas controladoras SATA.

De qualquer forma, os HDs SAS são mais caros e não oferecem vantagens em termos de desempenho, de forma que você dificilmente iria querer utilizar um em seu desktop, de qualquer forma. O principal diferencial é que eles são certificados para operação contínua e possuem garantias maiores, geralmente de 5 anos.

A maior parte dos HDs de alto desempenho, com rotação de 15.000 RPM, que antes só existiam em versão SCSI, estão sendo lançados também em versão SAS. Nos próximos anos é de se esperar que o SAS substitua gradualmente o SCSI, assim como o SATA já substituiu o IDE quase que completamente nos micros novos.

Não existe nada de fundamentalmente diferente que impeça que estes drives de alto desempenho sejam lançados também em versão SATA, o problema reside unicamente na questão da demanda.

Por serem caros e possuírem capacidades reduzidas (devido ao uso de discos de 2.5"), os HDs de 15.000 RPM acabam não sendo muito adequados para o público doméstico. Você dificilmente pagaria R$ 1500 por um HD de 73 GB (como o Seagate Cheetah 15K.4), por mais rápido que ele fosse, quando pode comprar um HD SATA de 300 GB por menos de R$ 250. Essa brutal diferença de custo acaba sendo justificável apenas no mercado de servidores de alto desempenho e workstations, onde, literalmente, "tempo é dinheiro".

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 20/set/2007 às 16h24

SATA

Criado 20/set/2007 às 16h20 por Carlos E. Morimoto

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As interfaces IDE foram originalmente desenvolvidas para utilizar o barramento ISA, usado nos micros 286. Assim como no barramento ISA, são transmitidos 16 bits por vez e utilizado um grande número de pinos. Como é necessário manter a compatibilidade com os dispositivos antigos, não existe muita margem para mudanças dentro do padrão, de forma que, mesmo com a introdução do barramento PCI e do PCI Express, as interfaces IDE continuam funcionando fundamentalmente da mesma forma.

Mesmo quando foram introduzidas as interfaces ATA/66, a única grande mudança foi a introdução dos cabos de 80 vias, desenvolvidos de forma a permitir taxas de transmissão maiores, sem contudo mudar o sistema de sinalização, nem os conectores.

A partir de um certo ponto, ficou claro que o padrão IDE/ATA estava chegando ao seu limite e que mudanças mais profundas só poderiam ser feitas com a introdução de um novo padrão. Surgiu então o SATA (Serial ATA).

Assim como o PCI Express, o SATA é um barramento serial, onde é transmitido um único bit por vez em cada sentido. Isso elimina os problemas de sincronização e interferência encontrados nas interfaces paralelas, permitindo que sejam usadas freqüências mais altas.

Graças a isso, o cabo SATA é bastante fino, contendo apenas 7 pinos, onde 4 são usados para transmissão de dados (já que você precisa de 2 fios para fechar cada um dos dois circuitos) e 3 são neutros, que ajudam a minimizar as interferências.

Os cabos SATA são bem mais práticos que os cabos IDE e não prejudicam o fluxo de ar dentro do gabinete. Os cabos podem ter até um metro de comprimento e cada porta SATA suporta um único dispositivo, ao contrário do padrão master/slave do IDE/ATA. Por causa disso, é comum que as placas-mãe ofereçam 4 portas SATA (ou mais), com apenas as placas de mais baixo custo incluindo apenas duas.

No final, o ganho de desempenho permitido pela maior freqüência de transmissão acaba superando a perda por transmitir um único bit por vez (em vez de 16), fazendo com que, além de mais simples e barato, o padrão SATA seja mais rápido.

Existem três padrões de controladoras SATA, o SATA 150 (também chamado de SATA 1.5 Gbit/s ou SATA 1500), o SATA 300 (SATA 3.0 Gbit/s ou SATA 3000) e também o padrão SATA 600 (ou SATA 6.0 Gbit/s), que ainda está em desenvolvimento. Como o SATA utiliza dois canais separados, um para enviar e outro para receber dados, temos 150 ou 300 MB/s em cada sentido, e não 133 MB/s compartilhados, como no caso das interfaces ATA/133.

Os nomes SATA 300 e SATA 3000 indicam, respectivamente, a taxa de transferência, em MB/s e a taxa "bruta", em megabits. O SATA utiliza o sistema de codificação 8B/10B, o mesmo utilizado pelo barramento PCI Express, onde são adicionados 2 bits adicionais de sinalização para cada 8 bits de dados. Estes bits adicionais substituem os sinais de sincronismo utilizados nas interfaces IDE/ATA, simplificando bastante o design e melhorando a confiabilidade do barramento. Dessa forma, a controladora transmite 3000 megabits, que, devido à codificação, correspondem a apenas 300 megabytes. Ou seja, não é um arredondamento. :)

As controladoras SATA 300 são popularmente chamadas de "SATA II" de forma que os dois termos acabaram virando sinônimos. Mas, originalmente, "SATA II" era o nome da associação de fabricantes que trabalhou no desenvolvimento dos padrões SATA (entre eles o SATA 300) e não o nome de um padrão específico. Da mesma forma, o padrão de 600 MB/s chama-se SATA 600, e não "SATA III" ou "SATA IV". Mesmo os próprios fabricantes de HDs não costumam usar o termo "SATA II", já que ele é tecnicamente incorreto.

Outra curiosidade é que muitas placas-mãe antigas, equipadas com controladoras SATA 150 (como as baseadas no chipset VIA VT8237 e também nas primeiras revisões dos chipsets SiS 760 e SiS 964), apresentam problemas de compatibilidade com HDs SATA 300. Por causa disso, a maioria dos HDs atuais oferecem a opção de usar um "modo de compatibilidade" (ativado através de um jumper), onde o HD passa a se comportar como um dispositivo SATA 150, de forma a garantir a compatibilidade. Veja as instruções impressas na etiqueta de um HD da Samsung:

Inicialmente, os HDs e as placas-mãe com interfaces SATA eram mais caros, devido ao tradicional problema da escala de produção. Todo novo produto é inicialmente mais caro que a geração anterior simplesmente porque a produção é menor. A partir do momento em que ele passa a ser produzido em quantidade, o preço cai, até o ponto em que a geração anterior é descontinuada.

A partir do momento em que os HDs SATA se popularizaram, o preço caiu em relação aos IDE. Atualmente os HDs IDE são produzidos em escala cada vez menor e por isso se tornaram mais caros e mais difíceis de encontrar do que os HDs SATA.

Com o lançamento do SATA, os HDs e as controladoras IDE/ATA passaram a ser chamadas de "PATA", abreviação de "Parallel ATA", ressaltando a diferença.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 20/set/2007 às 16h20

Scanner

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Antigamente, periféricos extremamente caros, restritos basicamente ao meio profissional, os scanners atualmente estão tornando-se periféricos de uso tão corriqueiro quanto placas de som e modems. Tal popularização se deve basicamente à queda vertiginosa no preço destes equipamentos. Há alguns anos atrás, era impossível encontrar um scanner de boa qualidade por menos de mil dólares, enquanto que, atualmente, um bom scanner de mesa pode ser encontrado por apenas 100 ou 120 dólares.

O funcionamento de um scanner chega a ser simples, limitando-se a transformar as imagens lidas em sinais digitais que podem ser entendidos pelo computador. Para conseguir esta proeza, o scanner, usando suas células fotosensíveis, transforma a imagem em um conjunto de pontos, cada um com uma cor, ou seja: num bitmap.

Como em toda conversão analógico-digital, neste processo perdemos sempre um pouco da qualidade da imagem original. O quanto vamos perder em termos de qualidade, depende justamente da resolução suportada e do número de cores reconhecidas pelo scanner.

Existem basicamente três tipos de scanners: os scanners de mão, os de página e os de mesa. Os scanners de mão já saíram de linha há um bom tempo, e provavelmente você só os encontrará à venda em algum classificado de usados. Neste tipo de scanner é preciso deslizar seu visor sobre a imagem para digitalizá-la. O problema é que qualquer trepidação distorce a imagem, sendo necessária uma mão firme e uma certa prática.

Outro tipo pouco comum de scanner são os chamados scanners de página, que digitalizam uma página inteira, puxando o papel como um aparelho de Fax. A maior limitação é que não é possível digitalizar livros, revistas ou apostilas, sem ter que arrancar página por página.

Finalmente, temos os scanners de mesa, de longe os mais utilizados atualmente. Este tipo de scanner tem um funcionamento parecido com um máquina de Xerox, bastando colocar a imagem a ser digitalizada sobre a tampa de vidro e inicializar a digitação dando o OK via software.

O mais comum atualmente é encontrarmos à venda, scanners de mesa com resolução de 300, 600 ou 1200 DPI (pontos por polegada) e com capacidade para reconhecer 16 milhões de cores (true color). Estes scanners, desde que corretamente configurados, são capazes de digitalizar imagens com uma boa qualidade.

O mais comum atualmente, é o scanner utilizar a porta usb (ou a porta paralela, no caso de modelos antigos), o que torna sua instalação bem simples. No caso dos paralelos, scanner possui uma extensão onde deve ser conectada a impressora. Compartilhar a mesma porta entre o scanner e a impressora não causa nenhum conflito, o único inconveniente é que não é possível escanear uma imagem e imprimir ao mesmo tempo. Se você tentar fazer as duas coisas simultaneamente, os dois dividirão a posse da porta; a impressora irá imprimir um pouco, fará um pausa, o scanner escaneará um pedaço da imagem, a impressora imprimirá mais um pouco e assim por diante.

Existem também scanners que usam controladoras SCSI, enquanto alguns scanners mais antigos utilizam interfaces proprietárias.

Veja também: Interpolação

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Scatternet

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Veja: Piconet

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Screener

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Se você fizer uma busca em algum programa p2p como o Emulle, SoulSeek ou Kazaa vai perceber que algumas pessoas já estão compartilhando filmes que mal estrearam no cinema e que ainda estão a meses de saírem em DVD.

Estas cópias geralmente são feitas por alguém que foi no cinema assistir o filme com uma câmera e simplesmente gravou o filme que estava passando na tela. O vídeo é convertido pra divx e compartilhado na rede. O "screener" indica justamente que ele foi obtido a partir da tela e não a partir de um DVD.

Naturalmente a qualidade da imagem não é das melhores e o som fica reduzido a um mono com celulares tocando ao fundo mas mesmo assim estes arquivos são populares, pois permitem que quem não tem tempo de ir ao cinema assista o filme "em primeira mão".

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Script Kid

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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É um termo pejorativo, usado em relação a "hackers" que por não terem grande conhecimento técnico, usam scripts prontos, "receitas de bolo", para invadir sistemas, fazer ataques DoS ou fazer baderna. Normalmente, estes scripts não requerem muito conhecimento técnico para serem usados, a maior parte pode ser usada até mesmo no Windows. Não é comum encontrar scripts atualizados em sites da web, mas eles são trocados e distribuídos abertamente em canais de IRC e redes P2P.

Como muitos destes ataques são divulgados na mídia, é em grande parte graças aos scripts kiddies que o termo "hacker" passou a ser usado de forma negativa, já que a grande mídia normalmente não diferencia as duas coisas. Chamar alguém com um pouco mais conhecimento técnico de "script kid" pode ser considerado uma grande ofensa :).

Além dos scripts kids, existem também os "black hats", hackers "do mal", que realmente possuem bons conhecimentos, e os usam (com objetivos financeiros ou não) para invadir sistemas, descobrir novas brechas e aplicar golpes. Muitas vezes, um black hat desenvolve scripts que ao serem divulgados acabam senso usados em massa pelos script kiddies.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

SCSI

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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As controladoras SCSI (pronuncia-se "iscâzi") são as tradicionais concorrentes das interfaces IDE. O primeiro padrão SCSI (SCSI 1) foi ratificado em 1986, na mesma época em que os primeiros HDs IDE chegaram ao mercado, e consistia em controladoras de 8 bits, que operavam a 5 MHz, oferecendo um barramento de dados de até 5 MB/s

Em 1990, foi lançado o padrão Wide SCSI (SCSI 2). A freqüência continuou a mesma, mas as controladoras passaram a utilizar um barramento de 16 bits, o que dobrou a taxa de transmissão, que passou a ser de 10 MB/s.

Em seguida surgiram os padrões Fast SCSI (8 bits) e Fast Wide SCSI (16 bits), que operavam a 10 MHz e ofereciam taxas de transferência de, respectivamente, 10 MB/s e 20 MB/s.

A partir daí, surgiram os padrões Ultra SCSI (8 bits, 20 MHz = 20 MB/s), Wide Ultra SCSI (16 bits, 20 MHz = 40 MB/s), Ultra2 SCSI (8 bits, 40 MHz = 40 MB/s) e Wide Ultra2 SCSI (16 bits, 40 MHz = 80 MB/s). Veja que até a evolução foi bastante previsível, com um novo padrão simplesmente dobrando a freqüência e, conseqüentemente, a taxa de transferência do anterior.

Nesse ponto o uso de controladoras de 8 bits foi abandonado e surgiram os padrões Ultra160 SCSI, onde a controladora opera a 40 MHz, com duas transferências por ciclo, resultando em um barramento de 160 MB/s e o Ultra 320 SCSI, que mantém as duas transferências por ciclo, mas aumenta a freqüência para 80 MHz, atingindo 320 MB/s.

Além da diferença na velocidade, as antigas controladoras de 8 bits permitiam a conexão de apenas 7 dispositivos, enquanto as atuais, de 16 bits, permitem a conexão de até 15.

Diferentemente do que temos em uma interface IDE, onde um dispositivo é jumpeado como master e outro como slave, no SCSI os dispositivos recebem números de identificação (IDs) que são números de 0 a 7 (nas controladoras de 8 bits) ou de 0 a 15 nas de 16 bits. Um dos IDs disponíveis é destinado à própria controladora, deixando 7 ou 15 endereços disponíveis para os dispositivos.

O ID de cada dispositivo é configurado através de uma chave ou jumper, ou (nos mais atuais), via software. A regra básica é que dois dispositivos não podem utilizar o mesmo endereço, caso contrário você tem um conflito similar ao que acontece ao tentar instalar dois HDs jumpeados como master na mesma porta IDE.

A maioria dos cabos SCSI possuem apenas 3 ou 4 conectores, mas existem realmente cabos com até 16 conectores, usados quando é realmente necessário instalar um grande número de dispositivos.

No barramento SCSI temos também o uso de terminadores, que efetivamente "fecham" o barramento, evitando que os sinais cheguem à ponta do cabo e retornem na forma de interferência. Na maioria dos casos, o terminador é encaixado no dispositivo, mas em alguns basta mudar a posição de uma chave. Também existem casos de cabos que trazem um terminador pré-instalado na ponta.

Note que estou usando o termo "dispositivos" e não "HDs", pois (embora raro hoje em dia) o padrão SCSI permite a conexão de diversos tipos de dispositivos, incluindo CD-ROMs, impressoras, scanners e unidades de fita.

Chegamos então na questão dos cabos. O SCSI permite tanto a conexão de dispositivos internos quanto de dispositivos externos, com o o uso de cabos e conectores diferentes para cada tipo. As controladoras de 8 bits utilizam cabos de 50 vias, enquanto que as 16 bits utilizam cabos de 68 vias. Este da foto é um HD Ultra320 SCSI, que utiliza o conector de 68 pinos:

As controladoras SCSI são superiores às interfaces IDE em quase todos os quesitos, mas perdem no mais importante, que é a questão do custo. Como a história da informática repetidamente nos mostra, nem sempre o padrão mais rápido ou mais avançado prevalece. Quase sempre um padrão mais simples e barato, que consegue suprir as necessidades básicas da maior parte dos usuários, acaba prevalecendo sobre um padrão mais complexo e caro.

De uma forma geral, o padrão IDE tornou-se o padrão nos desktops e também nos servidores e estações de trabalho de baixo custo, enquanto o SCSI tornou-se o padrão dominante nos servidores e workstations de alto desempenho. Em volume de vendas, os HDs SCSI perdem para os IDE e SATA numa proporção de mais de 30 para 1, mas ainda assim eles sempre representaram uma fatia considerável do lucro líquido dos fabricantes, já que representam a linha "premium", composta pelos HDs mais caros e de mais alto desempenho.

Até pouco tempo, era comum que novas tecnologias fossem inicialmente usadas em HDs SCSI e passassem a ser usadas em HDs IDE depois de ficarem mais baratas. Isso acontecia justamente por causa do mercado de discos SCSI, que prioriza o desempenho muito mais do que o preço. Hoje em dia isso acontece com relação aos HDs SATA e SAS (veja a seguir).

Além do custo dos HDs, existe também a questão da controladora. Algumas placas-mãe destinadas a servidores trazem controladoras SCSI integradas, mas na grande maioria dos casos é necessário comprar uma controladora separada.

As controladoras Ultra160 e Ultra320 seriam subutilizadas caso instaladas em slots PCI regulares (já que o PCI é limitado a 133 MB/s), de forma que elas tradicionalmente utilizam slots PCI-X, encontrados apenas em placas para servidores. Isso significa que mesmo que você quisesse, não poderia instalar uma controladora Ultra320 em seu desktop. Apenas mais recentemente passaram a ser fabricadas controladoras PCI-Express.

Como de praxe, vale lembrar que a velocidade da interface não corresponde diretamente à velocidade dos dispositivos a ela conectados. Os 320 MB/s do Ultra320 SCSI, por exemplo, são aproveitados apenas ao instalar um grande número de HDs em RAID.

Existem muitas lendas com relação ao SCSI, que fazem com que muitos desavisados comprem interfaces e HDs obsoletos, achando que estão fazendo o melhor negócio do mundo. Um HD não é mais rápido simplesmente por utilizar uma interface SCSI. É bem verdade que os HDs mais rápidos, de 15.000 RPM, são lançados apenas em versão SCSI, mas como os HDs ficam rapidamente obsoletos e têm uma vida útil limitada, faz muito mais sentido comprar um HD SATA convencional, de 7.200 ou 10.000 RPM, do que levar pra casa um HD SCSI obsoleto, com 2 ou 3 anos de uso.

2 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

SD

Criado 27/ago/2007 às 08h19 por Carlos E. Morimoto

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O padrão SD (Secure Digital), é um dos formatos dominantes entre os cartões de memória. Como o nome sugere, os cartões SD oferecem um sistema de proteção de conteúdo (o CPRM), que é implementado diretamente no chip controlador. Ele se destina a atender o lobby das gravadoras, oferecendo uma forma de "proteger" arquivos de áudio e outros tipos de conteúdo contra cópias não autorizadas. Os cartões Memory Stick implementam um sistema similar (o Magic Gate), mas felizmente ambos são pouco usados.

Existem três formatos de cartões SD. Além do formato padrão, temos os cartões miniSD e microSD, versões miniaturizadas, que são eletricamente compatíveis com o padrão original e podem ser encaixados num slot para cartões SD regulares usando um adaptador simples.

Os cartões SD suportam 3 modos de transferência. O 4 bits mode é o modo "padrão", onde o cartão transfere 4 bits por ciclo, a uma freqüência de até 50 MHz, resultando em taxas de transferência de até 25 MB/s (desde que os chips de memória usados acompanhem, naturalmente). O segundo é o 1 bit mode, onde é transferido um único bit por ciclo, a uma freqüência de no máximo 20 MHz. Este modo é usado para manter compatibilidade com os cartões MMC. É graças a ele que você pode usar cartões MMC em câmeras e leitores para cartões SD e vice-versa. Finalmente, existe o modo SPI (ainda mais lento), que é utilizado por algumas câmeras antigas e também em diversos tipos de dispositivos embarcados.

É por causa dos três modos de operação que um mesmo cartão SD pode ser acessado a velocidades bem diferentes de acordo com o dispositivo onde ele é usado. Muitas câmeras antigas que permitem acessar o conteúdo do cartão quando ligadas a uma porta USB transferem a velocidades muito baixas, muitas vezes inferiores a 300 KB/s. O driver "sdhci" (no Linux), que dá suporte aos leitores de cartões incluídos em notebooks, por exemplo, é (pelo menos até o Kernel 2.6.21) limitado ao modo SPI, por isso é bastante lento em relação ao driver Windows, que é capaz de utilizar o modo 4 bits. Ou seja, o leitor do seu notebook funciona, mas a uma velocidade muito baixa e com uma grande utilização do processador.

O modo SPI é o preferido pelos desenvolvedores de sistemas embarcados e drivers open-source, pois ele é muito simples e por isso pode ser emulado via software, sem a necessidade de usar um controlador adicional. No modo SPI 4 são usados 4 pinos do cartão: um para enviar o sinal de clock, outro para enviar comandos, o terceiro para selecionar qual chip dentro do cartão será acessado e o último para transferir dados, um bit de cada vez. Desde que você possa controlar o uso dos 4 pinos, é fácil escrever uma função ou driver para acessar o cartão.

O modo SPI é o mais lento, mas é suficiente para muitas aplicações. Imagine o caso de um sensor de temperatura que usa o cartão apenas para armazenar um log das variações, gravando alguns poucos bits por vez, por exemplo.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 27/ago/2007 às 08h19

SD Duo

Criado 27/ago/2007 às 07h02 por Carlos E. Morimoto

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O SD (Secure Digital) é o padrão de cartões de memória que utilizamos em diversos dispositivos. O SD Duo não é um padrão oficial, mas sim o nome "mercadológico" para cartões SD que podem ser ligados diretamente em uma porta USB, assumindo também a função de pendrive. Este padrão foi originalmente criado pela Sandisk e depois copiado por outros fabricantes. Eles possuem uma dobradiça ou protetor removível, que esconde um conector USB.

O pulo do gato aqui é utilizar um único chip (similar ao usado nos cartões miniSD e microSD), que além da memória Flash inclui um controlador "dual", que além de ser um controlador SD, incorpora também as funções de controlador USB. Graças a isso, o fabricante pode colocar os contatos normais do cartão SD de um lado, e os contatos da porta USB do outro, criando um design muito engenhoso. Estes cartões acabam sendo o "supra-sumo" da portabilidade, pois você tem ao mesmo tempo um cartão SD e um pendrive, daí o "Duo".

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 27/ago/2007 às 07h02

SDHC

Criado 27/ago/2007 às 07h00 por Carlos E. Morimoto

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Inicialmente, o padrão de cartões SD previa o desenvolvimento de cartões de até 2 GB, formatados por padrão em FAT16. Você pode reformatar o cartão em outros sistemas de arquivos, mas nesse caso a maior parte das câmeras e outros dispositivos deixam de conseguir acessá-lo, embora você ainda consiga acessar o cartão normalmente se conectá-lo a um PC usando um adaptador USB.

Quando o limite de 2 GB foi atingido, os fabricantes passaram a criar extensões para permitir a criação de cartões de 4 GB, usando hacks para modificar o sistema de endereçamento e passando a usar o sistema FAT32 (no lugar do FAT16) na formatação. Estes cartões de 4 GB "não-padronizados" são compatíveis com a maioria dos dispositivos antigos, mas você pode enfrentar problemas diversos de compatibilidade, já que eles não seguem o padrão.

Para colocar ordem na casa, foi criado o padrão SDHC (Secure Digital High Capacity), onde a tabela de endereçamento foi expandida e passou a ser oficialmente usado o sistema de arquivos FAT32. Todos os cartões que seguem o novo padrão carregam o logotipo "SDHC" (que permite diferenciá-los dos cartões de 4 GB "não-oficiais") e trazem um número de classe, que indica a taxa de transferência mínima em operações de escrita. Os cartões "Class 2" gravam a 2 MB/s, os "Class 4" a 4 MB/s, os "Class 6" a 6 MB/s e assim por diante. O mesmo se aplica também aos cartões miniSD e microSD. Note que a numeração não diz nada sobre a velocidade de leitura, mas ela tende a ser proporcionalmente maior.

1 comentárioPor Carlos E. Morimoto. Revisado 27/ago/2007 às 07h00

SDRAM

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Tanto as memórias FPM quanto as memórias EDO são assíncronas, o que significa que elas trabalham em seu próprio ritmo, independentemente dos ciclos da placa-mãe. Isso explica porque memórias FPM que foram projetadas para funcionar em placas para processadores 386 ou 486 funcionam sem problemas em placas soquete 7, que trabalham a 66 MHz. Na verdade, a memória continua trabalhando na mesma velocidade, o que muda são os tempos de espera que passam a ser mais altos. Assim, em vez de responder a cada 2 ciclos da placa-mãe, elas podem passar a responder a cada 3 ou 4 ciclos, por exemplo.

As memórias SDRAM (Synchronous Dynamic RAM) por sua vez, são capazes de trabalhar sincronizadas com os ciclos da placa-mãe, sem tempos de espera. Isso significa que a temporização das memórias SDRAM é sempre de uma leitura por ciclo. Independentemente da freqüência de barramento utilizada, os tempos de acesso serão sempre de 6-1-1-1, ou mesmo 5-1-1-1.

Veja que o primeiro acesso continua tomando vários ciclos, pois nele é necessário realizar o acesso padrão, ativando a linha (RAS) e depois a coluna (CAS). Apenas a partir do segundo acesso é que as otimizações entram em ação e a memória consegue realizar uma leitura por ciclo, até o final da leitura.

O burst de leitura pode ser de 2, 4 ou 8 endereços e existe também o modo "full page" (disponível apenas nos módulos SDRAM), onde o controlador pode especificar um número qualquer de endereços a serem lidos seqüencialmente, até um máximo de 512. Ou seja, em situações ideais, pode ser possível realizar a leitura de 256 setores em 260 ciclos! :). Só para efeito de comparação, se fossem usadas memórias regulares, com tempos de acesso similares, a mesma tarefa tomaria pelo menos 1280 ciclos.

Outra característica que ajuda as memórias SDRAM a serem mais rápidas que as EDO e FPM é a divisão dos módulos de memória em vários bancos. Um módulo DIMM pode ser formado por 2, 4, ou mesmo 8 bancos de memória, cada um englobando parte dos endereços disponíveis. Apenas um dos bancos pode ser acessado de cada vez, mas o controlador de memória pode aproveitar o tempo de ociosidade para fazer algumas operações nos demais, como executar os ciclos de refresh e também a pré-carga dos bancos que serão acessados em seguida. Nos módulos EDO e FPM, todas essas operações precisam ser feitas entre os ciclos de leitura, o que toma tempo e reduz a freqüência das operações de leitura.

A partir da memória SDRAM, tornou-se desnecessário falar em tempos de acesso, já que a memória trabalha de forma sincronizada em relação aos ciclos da placa-mãe. As memórias passaram então a ser rotuladas de acordo com a freqüência em que são capazes de operar. No caso das memórias SDRAM temos as memórias PC-66, PC-100 e PC-133, no caso das DDR temos as PC-200, PC-266, PC-333, PC-400 (e assim por diante), enquanto nas DDR2 temos as PC-533, PC-666, PC-800, PC-933, PC-1066 e PC-1200.

Um módulo de memória PC-133 deve ser capaz de operar a 133 MHz, fornecendo 133 milhões de leituras (teóricas) por segundo. Entretanto, essa velocidade é atingida apenas quando o módulo realiza um burst de várias leituras. O primeiro acesso continua levando 5, 6 ou mesmo 7 ciclos da placa-mãe, como nas memórias antigas.

Ou seja, o fato de ser um módulo PC-100 não indica que o módulo possui um tempo de acesso de 10 ns ou menos (nem mesmo os módulos DDR2 atuais atingem essa marca). Pelo contrário, a maioria dos módulos PC-100 trabalhavam com tempos de acesso de 40 ns. Mas, graças a todas as otimizações que vimos, as leituras podiam ser paralelizadas, de forma que no final o módulo suporta bursts de leitura onde, depois de um lento ciclo inicial, o módulo consegue realmente entregar 64 bits de dados a cada 10 ns.

Independentemente da freqüência de operação, temos também os módulos CL2 e CL3, onde o "CL" é abreviação de "CAS latency", ou seja, o tempo de latência relacionado ao envio do valor CAS, durante o primeiro acesso de cada burst.

Em módulos CL2, o envio do valor CAS toma 2 ciclos, enquanto nos CL3 toma 3 ciclos. A eles, somamos um ciclo inicial e mais dois ciclos relacionados ao envio do valor RAS, totalizando 5 (nos módulos CL2) ou 6 (nos CL3) ciclos para o acesso inicial.

A diferença acaba sendo pequena, pois os acessos seguintes demoram sempre apenas um ciclo.

Um módulo CL2 realizaria um burst de 8 leituras em 12 ciclos (5-1-1-1-1-1-1-1), enquanto o CL3 demoraria 13 ciclos (6-1-1-1-1-1-1-1). Ou seja, embora os módulos CL2 sejam celebrados e sejam alvo de um grande esforço de marketing por parte dos fabricantes, a diferença de performance é realmente muito pequena para justificar pagar mais caro num módulo CL2.

Apesar disso, os módulos CL2 trabalham com tempos de acesso um pouco mais baixos e por isso suportam melhor o uso de freqüências mais altas que o especificado, dando mais margem para overclock.

Veja que das memórias regulares, até as SDRAM, foi possível multiplicar a velocidade das memórias sem fazer alterações fundamentais nas células, que continuam seguindo o mesmo projeto básico, com um transístor e um capacitor para cada bit armazenado. Desde a década de 80, as reduções nos tempos de acesso foram apenas incrementais, acompanhando as melhorias nas técnicas de fabricação. O que realmente evoluiu com o passar do tempo foram os circuitos em torno dos módulos, que otimizaram o processo de leitura, extraindo mais e mais performance. Este conceito é levado ao próximo nível com as memórias DDR, DDR2 e DDR3, usadas atualmente.

4 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Seek Time

Criado 20/set/2007 às 16h07 por Carlos E. Morimoto

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Veja: Tempo de Busca

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 20/set/2007 às 16h07

Segmentação de Endereços

Criado 12/jul/2005 às 18h11 por Carlos E. Morimoto

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Recurso usado no 8088 que permitiu aumentar a quantidade de memória RAM suportada pelo processador.

Para que o processador possa acessar a memória RAM, é preciso que a memória seja dividida em endereços. Cada byte depositado na memória recebe um endereço único, assim como cada rua do Brasil tem um CEP diferente. Como o 8088 pode lidar apenas com palavras binárias de 16 bits, a princípio não seria possível para ele acessar mais do que 64 Kbytes de memória RAM, já que 16 bits permitem apenas 65,536 combinações diferentes (2 elevado à 16º potência).

Para solucionar este problema, foi adotada uma solução bastante engenhosa: apesar do processador continuar podendo acessar apenas 64 KB de memória de cada vez, foram criados mais 4 bits de endereçamento, que permitem o acesso a 16 blocos de memória. Como cada bloco possui 64 KB, chegamos a 1 MB inteiro de capacidade total. Basicamente criamos 16 áreas diferentes de memória, cada uma com 64 KB, que é o máximo que o 8088 pode endereçar.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 12/jul/2005 às 18h11

Segmento (de rede)

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Os hubs apenas retransmitem todos os dados que chegam para todas as estações. Com isto, apenas uma estação pode transmitir de cada vez. Isto não chega a ser um problema em redes pequenas ou onde o tráfego de dados é pequeno, mas passa a ser um incômodo cada vez maior conforme a rede cresce.

Para melhorar a velocidade da rede, diminuindo o número de colisões e permitindo que várias estações possam transmitir dados (desde que não para o mesmo destinatário) podemos utilizar switches ou roteadores, que dividem a rede em vários segmentos e são capazes de ler os pacotes de dados e enviá-los apenas ao destinatário correto.

Se por exemplo temos uma rede de 48 PCs, onde temos um Hub para cada 6 PCs e um switch interligando os Hubs, temos uma rede dividida em 6 segmentos. Dentro de cada segmento, controlado por um Hub, apenas uma estação pode transmitir de cada vez, mas nada impede que uma estação no segmento 1 possa transmitir dados para outra no segmento 2 ao mesmo tempo em que uma estação do segmento 3 transmite dados para outra no segmento 6, pois o Switch se encarrega de isolar o tráfego entre os segmentos. Também seria possível substituir todos os hubs por switchs, o que acabaria com o problema de tráfego, mas em compensação custaria bem mais caro.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Sempron

Criado 3/ago/2005 às 16h44 por Carlos E. Morimoto

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Com o lançamento do Athlon 64 e da plataforma soquete 754, o Athlon XP se tornou um processador de baixo custo dentro da linha da AMD. O problema é que essa posição já era ocupada pelo Duron, de forma que o Athlon XP acabou ficando no meio, atrapalhando tanto as vendas do Athlon 64, quanto do Duron.

Para colocar ordem na casa, a AMD decidiu descontinuar tanto o Duron quanto o Athlon XP em 2004, dando origem ao Sempron, sua nova linha de processadores de baixo custo.

O Sempron soquete A nada mais é do que um Athlon Thoroughbred-B, Thorton ou Barton, vendido sob um índice de desempenho um pouco "afrouxado", onde o índice dos processadores foi aumentado em de 100 a 200 pontos, sem que fossem feitas mudanças na arquitetura. Basicamente, a AMD usou a linha para vender todos os processadores soquete A que ainda tinha em estoque, aproveitando enquanto havia procura.

A versão 2800+, por exemplo, era na verdade um Thorton, operando a apenas 2.0 GHz, enquanto o 3300+ era um Barton operando a 2.2 GHz. A explicação oficial é que no Sempron o índice passou a ser calculado em relação ao desempenho do Celeron D (que seria seu concorrente direto) e não mais em relação ao Pentium 4.

Os Semprons soquete A conviveram com os processadores soquete 754 por algum tempo, até que a plataforma soquete A foi finalmente descontinuada.

Apesar de serem processadores completamente diferentes que os Semprons soquete A baseados no Barton, Thorton e Thoroughbred-B, a AMD continuou utilizando a marca "Sempron" ao lançar a linha de processadores de baixo custo, baseada na arquitetura K8.

Além da questão do cache menor, as versões iniciais do Sempron vinham sem suporte ao AMD64, ou seja, sem suporte às instruções de 64 bits, incluindo os registradores extra e as outras melhorias trazidas pela arquitetura. Embora fossem baseados na arquitetura K8, eles eram processadores de 64 bits, sem praticamente nenhuma das inovações trazidas por ela.

Outra diferença é que o índice de desempenho do Sempron é calculado com relação ao desempenho do Celeron D e não ao Pentium 4. Isso faz com que exista uma diferença significativa entre o desempenho de um Sempron "3000+" e de um Athlon 64 também "3000+".

Por exemplo, o Athlon 64 3000+ baseado no core Newcastle (2.0 GHz, soquete 754, com 512 KB de cache) tem um desempenho parecido com o de um Sempron de 2.2 GHz com 256 KB de cache, baseado no core Palermo. O problema é que o Palermo de 2.2 GHz recebe o índice "3400+", 400 pontos acima do índice do Athlon 64 equivalente.

Overclock do Sempron derivado da família Athlon 64:

Assim como os demais processadores dentro da família do Athlon 64, o Sempron não é particularmente generoso com relação aos overclocks. Os melhores dentro da família são os com core Manila, do 2800+ ao 3200+ (1.6 a 2.0 GHz). Eles utilizam uma tensão dual de 1.25v - 1.4v e, na maioria dos casos, podem ser overclocados para até 2.4 GHz com estabilidade, desde que a placa-mãe suporte a freqüência necessária e você aumente a tensão do processador em 0.1v.

A maioria das placas baratas, baseadas em chipsets SiS e VIA podem trabalhar com o FSB a até 220 MHz com estabilidade, o que permitiria fazer overclock das versões de 1.6, 1.8 e 2.0 GHz para, respectivamente, 1.76, 1.98 e 2.2 GHz. Neste caso o overclock é simples e na maioria dos casos você não vai precisar sequer aumentar a tensão do processador (embora um aumento de 0.05v possa ajudar a manter a estabilidade):

A partir daí, as possibilidades dependem das opções disponíveis no Setup da placa-mãe. O primeiro problema é a freqüência do barramento HyperTransport (HT Frequency), que é particularmente sensível. Nas placas soquete 754 o HyperTransport trabalha a 800 MHz (200 MHz x 4) e nas soquete 939 ou AM2 ele trabalha a 1.0 GHz (200 MHz x 5). Em ambos os casos, ele não suporta trabalhar com estabilidade a mais do que, respectivamente, 900 ou 1100 MHz, o que nos restringe ao humilde overclock de 10% do passo anterior.

Para ir além, é necessário que a placa-mãe ofereça a opção de ajustar o multiplicador do barramento HyperTransport. Desta forma, você pode reduzir o multiplicador de 4x ou 5x para, respectivamente, 3x e 4x, o que permitirá aumentar o FSB para até 250 MHz com relativa segurança. Usando um multiplicador de 4x e 250 MHz em uma placa AM2, o HyperTransport trabalharia a 1.0 GHz, sua freqüência padrão. Em uma placa soquete 754, você poderia aumentar o FSB para até 270 MHz e ainda assim (com multiplicador 3x) o HyperTransport estaria operando a 810 MHz.

Reduzindo o multiplicador do HyperTransport e aumentando a tensão do processador em 0.1v, você poderia aumentar a freqüência do FSB para 240 MHz e assim obter 1.92, 2.16 e 2.4 GHz. No caso das versões de 1.6 e 1.8 GHz, você poderia ir um pouco mais longe e ajustar o FSB para 250 MHz, obtendo 2.0 e 2.25 GHz, respectivamente.

A até 2.4 GHz, o processador deve funcionar sem problemas utilizando um cooler padrão, desde que o gabinete seja bem ventilado. A partir daí, os resultados variam muito de acordo com a série do processador, placa-mãe, cooler usado e até mesmo com a qualidade da fonte de alimentação, já que quanto maior a freqüência, maior o consumo elétrico e consequentemente maior o stress sobre ela.

Praticamente todas as placas soquete 754, 939 e AM2 oferecem a opção de manter a memória operando de forma assíncrona. Isso permite que você aumente a freqüência do FSB (e consequentemente do processador) sem mexer na freqüência da memória. Depois de testar o overclock do processador, você pode obter um pequeno ganho adicional aumentando a freqüência, ou baixando os tempos de espera da memória. Neste caso as possibilidades dependem das opções oferecidas pela placa e da qualidade dos módulos de memória instalados.

Para overclocks mais extremos, outra opção útil é o "PCI/AGP Lock", opção suportada por placas com chipset nVidia e algumas com chipset VIA, onde é possível justar a freqüência do FSB de forma independente da freqüência dos demais barramentos da placa. assim como no caso da memória.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 3/ago/2005 às 16h44

Serial

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Uma comunicação serial é feita quando os bits são enviados um por vez. É o que acontece por exemplo nas portas seriais, que utilizamos para conectar mouses e outros periféricos. Em contraste, existem os barramentos que transmitem vários bits de cada vez, como a porta paralela, usada pela impressora, que transmite 8 bits por vez. Graças a isto a porta paralela transmite até 1.5 Megabytes por segundo (ECP) contra apenas 115 kbits de uma porta serial.

Outro exemplo são as interfaces IDE, usadas por HDs, CD-ROMs e outros periféricos, que utilizam 40 vias de dados e transmitem até 100 megabytes por segundo (ATA 100). Mas, as interfaces seriais tem a vantagem de serem mais simples e justamente por isso bem mais baratas. Além disso, novas tecnologias estão possibilitando o desenvolvimento de interfaces seriais mais rápidas. Um exemplo é o padrão Serial ATA que vem sendo desenvolvido pela Intel, que promete transmissões de dados a 150 Megabytes por segundo.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03

Serial ATA

Criado 26/jun/2005 às 22h03 por Carlos E. Morimoto

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Este novo padrão têm tudo para substituir as interfaces IDE atuais como meio de conexão de HDs de CD-ROMs. O Serial ATA é um barramento serial que utiliza cabos de 4 vias, com conectores minúsculos, ao contrário dos cabos de 80 vias utilizados pelas interfaces ATA 66 ou ATA 100 atuais. A primeira geração de interfaces serial ATA é capaz de transmitir dados a 150 MB/s, mas em breve devem surgir padrões ainda mais rápidos. Este padrão vêm sendo impulsionado graças à ajuda da Intel, que vêm mobilizando os fabricantes a abandonar o uso de interfaces de legado, que incluem não apenas as antigas interfaces IDE, mas também os drives de disquetes, portas seriais e paralelas, etc. Os substitutos são as interfaces Serial ATA, portas USB 2.0 (para a conexão de gravadores de CD e outros periféricos externos rápidos), USB (para a conexão de periféricos lentos), Bluetooth (conexão sem fio com teclados, mouses, e outros periféricos externos), IEEE 802.11b (rede sem fio), etc.

As primeiras placas mãe com interfaces Serial ATA devem começar a ser vendidas na segunda metade de 2002. Pelo menos de início as placas virão com adaptadores para permitir o uso de HDs e CD-ROMs IDE.

Sem comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 26/jun/2005 às 22h03