Dicionário técnico - Q

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QDOS

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Também conhecido como 86-DOS, foi o pai do MS-DOS. Este sistema foi desenvolvido no final da década de 70 pela Seattle Computer's. Em 1980, a IBM contratou a Microsoft, na época ainda uma pequena companhia de Software para desenvolver um sistema operacional para o IBM PC.

Ao invés de desenvolver o sistema do zero, Bill Gates preferiu comprar os direitos cobre o QDOS e revisa-lo, criando a primeira versão do MS-DOS, com pouco mais de 5000 linhas em Assembly. Esta primeira versão foi revisada pela IBM que corrigiu cerca de 300 bugs, chegando finalmente ao MS-DOS 1.0 (ou PC-DOS) distribuído junto com o primeiro IBM PC.

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QDR

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Quad data rate, ou transferência de dados quadruplicada. Refere-se a dispositivos capazes de realizar quatro transferências de dados por ciclo. Um exemplo comum são os slots AGP 4x, que operam a apenas 66 MHz e transferem apenas 32 bits de dados a cada transferência, o que dariam apenas 266 MB de dados transmitidos por segundo (como acontece no AGP 1x). Mas, como no AGP 4x são realizadas quatro transferências por ciclo, a transferência efetiva de dados sobe para 1066 MB/s.

A sigla QDR também se aplica às sucessoras das memórias DDR, um padrão que ainda está sendo estabelecido, mas que permite produzir módulos de memória capazes de realizar 4 transferências de dados por ciclo, duas vezes mais que os módulos de memória DDR e quatro vezes mais que os módulos de memória SDRAM SDR.

Veja: Um módulo de memória PC-100 transfere 64 bits de dados por ciclo e opera a 100 MHz, com isso é capaz de transferir 800 MB/s de dados por segundo, em condições ideais. Um módulo DDR, também de 100 MHz, é capaz de realizar duas transferências por ciclo, o que equivale a uma frequência de operação de 200 MHz, e permite um barramento de dados de 1.600 MB/s, o dobro. É por isso que estes módulos são chamados de PC-200 ou PC-1600.

Um módulo QDR, também de 100 MHz novamente dobra a taxa de transferência, atingindo 3.200 MB/s. A 133 MHz a taxa de transferência subiria para 4.266 MB/s e assim por diante.

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QLED

Por Julio Cesar Bessa Monqueiro em 8 de dezembro de 2010 às 12h42

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Embora as telas OLED sejam encontradas em smartphones e TVs extremamente caras, a tecnologia tem se esforçado para atingir tamanhos maiores de painéis. O problema, aparentemente, é a forma especial de modelagem destas telas, que envolve uma técnica de máscara de sombra que não pode manter sua precisão conforme a escala de tamanho aumente. Além disso, vale lembrar que as TVs OLED ultra-finas são muito caras, mesmo no exterior.

Segundo um artigo publicado no MIT Technology Review, uma melhor alternativa pode existir na forma de uma nova tecnologia de telas chamada QLED. A QD Vision desenvolveu a técnica, cujos pixels são feitos de pontos quânticos de LED. Quando expostas à luz ou corrente elétrica, os semi-condutores de escala nanométrica emitem cores iluminadas e puras que não precisam ser filtradas. Além disso, são mais eficientes ainda que as OLEDs, permitindo então que as QLEDs tenham menor consumo de energia.

Entretanto, um velho problema de novas tecnologias é o principal foco das QLEDs: a geração atual tem uma vida útil de somente 10 mil horas. A garantia da uniformidade das cores também é um desafio, mas o CTO da QD Vision, Seth Coe-Sullivan, acha que a comercialização já pode ser vista no fim do horizonte.

4 comentáriosPor Julio Cesar Bessa Monqueiro. Revisado 8 de dezembro de 2010 às 12h42

Quad FX

Por Carlos E. Morimoto em 8 de agosto de 2007 às 15h12

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Apesar da introdução das novas técnicas de fabricação, tanto o Athlon 64, quanto o Sempron não foram capazes de atingir freqüências muito mais elevadas que os pioneiros de 0.13 micron, baseados nos cores ClawHammer e Paris. O mesmo pode se dizer dos processadores Intel, que não avançaram muito em termos de freqüência de operação desde o Northwood, também fabricado em uma técnica de 0.13 micron. Mesmo o core Prescott, que utilizava mais estágios de pipeline e tempos de latência maiores para o cache L2, com o objetivo de atingir freqüências de operação mais altas (em troca de uma redução no desempenho por ciclo), não foi capaz de superar os 3.8 GHz.

Os tempos em que simplesmente migrar para uma nova técnica de fabricação garantia uma aumento expressivo no clock do processador acabaram. Velhos truques como aumentar o número de estágios de pipeline ou aumentar os tempos de latência do cache L2 para atingir freqüências de operação mais altas também já foram usados até o limite, de forma que novos aumentos acabam sendo contra-produtivos.

Ao invés disso, tanto a Intel quanto a AMD se voltaram para a "última fronteira", que é adicionar novos recursos e componentes internos (suporte a novos conjuntos de instruções, suporte a 64 bits, controladores de memória integrados, mais cache L2, etc.) ou criar processadores dual-core ou quad-core, de forma a fazer com que o processador seja capaz de executar mais processamento por ciclo.

Depois da linha Athlon X2, composta de processadores dual-core, a evolução natural seriam processadores quad-core. Surge então a plataforma Quad FX, lançada pela AMD em dezembro de 2006.

A primeira observação sobre o Quad FX é que não se trata exatamente de um processador quad-core, mas sim de dois processadores da série FX, espetados na mesma placa-mãe e ligados através de um link HyperTransport. Ou seja, temos um sistema dual-CPU

Inicialmente foram lançadas três versões, o FX-70 (2x 2.6 GHz), FX-72 (2x 2.8 GHz) e FX-74 (2x 3.0 GHz). Todas são baseadas no core Windsor (0.09 micron), com 1 MB de cache por core, totalizando 2 MB para cada um dos dois processadores.

O soquete AM2 oferece suporte a um único barramento HyperTransport, usado para interligar o processador ao chipset. Para permitir a inclusão de um barramento adicional, necessário para fazer a interligação entre os dois processadores, a AMD adotou o uso do soquete F, utilizado também pelo Opteron.

Assim como o soquete 775 da Intel, o soquete F utiliza o sistema LGA (Land Grid Array), onde os pinos de contato são movidos do processador para o soquete, criando uma "cama" de contatos, sobre a qual o processador é firmemente preso.

A principal diferença é que o soquete F possui um número brutalmente maior de contatos, nada menos do que 1207. Esse número absurdo é necessário, pois além do controlador de memória integrado, o processador passa a dispor de três barramentos HyperTransport independentes. Um deles é utilizado para ligar o processador ao chipset, outro para permitir a comunicação entre os dois processadores e o terceiro fica disponível para a inclusão de recursos adicionais.

No caso dos Opterons, o terceiro link pode ser utilizado para criar sistemas com 4 processadores. Isto seria dispendioso demais em um PC doméstico e não ofereceria grandes benefícios sobre o uso de apenas dois. Em vez de simplesmente deixar o link sem uso, a nVidia o utilizou para ligar um segundo chipset ao processador, criando a plataforma nForce 680a SLI.

O objetivo dessa combinação é dobrar o número de linhas PCI Express e outras interfaces, criando uma placa-mãe monstruosa, com 4 slots PCI Express 16x (dois deles com 16 linhas completas, dois com 8 linhas), 12 interfaces SATA e até 4 placas de rede onboard. Ou seja, você poderia montar um sistema quad-SLI, com 4 (ou mais) HDs SATA em RAID e ainda teria várias interfaces disponíveis.

Como cada processador possui seu próprio controlador de memória dual-channel, é necessário utilizar um total de 4 módulos: dois para cada processador. Como cada processador tem acesso direto à apenas metade da memória instalada, é necessário um sistema que permita a comunicação entre ele, de forma que um possa enxergar a metade utilizada pelo outro. Entra em cena o NUMA (Non-Uniform Memory Architecture) que permite que ambos os processadores trabalhem utilizando uma tabela de endereços unificada. Graças a isso, cada um dos dois processadores enxerga toda a memória disponível, e acessos feitos à metade de propriedade do outro processador são realizados através do link HyperTransport que os interliga.

Na prática, a plataforma Quad FX oferece pouca utilidade, já que é muito dispendiosa. Em junho de 2007, uma ASUS L1N64-SLI WS (baseada no ASUS L1N64-SLI WS) custava US$ 350 e cada processador FX-74 custava mais US$ 480 (preços dos EUA), totalizando mais de 1300 dólares, apenas pela placa e processadores. Adicionando os módulos de memória, coolers, gabinete, placas de vídeo, monitor e periféricos, você passaria facilmente dos US$ 4000. Como moramos no Brasil, teríamos ainda as taxas de importação, resultando em uma cifra pornográfica. :)

Mesmo que você tivesse tanto dinheiro para gastar em um PC, seria muito mais prudente montar um PC "simples", com um Athlon 64 X2 ou um core 2 Duo, usando uma boa placa-mãe, 1 ou 2 GB de memória e uma placa de vídeo razoável (que no final ofereceria um desempenho apenas alguns pontos inferior) e aplicar o resto do dinheiro, deixando-o disponível para futuros upgrades.

Apesar disso, o Quad FX foi interessante como conceito, dando uma amostra de tecnologias que poderão ser usadas em futuros processadores, como o uso do soquete F e o NUMA.

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Quadbit

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Um conjunto de quatro bits, também chamado de nibble. Quatro bits permitem 16 combinações diferentes. Alguns sistemas transmitem dados em grupos de 4 bits, ao invés de transmitir um bit por vez, aumentando a taxa de transferência. Apesar de serem sinônimos, o termo quadbit é mais usado em telecomunicações, enquanto nibble é mais usado em programação.

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Quadro

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Esta é uma linha de placas 3D destinadas ao mercado profissional desenvolvida pela nVidia. O grande atrativo destas placas é um preço bem mais baixo do que outras placas profissionais, como as produzidas pela Elsa. A jogada da nVidia foi sempre utilizar versões aperfeiçoadas dos chipsets de vídeo usados nas placas destinadas a jogos, conseguindo manter os custos de produção muito mais baixos graças à economia de escala. Por exemplo, a Quadro 2 Pro, lançada em 2000 é uma versão aperfeiçoada da GeForce 2 GTS. A principal diferença entre as duas placas é que a Quadro 2 Pro possui um barramento de 6.4 GB/s com a memória, contra os 5.2 GB/s da GTS.

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Quantum Dot

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Partícula Quântica. Uma partícula de matéria tão pequena, que a retirada ou adição de um simples elétron altera suas propriedades. Ao perder um elétron por exemplo, a partícula passa a reagir com outras partículas próximas, assim como um transístor ao ser aberto ou fechado interage com outros transístores ligados a ele. Estas partículas, que podem ser tanto átomos, quanto pequenas moléculas desenvolvidas para este fim, são a chave para o desenvolvimento de computadores quânticos, só falta alguma técnica para manipula-las com precisão suficiente.

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Qubit

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Bit Quântico. Seria o equivalente num computador quântico, aos bits de um computador atual. Num computador quântico, cada partícula capaz de processar dados, seja um átomo, um elétron, um próton um íon, ou o que vier a ser usado, é chamado de qubit. Cada qubit possui quatro estados, ao contrário de um transístor, que possui apenas dois estados (ligado ou desligado).

Os estados são manifestados de acordo com o movimento da partícula, que pode mover-se tanto em sentido horário, quanto em sentido anti-horário, ou mesmo num terceiro estado, que ainda não é totalmente compreendido, onde os elétrons do átomo (e outras partículas) movem-se simultâneamente nas duas direções, totalizando quatro possibilidades, o que equivale a dois bits). Com isto, um computador quântico com 3 qubits, por exemplo, seria capaz de processar 8 bits de cada vez, um computador com 5 qubits seria capaz de processar 32 bits, outro com 6 qubits, processaria 128 bits de cada vez e assim por diante.

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Query

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Pesquisa ou consulta. É um dos comandos do Unix.

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Queue

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Uma "fila" de dados ou arquivos, que são processados seqüencialmente.

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Quick Web

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Uma tecnologia desenvolvida pela Intel quando a Internet começou a tornar-se popular e os modems de 14.4 ainda eram comuns. A tecnologia prometia aumentar consideravelmente a velocidade de navegação, através de um sistema de cache das páginas, criado nos servidores do provedor de acesso e de compactação das imagens. Era necessário instalar o software no servidor e o sistema podia ser ativado ou desativado pelo usuário através de um applet java (não era necessário instalar programas). O Quick Web foi descontinuado a alguns anos por não ter obtido o sucesso esperado.

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QuickConnect

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Este é mais um recurso suportado pelos modems V.92, que consiste num handshake cerca de duas vezes mais rápido que o dos modems de 56K V.90. O handshake é o processo de negociação realizado pelos modems antes de estabelecer a conexão onde são analizadas as condições da linha (o barulhinho de conexão que conhecemos bem). Os modems V.92 são capazes de armazenar as condições da conexão anterior, eliminando a necessidade de realizar todos os testes a cada conexão. Graças ao QuickConnect, o handshake demora apenas 13 ou 15 segundos, em oposição aos 25 ou 27 segundos dos modems V.90.

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Quicktime

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Um formato de arquivos multimídia desenvolvido pela Apple. Apesar dos usos mais comuns serem vídeo e áudio, os arquivos quicktime podem também armazenar animações e texto. Os arquivos quicktime usam as extensões: qt, mov ou moov.

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Quit

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Finalizar um programa ou conexão de rede.

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QVGA

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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É a abreviação de "quarter VGA". Este é um padrão de vídeo muito usado em handhelds, onde, como o nome sugere, temos telas com resolução de apenas 320x240, exatamente um quarto dos 640x480 dos monitores VGA.

Embora os handhelds, principalmente os da plataforma Pocket PC e alguns modelos baseados no Linux, como a linha Zaurus já possuem um poder de processamento igual ao de muitos PCs de poucos anos atrás e estejam cada vez mais obtendo conectividade de rede, inclusive wireless, a resolução reduzida da tela continua sendo um grande obstáculo para quem tenta utilizá-los para navegar na web, ler e-mails, etc.

Conforme os fabricantes consigam aumentar a densidades das telas de LCD, o próximo passo será utilizar telas de 640x480 que permitirão uma interface muito mais sofisticada.

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QWERTY

Por Carlos E. Morimoto em 26 de junho de 2005 às 22h03

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Este é o padrão de disposição de teclas nos teclados usados no Brasil, EUA e em outros países que utilizam alfabetos baseados no latin. O nome vem da disposição das letras na parte superior esquerda do teclado, abaixo dos números.

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