Notícias do mês de Maio de 2007

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Curso de redes em SP, terça e quarta

Por Carlos E. Morimoto em 2 de maio de 2007 às 20h41

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Durante esta semana, está acontecendo em São Paulo mais uma edição do curso Redes e Servidores Linux, na avenida Paulista, em São Paulo.

A idéia central é oferecer um curso intensivo de uma semana, abordando um grande volume de conteúdo. Neste ponto, o curso é único, pois em nenhum outro são abordados tantos temas num espaço tão curto de tempo. No total, temos 53 horas de curso, divididos entre o curso "Linux, uma visão prática", que é ministrado pelo Júlio Bessa, das 8:00 às 11:00 e o curso principal, Redes e Servidores Linux, ministrado por mim (Carlos Morimoto), na parte da parte, das 12:00 às 18:00 e no sábado das 9:00 às 18:00.

curso

A aula de terça-feira foi dedicada à configuração de redes wireless e a configuração de servidores locais para compartilhar a conexão.

Dentro das redes wireless, aprofundei as explicações sobre os padrões, opções de encriptação e outros conceitos apresentados na aula de segunda feira, combinadas com explicações sobre a configuração dos pontos de acesso, uso de antenas externas para ampliar o alcance da rede, e opções relacionadas à segurança de redes wireless.

Hoje em dia, é muito comum utilizar um modem ADSL configurado como roteador para compartilhar a conexão, mas utilizar um servidor Linux oferece várias vantagens, já que além do simples compartilhamento via NAT, ele pode assumir diversas outras funções, como rodar um proxy com o Squid, compartilhar arquivos com o Samba ou servir como um servidor de impressão.

Na aula de segunda-feira configuramos um servidor simples, que compartilha a conexão via NAT. Ele foi incrementado com um servidor DHCP, que além do pool de endereços dinâmicos é configurado para fornecer endereços fixos a micros específicos e um servidor proxy, com o Squid, que loga as conexões, aplica restrições de de acesso e otimiza o desempenho com o uso do cache. No curso abordei vários cenários para o uso do Squid, tanto como proxy transparente, quanto como proxy manual, configurado para autenticar os usuários. O bloqueio de sites e serviços pode ser combinado com o uso de regras de firewall, o que torna o sistema bem mais difícil de burlar.

Depois de terminar as explicações sobre o Squid, o curso deu uma guinada e passei a falar sobre a configuração de servidores dedicados. Falei sobre as opções de hospedagem, as diferenças nos preços de hospedagem no Brasil e no exterior e mostrei alguns links de datacenters no exterior, com preços baixos, que já utilizamos.

A aula foi concentrada na configuração de um servidor LAMP sobre um servidor remoto, rodando o Debian Etch. Abordei a configuração do Apache, administração via linha de comando de um servidor MySQL, uso de virtual hosts, configuração de um servidor de FTP para upload dos arquivos, com restrições de acesso e a configuração do Bind, num servidor que responde por vários domínios, incluindo a configuração do temível DNS reverso.

Durante toda a aula foi usado o SSH, já que toda a configuração do servidor foi feita remotamente, via linha de comando, mas apenas no final da aula tive chance de falar mais sobre o sistema de encriptação, chaves assimétricas e outras "mágicas" usadas pelo SSH para garantir a segurança da conexão. Como curiosidade, mostrei como é possível impedir o acesso ao servidor, mesmo que o invasor saiba as senhas de acesso :).

Nas aulas seguintes, a configuração de servidores locais vai ser aprofundada, com a configuração do Samba, compartilhamento de impressoras, uso do Samba como PDC, uso do NFS e Quotas de disco, e o servidor remoto será incrementado com um servidor de e-mails com o postfix, webmail, máquinas virtuais e uso remoto de aplicativos através do NX Server, além da tradicional aula sobre a configuração de scripts de firewall, manipulando diretamente as regras do iptables. Fechando o curso teremos a aula sobre a configuração de servidores LTSP.

No curso da parte da manhã, o Júlio Bessa abordou as particularidades e as ferramentas de configuração das principais distribuições. Nas palavras dele:

"Ontem, foi abordada toda a árvore genealógica das distribuições, desde o início do Linux, mostrando ramificações, fusões e outras curiosidades sobre as distribuições mais usadas no mundo. Apresentei também o site DistroWath e outros úteis para acompanhamento de novidades. Foi também dado uma apresentação visual e técnica sobre as dez distribuições mais usadas do mundo nos últimos seis meses, sendo uma aula bastante intuitiva, onde até quem usa Linux há anos acabou aprendendo muito.

Na quarta feira abordei a continuação das dez distribuições mais usadas no mundo nos últimos seis meses, além de uma apresentação sobre as ferramentas gráficas de configuraçao YaST2 e MCC. Grande parte de aula abordou uma ampla explicação sobre o sistema de pacotes Debian, falando sobre todo o seu funcionamento, além do uso do dpkg, apt-get e repositórios (Web e locais), e suas respectivas configurações, sempre exemplificando. No final da aula, foi dada uma pincelada sobre o Synaptic, deixando os alunos curiosos para a próxima aula."

Sem comentáriosPostado 2 de maio de 2007 às 20h41 por Carlos E. Morimoto

Confira dois artigos sobre NIS/NFS e Wake Up on Lan no Linux

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 2 de maio de 2007 às 20h37

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O site Viva o Linux publicou dois artigos interessantes da área como destaques. Um é chamado de "Usando o NIS/NFS como ferramentas de centralização de controle de rede", de Hermes Nunes Pereira Junior, e o "Implementando Wake Up on Lan (WoL) no Linux", de Thiago Nobrega. A descrição dos dois artigos, respectivamente, são:

"Manter atualizado as versões de um determinado arquivo definitivamente não é algo fácil, especialmente se há mais de um computador envolvido.

As versões e alterações em um determinado arquivo pode levar a uma grande confusão. Recentemente senti na minha própria pele o peso desta minha primeira afirmação. No meu local de trabalho, meus colegas estavam trabalhando em um determinado projeto, mas um deles acabou copiando para o seu micro um arquivo, enquanto os outros colegas trabalhavam diretamente no meu computador, que configurei para ser o server de arquivos, usando o NFS. Quando fomos fazer a análise do projeto, vimos que sincronizar as informações seria algo extremamente trabalhoso, pois havia informações desatualizadas num arquivo, atualizadas em outro, uma bagunça generalizada.

Com esta dificuldade a ser resolvida, surgiu a idéia de implementar alguma ferramenta que pudesse minimizar as consequências de um possível colega desavisado."

Veja mais em:

http://www.vivaolinux.com.br/artigos/verArtigo.php?codigo=4280

"Trabalhando em uma empresa de biotecnologia seu chefe precisa fazer um sequenciamento de alguma coisa muito complicada, que requer muito processamento e a melhor máquina da empresa levaria para processar toda a tarefa cerca de 3 meses.

E agora? Simples, vamos utilizar um solução de grid para usar todos os PCs da empresa para fazer o processamento utilizando um ferramenta GRID ourgrid.

Legal, mas os funcionários desligam as suas máquinas ao sair. É aí que o WoL entra em ação, basta colocar um script simples no servidor para iniciar todos os PCs da sua rede."

Confira em:

http://www.vivaolinux.com.br/artigos/verArtigo.php?codigo=3948

Sem comentáriosPostado 2 de maio de 2007 às 20h37 por Júlio César Bessa Monqueiro

AMD renomeará linha top do 'Athlon'

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 2 de maio de 2007 às 20h19

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A AMD finalmente deixará de lado o Athlon, tanto a arquitetura, quanto o nome, para os processadores de alto desempenho. Nas próximas duas semanas a empresa lentamente introduzirá no mercado um novo nome para o seu processador top de linha para desktops. A novidade se chamará Phenom, e será o sucessor do Athlon e toda a linha determinada "K10".

Os dual-core Agena serão renomeados para Phenom X2, e os mesmos de quatro núcleos se chamarão Phenom X4, bem como a família Agena FX, passando para Phenom FX.

Como era de se deduzir, "Phenom"é uma abreviação para "phenomenal", ou fenomenal, para o português (porém não tendo relação nenhuma com o Ronaldinho, o "fenômeno" :-P). O lema da empresa para a linha será "experience the Phenomenal". Entretanto, a empresa manterá os nomes Athlon e Sempron para os processadores de médio e baixo mercado, respectivamente.

Não apenas isso, mas a AMd também planeja adotar um esquema mais "esotérico" de nomenclatura baseado no padrão "SKU". Por exemplo, o "Athlon 64 X2 4000+ 45W 1MB L2 Brisbane" passará a se chamar "AMD BE-2400".

A empresa também renomeará o Kuma e o Rana, processadores não tão populares (em funções e público-alvo), passando toda a família do K10 para nomes no mesmo processo ocorrido durante os processadores de 65nm.

Veja mais em:

http://www.dailytech.com/article.aspx?newsid=7136

Sem comentáriosPostado 2 de maio de 2007 às 20h19 por Júlio César Bessa Monqueiro

Intel Penryn e Nehalem: confira a análise

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 2 de maio de 2007 às 19h58

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Aproveitando os futuros lançamentos da Intel, o site HotHarware publicou uma análise sobre o desempenho e mercado, também explicando por detalhes as novidades das novas linhas de processadores. Para quem ainda não leu a notícia do Guia do Hardware sobre os dois processadores, veja (http://www.hardware.com.br/noticias/2007-03/#460bd35c):

A Intel divulgou ontem detalhes importantes de seu novo desenvolvimento. O primeiro é o Penryn, baseado já na microarquitetura Core, porém, com 45nm. O outro é o Nehalem, nova geração de arquitetura em 45nm. Ou seja, enquanto o Penryn é uma espécie de "atualização" do atual Core, o Nehalem é totalmente novo.

A principal novidade do Penryn é, obviamente, a diminuição dos 65nm do atual Core 2 para os 45nm, incluindo uma nova tecnologia de transistores que oferecerá muitos benefícios em termos de desempenho, em torno de 20% mais rápido que o antecessor, disse a Intel. Além disso, o cache aumentará para os 6MB nos núcleos duplos e 12 em quádruplos.

Já Nehalem, segundo a empresa, é a maior mudança em termos de arquitetura desde o Pentium Pro em 1995. Ele será projetado para ser extremamente escalável e flexível, com as variações em modelos de acordo com o mercado. A Intel não divulgou muitos detalhes com relação ao Nehalem, porém disse que estará disponível com um a oito núcleos, terá processamento multi-tarefa, além de um sistema de cache multi-nível. Maiores avanços foram prometidos pela fabricante.

Confira a análise em:

http://www.hothardware.com/Articles/Intel%5FPenryn%5Fand%5FNehalem%5FDetails%5FEmerge/

Sem comentáriosPostado 2 de maio de 2007 às 19h58 por Júlio César Bessa Monqueiro

Por que os desenvolvedores preferem o Debian?

Por Carlos E. Morimoto em 1 de maio de 2007 às 22h02

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"O resultado da pesquisa do LinuxDevices mostra que o Debian é a distribuição mais popular entre os desenvolvedores. Por exemplo, os resultados da pesquisa de 2007 mostraram que o Debian foi utilizado por 13% dos participantes em projetos relacionados ao desenvolvimento de periféricos, quase o dobro do Montavista, o mais popular entre as distribuições especializadas.

Somando-se aos 13% do Debian, o Ubuntu, que é baseado em pacotes do Debian, cresceu em relação à pesquisa anterior, atingindo 6%. Em contraste, o Red Hat atingiu apenas 5%, o Fedora ficou pouco à frente, com 6%, enquanto o SuSE atingiu apenas 2%."

Veja o resultado comentado da pesquisa no: http://linuxdevices.com/articles/AT5036152029.html

Sem comentáriosPostado 1 de maio de 2007 às 22h02 por Carlos E. Morimoto

LG lança substituto da linha de celulares 'Chocolate'

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 1 de maio de 2007 às 21h17

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A LG lançou uma novo celular baseado no famoso "Chocolate", possuindo recursos novos, porém grande parte derivados do modelo anterior, como os botões sensíveis ao toque abaixo da tela LCD. O novo design é mais, digamos, "gordinho" que o Chocolate, bem como uma tela maior, com resolução de 320x240.

O novo modelo aparece com fotos já com o logo da Vodafone, primeira empresa que disponibilizará o produto. Entre as características técnicas, estão a tri-banda de 900/1800/1900 MHz, suporte a WCDMA de 2100MHz, tela de 65 mil cores, slot para cartão Transflash, câmera integrada de 2 Megapixels e outra secundária de 0.3 MP para vídeo chamadas, rádio FM e player de áudio MP3/eAAC+/WMA, Bluetooth 2.0, memória interna de 45 MB e bateria Li-on de 860 mAh.

Por enquanto, questões com relação a preço e disponibilidade ainda não foram divulgadas.

kcmpci

Veja em:

Sem comentáriosPostado 1 de maio de 2007 às 21h17 por Júlio César Bessa Monqueiro

Análise sobre placas de vídeo em diferentes faixas de preço

Por Júlio César Bessa Monqueiro em 1 de maio de 2007 às 20h35

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A Tom's Hardware Guide publicou uma análise completa sobre várias placas de vídeo que possuem boa relação entre custo e benefício, não deixando nada a desejar nem para o bolso nem para os jogos ou outras aplicações que requerem uso elevado do vídeo.

O site explica que especificações detalhadas são importantes, se você tem tempo pra pesquisar; e presume que, todos os gamers preferem uma placa potente sem precisar gastar muito. Então, baseando-se em (muitos) testes, o Tom's Hardware ajuda quem não tem paciência para ficar "caçando" ou não possui experiência publicando uma análise mensal comparando as placas de vídeo.

Vale lembrar que a análise mostra dispositivos feitos especialmente para quem usa o computador basicamente para jogar, e os preços são baseados no dólar, que em temos de comparação acabam saindo no mesmo ranking aqui no Brasil, já que não fabricamos nenhuma espécie de placa de vídeo famosa :-).

Entre as placas analisadas, estão 12 da Nvidia e ATI, dividindo de forma interessante: a melhor placa por ramo de preço. Por exemplo, a melhor PCI Express abaixo de 100 dólares é a GeForce 7300 GT DDR2, aumentando o teto progressivamente até os 540 dólares, dividindo também entre PCI Express e AGP.

Veja análise completa em:

http://www.tomshardware.com/2007/05/01/the_best_gaming_video_cards_for_the_money/

O mesmo site ainda publicou outro texto interessante sobre o processo de fabricação dos semicondutores, pressupondo que este componente que é fundamental para a eletrônica e obviamente a informática é pouco conhecido, principalmente se tratando da forma como ele é feito. Vale lembrar que, por exemplo, um processador nada mais é que um semicondutor muito mais complexo.

kcmpci

Veja em:

Sem comentáriosPostado 1 de maio de 2007 às 20h35 por Júlio César Bessa Monqueiro

Oficial: Dell começará a vender PCs com Ubuntu

Por Pedro Axelrud em 1 de maio de 2007 às 18h03

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Notícia publicada originalmente no blog pedroaxl.com.

Agora é oficial, a Dell confirmou que começará a oferecer PCs que virão de fábrica com o Ubuntu 7.04 (Feitsy Fawn). Na minha opinião eles acertaram na mosca ao escolher o Ubuntu. Estou usando o 7.04 e acho que não poderia ser uma escolha melhor.

Eu vejo a Dell hoje, pelo menos no Brasil, como uma empresa mais voltada para o mercado corporativo, eles oferecem máquinas estáveis, com um suporte técnico muito bom e muito ágil que não te deixa na mão. Para uma empresa, máquinas paradas significam perda de produtividade e consequentemente perda de lucros. Vale a pena pagar mais pela confiabilidade.

Caminhando ao lado temos o Software Livre: Se é possível economizar muitas licenças de Windows e muitas licenças de Office, mantendo os mesmos recursos e, possivelmente, com uma estabilidade maior, por que não fazê-lo? A empresa economiza muito dinheiro e até ganha mais produtividade.

Sim, eu sei que Xiitas do Windows argumentam que você tem mais custo para treinar os funcionários. De fato isso até acontece, mas o Linux deixou de ser difícil de usar há muito tempo, qualquer pessoa com meia dúzia de neurônios e vontade consegue se adaptar a dupla Linux + OpenOffice rapidinho.

Aí é que o Ubuntu se encaixa perfeitamente, ele é fácil, estável, possui uma grande infra-estrutura, atualizações o tempo inteiro, é bonito e leve, já vem com um monte de programas e ainda por cima faz tudo que o Windows faz e não custa nada. Quer mais?

Vejo isso como uma GRANDE oportunidade para a expansão do Linux, muitas empresas certamente irão aderir, fazendo com que seus funcionários sejam indiretamente obrigados a conhecer e aprender Linux e, se gostarem, levarão o Linux para suas máquinas em casa, gerando assim um ciclo enorme. O Linux vai deixar de estar só no PC do nerd pra chegar a milhares de estações de trabalho em grandes empresas. É uma grande oportunidade para crescer.

Clique aqui para ver a notícia original.

Sem comentáriosPostado 1 de maio de 2007 às 18h03 por Pedro Axelrud