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Squid e Sarg: Monitorando o acesso à web na sua LAN
Por Carlos E. Morimoto em 17 de maio de 2006 às 20h56
6O Squid possui muitos recursos, incluindo autenticação de usuários, restrições de acesso, auditoria, etc. tudo o que você precisa para dar acesso à Internet para os funcionários de uma grande empresa, sem perder o controle. Apesar disso, em ambientes onde não seja necessário controlar e monitorar o que os usuários estão fazendo, simplesmente compartilhar o acesso, via Nat é muito mais fácil e eficiente. O Squid é apenas mais uma opção.
As configurações do Squid estão concentradas no arquivo /etc/squid/squid.conf. A configuração básica, necessária para o servidor funcionar é a:
# http_port 3128
... que está logo no início do arquivo. É preciso descomentar a linha (apagando o #). Se desejar também você pode alterar a porta TCP usada pelo proxy.
Você precisará também mexer nas linhas "http_access" para dar acesso aos usuários, já que o default é recusar todas as conexões. São várias linhas, que estão bem abaixo, no meio do arquivo.
# http_access deny all
http_access allow manager localhost
http_access deny manager
Se você quiser apenas liberar o acesso a todos os usuários, basta alterar a linha "# http_access deny all" para "http_access allow all" (retirando a tralha e alterando o argumento). Se você quiser dar acesso para apenas algumas máquinas substitua o "all" pelos endereços das máquinas, separados por espaços, como em:
http_access allow 192.168.0.3 192.168.0.4 192.168.0.5
Estas são apenas algumas dicas rudimentares para fazer seu servidor "funcionar". Daqui pra frente é se aprofundar no sistema. O squid oferece um número surpreendente de recursos. Praticamente qualquer coisa que você possa imaginar já está incorporada no sistema ;-). Você pode ler um excelente tutorial de configuração do Squid, em Português, no endereço abaixo:
http://www.conectiva.com.br/suporte/pr/squid.html
A documentação oficial está disponível em:
Depois de configurado o servidor, você deverá configurar os browsers das estações para acessarem a Web através do servidor Proxy.
No IE por exemplo a configuração está em Opções da Internet > Opções > Configurações da Lan > Usar um servidor Proxy. Basta preencher os campos com o endereço IP do servidor Proxy e a porta TCP escolhida. Esta é a parte mais trabalhosa, pois a configuração precisa ser feita estação por estação, programa por programa, abrindo a porta necessária no servidor Squid e depois configurando o programa para acessar através do proxy. Como disse, se você não precisa controlar a navegação dos usuários, compartilhar via NAT é uma solução muito mais simples.
Outro alerta é que o Squid literalmente DEVORA memória RAM, já que ela é utilizada para armazenar o cache das páginas. Um servidor proxy de uma grande rede deve ter o máximo de memória RAM possível e, dependendo do número de estações, HDs em RAID (por causa da memória swap) também podem ser úteis.
Um outro uso para o Squid (especialmente útil para quem acessa via modem) é poder acessar páginas já visitadas sem precisar se conectar à Web. O Squid faz um trabalho muito melhor neste sentido do que os navegadores sozinhos.
Usando o Sarg para monitorar o acesso
O Sarg é um interpretador de logs para o Squid, assim como o Webalizer e o Apache. Sempre que executado ele cria um conjunto de páginas, divididas por dia, com uma lista de todas as máquinas que foram acessadas e a partir de cada máquina da rede veio cada acesso. Ele também mostra os usuários, caso o Squid esteja configurado para exigir autenticação.
A partir daí você pode acompanhar as páginas que estão sendo acessadas, mesmo que não exista nenhum filtro de conteúdo e tomar as medidas cabíveis em casos de abuso. Todos sabemos que os filtros de conteúdo nunca são completamente eficazes, eles sempre bloqueiam algumas páginas úteis e deixam passar muitas páginas impróprias. Se você tiver algum tempo para ir acompanhando os logs, a inspeção manual é sempre o método mais eficiente.
Aqui está um exemplo do relatório gerado pelo Sarg, mostrando os sites acessados pelo host 192.168.0.3 da rede interna. Veja que entre os dados fornecidos estão a quantidade de banda usada pelo usuário e o tempo que ele ficou em cada página:

O Sarg é incluído na maioria das distribuições atuais, em alguns casos instalado por padrão junto com o Squid.
No Debian e derivados ele pode ser instalado com um: "apt-get install sarg". No Mandrake um "urpmi sarg" já resolve.
Depois de instalado, basta chamar o comando "sarg" (como root) para que os relatórios sejam geradas automaticamente a partir do log do squid.
O Sarg não é um daemon que fica residente, você precisa apenas chama-lo quando quiser atualizar os relatórios, se você quiser automatizar esta tarefa, pode usar o cron para que ele seja executado automaticamente todos os dias ou uma vez por hora por exemplo.
Por padrão os relatórios vão para a pasta /var/www/squid-reports/ (no Debian) ou /var/www/html/squid/ (no Mandrake).
Este padrão, junto com outras configurações podem ser alteradas no arquivo de configuração do Sarg, que é o /etc/sarg/sarg.conf (no Mandrake) ou /etc/squid/sarg.conf (no Debian). O arquivo é auto explicativo, nele você pode alterar os diretórios padrão, alterar o layout da página de relatórios e ativar recursos como o envio de uma cópia do relatório por e-mail sempre que o sarg for executado.
6 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 17 de maio de 2006 às 20h56


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