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LEDs de alta potência (HPLEDs), lanternas e luzes

Por Carlos E. Morimoto em 25 de outubro de 2009 às 04h37

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Os LEDs de alta potência (HPLEDs) foram originalmente desenvolvidos para o uso em câmeras e smartphones, servindo como uma opção aos flashes de xenônio. Eles são capazes de oferecer picos de luminosidade suficientes para tirar fotos moderadamente convincentes em ambientes com pouca luz, sem usarem muita energia.

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No caso dos smartphones, os HPLEDs são combinados com um supercapacitor que suaviza a carga sobre a bateria, armazenando uma carga suficiente para um disparo do flash e sendo carregado ao longo de um período maior.

Entretanto, não demorou para que eles fossem adotados pelos fabricantes de lanternas, já que eles são dezenas de vezes mais poderosos que os LEDs convencionais:

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Eles são popularmente conhecidos pelos nomes comerciais (CREE, Luxeon, etc.) e podem ser encontrados em lanternas de vários fabricantes, como a Ultrafire, Aurora, Rebel, Trustfire, Romisen, MagLite, etc:

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O XLamp XR-E usado na Ultrafire C3 da foto, por exemplo é capaz de emitir 107 lumens com uma corrente de 350 mA e tensão de 3.7V e tem uma vida útil surpreendentemente longa, acima de 50.000 horas (ele é capaz de trabalhar com até 1000 mA de corrente e tensões de até 4.3V, emitindo consideravelmente mais luz, mas nesse caso a vida útil é menor).

De acordo com o modelo, estas lanternas podem funcionar com células de lítio 14500 (elas possuem o mesmo tamanho de uma pilha AA), com pilhas AA ou suportarem ambas, deixando que você use o tipo de bateria que for mais conveniente.

Para isso, elas incluem um regulador de tensão, que se encarrega de aumentar a tensão quando necessário, fornecendo os 3.7V usados pelo LED. A maioria dos modelos são capazes de trabalhar com tensões de entrada de 0.8 a 4.2V

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O grande problema com os leds de alta potência é o calor, já que com 350 mA a 3.7 volts temos mais de 1 watt de potência em um LED com apenas 2 ou 3 mm. Isso leva a outra particularidade das lanternas: elas utilizam um corpo de alumínio, que é usado como dissipador de calor (a lanterna realmente fica quente depois de alguns minutos ligada) e como condutor para o polo negativo da bateria (o que permite que o botão seja instalado na traseira). Temos aqui a Ultrafire C3 da foto anterior desmontada:

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Este é um dos modelos mais baratos (US$ 10 na dealextreme, sku 1993), que pode trabalhar tanto com uma única pilha AA quanto com uma celula 14500 de lítio, de 3.7V.

Assim como outros modelos de baixo custo, ele é propenso a mal contatos, por isso não estranhe se você precisar desmontar a lanterna e lixar ou apertar alguns dos encaixes. Outro modelo similar com uma qualidade de montagem um pouco melhor (embora com uma luminosidade mais baixa) é a Romisen RC-G2.

A capacidade de descarga das pilhas AA é limitada, por isso ela oferece uma luminosidade maior usando a célula de lítio. O ruim é que além das células (de 5 a 9 dólares o par) você vai precisar também do carregador (a partir de US$ 8), o que começa a deixar a brincadeira cara.

Entretanto, mesmo com uma pilha Ni-MH ela oferece uma luminosidade surpreendente. No papel a luminosidade seria similar à uma lâmpada incandescente de 10 watts, mas como a luz é concentrada, a impressão é de ser muito mais. Aqui temos uma comparação com uma lâmpada fluorescente de 20 watts:

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Ela é também muito mais luminosa que os LEDs usados como flash na maioria dos smartphones. Aqui temos outra comparação com o led do Nokia E71 em modo torch (onde ele fica aceso continuamente), representado pelo brochante ponto branco do lado esquerdo:

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Com uma luz tão forte você deve estar se perguntando sobre a autonomia das pilhas, que é exatamente a parte ruim da história. Em teoria, uma pilha AA de 2000 mAh deveria durar cerca de duas horas, mas na prática elas duram menos (pouco mais de uma hora com uma pilha de boa qualidade e muito menos no caso das marcas mais vagabundas), por dois motivos:

a) A capacidade das pilhas é quase sempre superestimada pelos fabricantes.

b) O alto consumo faz com que a tensão da pilha caia rapidamente, fazendo com que a luminosidade da lanterna caia abruptamente bem antes da pilhas ter sido completamente descarregada.

As duas soluções são investir em células de lítio, que oferecem uma densidade energética muito melhor ou (no caso da UltraFire C3) comprar o tubo extensor para o uso de duas pilhas AA (sku 4438 na dealextreme), que além de aumentar a luminosidade, faz com que a autonomia seja proporcionalmente maior:

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Existem também inúmeros acessórios para estas lanternas (botões que brilham no escuro, defletores, leds e drives de reposição) e várias receitas de MODs para instalar placas com LEDs mais potentes e fazer outras modificações nas lanternas.

Estão disponíveis também módulos emissores (HPLED já montado sobre a placa) e reguladores avulsos, que você pode utilizar em outros projetos. Use um regulador com entrada de 12V e saída de 3.7V (como o sku.13557 da dealextreme) e um dissipador de alumínio (você pode aproveitar um cooler usado) para ligar um Cree XR-E ou outro HPLED em uma bateria de 12V de nobreak e você terá uma fonte de luz com autonomia de alguns dias.

Outro uso crescente para os HPLEDs são lâmpadas de baixo consumo. Elas são ainda caras e a eficiência não é tão melhor que nas lâmpadas fluorescentes para justificar a diferença no custo, mas pode ser que elas eventualmente caiam de preço e se popularizem.

Elas se diferenciam das lâmpadas LED de primeira geração pela maior luminosidade e pelo fato de utilizarem apenas alguns poucos HPLEDs, em vez de dezenas de LEDs convencionais.

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34 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 23 de março de 2011 às 13h09

Comentários

 
por Mauricio Dantas (anônimo) em 9 de abril de 2010 às 08h30
Eu utilizo a lanterna Romisen RC-G2 citada por Morimoto a aproximadamente 2 anos e, como ele falou, às vezes, quando passa um tempo longo sem usar, tem a necessidade de desenroscar a parte traseira e colocar novamente para voltar a funcionar. É como se criasse uma resistência entre a mola e a pilha com o passar do tempo. Já com a Maglite isso ainda não aconteceu (em 6 meses usei umas 3 vezes).
Oxidação. por CyberMAximus (anônimo)
watts
por pedro paulo (anônimo) em 5 de setembro de 2011 às 23h46
Quanto maior a potencia em watts a lanterna tera um consumo maior? Ou quanto menor a sua potencias em watts seu consumo e menor?
watts por Leo (anônimo)
Usem leds para carro
por Leo (anônimo) em 15 de outubro de 2011 às 22h02
Eu comprei um desses ping leds que o pessoal costuma colocar no farol do carro, desoldei os legs e uma plaqueta de alumínio e soldei eles lado a lado e botei em um refletor de um pequeno ciribi e com uma bateria de moto eu fiz uma lantena super forte. Com grande criatividade da para ser fazer algo para 8.000k de luminosidade.
interessante é adaptar uma lanterna com célula de 12v.
eu andei procurando esse cree xr-e e não achei, então pagando algo em torno de 26 reais vc consegue um par de ping q cada um pode conter até 16 high led, fica a dica...
sobre a maglite
por igor (anônimo) em 13 de agosto de 2011 às 10h36
por favor!
eu tenho uma maglite 3d com o novo led Rebel!!
mas começo a dar mancha no foco!!
tu sabe como faz para arrumar?
li em outro lugar que o led esta desalinhado!!
mas nao sei arruma issu
????
resistor
por cleomar (anônimo) em 7 de maio de 2011 às 17h12
porfavor qual resistor devo usar na voltagem de 110v em led de 30.000mcd obrigado.
 
por messias ferreira (anônimo) em 22 de novembro de 2010 às 22h53
guero muito compra estes leds mais nao estou emcomtrando por favor me dis onde emcomtrar obrigado
 
por luis silva r-s (anônimo) em 19 de julho de 2010 às 21h21
Parabens pelo brilhante assunto do futuro, LEDs será o centro das atenções num futuro bem proximo, isso que nem estamos falando de economia, mas sim no seu potencial, muita coisa boa vem por aí.
 
por flavioluizmelo (anônimo) em 5 de abril de 2010 às 15h18
A iluminação com LEDs já está sendo empregada na prática. Na verdade, cada fabricante de luminária desenvolve seu produto com LEDs agregados. Ou seja, não basta pegar uma luminária convencional e colocar nela uma lâmpada de LED; o efeito não será desejável.
 
por flavioluizmelo (anônimo) em 19 de janeiro de 2010 às 11h52
Sem dúvida a iluminação LED irá contribuir muito para a economia de energia em um futuro próximo.
 
por Wlad (anônimo) em 10 de novembro de 2009 às 18h22
Marcio antes que esqueça leds de alta potencia requerem dissipador alem disso um resistor em série para nunca ultrapassar a corrente maxima, a vida do led depende destes cuidados. ligar diretamente um led a fonte é queima imediata.