Twitter mentiu sobre bots, afirma ex-chefe de segurança da rede social

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O Twitter está executando software desatualizado e vulnerável; milhares de funcionários podem acessar informações confidenciais de usuários e dados não são excluídos quando necessário.

Além disso, o método para calcular o percentual de bots sobre a base de usuários da plataforma está incorreto.

Essas são as declarações de Peiter Zatko, mais conhecido como Mudge, hacker, especialista em cibersegurança e programador que trabalhou no Twitter como chefe de segurança.

As fortes declarações contra a rede social foram enviadas no mês passado ao Congresso dos Estados Unidos e a agências federais e divulgadas agora pela CNN e Washington Post.

Zatko foi contratado pelo Twitter em 2020, diretamente pelo ex-CEO e cofundador da plataforma, Jack Dorsey, logo após o famoso problema de segurança da rede que afetou contas de personalidades como Barack Obama, Bill Gates, Joe Biden, Jeff Bezos e Elon Musk.

O especialista em cibersegurança foi demitido em janeiro de 2022. Foi alegado mau desempenho, mas Zatko acredita que foi uma retaliação ao fato dele não querer esconder as preocupações com questões relacionadas a segurança da rede social.

Uma das personalidades afetadas pela brecha de segurança que resultou na contratação de Zatko virou personagem central de um litigio contra o Twitter.

O magnata Elon Musk passou de novo dono da plataforma para um rival nos tribunais. O motivo oficial alegado por Musk para a desistência em prosseguir com o acordo firmado em US$ 44 bilhões foi a falta de transparência do Twitter.

O Twitter alega que o número de bots é inferior a 5% sobre o total de usuários, e que esse percentual não mudou desde 2013. A plataforma diz que cerca de um milhão de contas fakes são removidas diariamente.

O ex-chefe de segurança da plataforma diz que os números estão errados e que os executivos do Twitter seriam incentivados a aumentar a contagem de usuários em vez de remover bots de spam.

E não para por aí. Zatko também destaca que cerca de metade dos 7 mil funcionários do Twitter teriam acesso a dados confidenciais dos usuários, como o número de telefone.

Resposta do Twitter: “Embora não tenhamos acesso às alegações específicas mencionadas, o que vimos até agora é uma narrativa sobre nossas práticas de privacidade e segurança de dados repleta de inconsistências e imprecisões e carece de contexto importante."

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