A medida não se aplica apenas aos smartphones. A regulamentação também se estende a outros dispositivos que possuam baterias, como carros e bicicletas elétricas.
Além disso, essa medida ajudará o velho continente a atingir suas metas de diminuição de carbono. Por fim, esta decisão também tem por objetivo inibir práticas monopolistas.
A nova regra determina que as baterias devem ser removíveis e substituíveis pelo usuário final, permitindo que qualquer pessoa seja capaz de trocar a bateria do seu dispositivo. Quem teve celular nos anos 2000 sabe muito bem como isso funciona.
É bem verdade que essa obrigatoriedade só é válida na Europa. Nada impede que uma Apple ou Samsung da vida fabrique versões diferentes do mesmo celular. Uma “versão europeia”, com bateria removível e uma “versão global”, sem bateria removível.
Mas será que essa abordagem faz sentido? Do ponto de vista econômico e estratégico, não faz sentido para a maioria das fabricantes lançar um modelo com bateria removível apenas para uma região do mundo. Isso só iria complicar ainda mais a cadeira de produção.
É importante ressaltar também que este novo regulamento foi aprovado pelo Conselho Europeu com o objetivo de inibir práticas monopolistas que dificultam a substituição da bateria.
Além disso, a medida visa criar uma “economia circular”, onde as baterias sejam descartadas de maneira apropriada para serem então recicladas e depois reutilizadas em outros aparelhos.
Além de adaptarem o design dos seus aparelhos até 2027, o Conselho Europeu também determinou que os fabricantes recolham 50% das baterias de lítio até 2027. Esse percentual deve chegar a 80% em 2031.