Governo dos EUA proíbe NVIDIA de vender chips para China e Rússia
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O governo dos EUA introduziu começou a impor uma nova regra para fabricantes de chips. Tal regra restringe a exportação de processadores usados em supercomputadores e inteligência artificial para a Rússia e a China.
Neste documento o governo informa a empresa sobre o novo requisito de licença que afeta uma de suas GPUs atuais (A100) e uma de suas próximas (H100), projetadas para acelerar as tarefas de aprendizado de máquina.
O governo aparentemente indicou à NVIDIA que o novo requisito de licença abordará o risco de que os processadores em questão possam ser usados para fins militares por qualquer país.
Como observa o The New York Times, a inteligência artificial e o aprendizado de máquina são usados para várias aplicações, dentre elas o desenvolvimento e vigilância de armas. Um porta-voz do Departamento de Comércio dos EUA disse à Reuters:
“Estamos adotando uma abordagem abrangente para implementar ações adicionais necessárias relacionadas a tecnologias, usos finais e usuários finais para proteger a segurança nacional dos EUA e os interesses de política externa.”
O governo também planeja dificultar a capacidade da China de fabricar chips com uma geração atual de transistores chamados FinFETs. Isso impedirá o acesso ao equipamento necessário para fabricar esses chips.
A empresa não vende mais seus produtos na Rússia, mas espera faturar cerca de US$ 400 milhões com vendas para empresas chinesas no terceiro trimestre de 2022.
Essa receita poderia ser usada para o desenvolvimento de produtos futuros. A fabricante de chips pode perder todas essas vendas potenciais se seus clientes chineses se recusarem a comprar suas ofertas alternativas ou se o governo se recusar a conceder licenças a seus maiores clientes.
A AMD também confirmou que recebeu uma notificação semelhante dos EUA para sua linha de GPUs desenvolvidas para executar tarefas relacionadas à inteligência artificial.
Porém, um porta-voz disse à Reuters que embora a nova exigência de licença impeça a empresa de exportar seus chips MI250 para a China, ela não acredita que terá um grande impacto em seus negócios.