Vídeo e o Lucid Virtu

Voltando ao Z68, ele é uma atualização modesta do ponto de vista das interfaces. O suporte a USB 3.0 pelo qual muitos ansiaram continua de fora, sendo suprido por controladores externos, que adicionam ao custo das placas. Essencialmente, ele é um P67 acrescido do barramento FDI e do consequente suporte ao vídeo integrado. O chipset em si permite o uso do Quick Sync apenas quando a GPU integrada está sendo usada (ao espetar uma GPU dedicada a função fica desativada) mas a maioria dos fabricantes estão incluindo o Lucid Virtu no pacote, que permite usar o Quick Sync mesmo ao instalar uma GPU dedicada.

Com o Virtu, é possível ligar o monitor tanto na GPU dedicada, quanto ligá-lo na saída da placa-mãe. A aceleração 3D funciona em ambos os casos, mas ao usar o conector da placa-mãe o sistema precisa fazer a renderização na GPU dedicada e copiar as imagens para o frame-buffer da GPU integrada, o que gera um certo overhead e reduz o FPS em cerca de 10% na maioria dos títulos. Por outro lado, existe uma certa redução no consumo, já que a GPU dedicada fica em stand-by, operando em seu estado de mais baixo consumo enquanto não estiver em uso.

O Virtu é um software comercial que custa cerca de US$ 5 por placa para os fabricantes e funciona apenas no Windows, mas ele realmente soluciona o problema, interceptando as chamadas dos softwares e os encaminhando para a GPU integrada. De qualquer forma, seria melhor se a Intel tivesse conseguido incluir a função diretamente no chipset, sem o custo adicional.

O overclock é suportado apenas nos processadores que suportam o Turbo (onde é possível aumentar o multiplicador dentro dos níveis suportados pelo processador) e nos modelos da série Z (que são completamente desbloqueados). Nos processadores sem o Turbo, como o Core i3 2100 é possível apenas fazer um overclock muito limitado através do aumento do BCLK, mas nesse caso os ganhos são quase insignificantes.

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