DVI

Em 1997 a IBM lançou o padrão de vídeo VGA, que permitia o uso de 640×480 com 256 cores. Com o passar dos anos, surgiram os padrões SVGA (800×600), XGA (1024×768), SXGA (1280×1024) e assim por diante, usados pelos monitores atuais. Apesar disso, o mesmo conector VGA analógico (Mini D-Sub) de 15 pinos continua sendo utilizado até hoje.

Os monitores CRT utilizam um princípio bastante simples, fundamentalmente a mesma tecnologia usada nas TVs desde a década de 1930. Um canhão de elétrons bombardeia as células de fósforo que compõe a tela, fazendo com que elas se iluminem em diferentes intensidades, formando a imagem. As células de fósforos se apagam muito rapidamente, por isso a imagem precisa ser atualizada várias vezes por segundo (refresh).
USB-Firewire-DVI_html_706943d6
O conector VGA transporta os sinais analógicos referentes às três cores primárias (azul, verde e vermelho), além dos sinais de sincronismo horizontal e vertical. Como o nome sugere, estes dois últimos são responsáveis pelo movimento do canhão de elétrons do monitor, que varre toda a tela continuamente, atualizando cada pixel com os sinais referentes às três cores.

Variando rapidamente as tensões fornecidas, a placa de vídeo consegue que cada um dos três pontos que compõe cada pixel brilhem numa intensidade diferente, formando a imagem. Aqui temos a imagem de um monitor CRT ampliada de forma a mostrar os pontos individuais:
USB-Firewire-DVI_html_m59964a64
A grande problema é que, atualmente os monitores CRT estão sendo rapidamente substituídos pelos monitores LCD, que são digitais por natureza. Para manter compatibilidade com as placas antigas, eles incluem conversores analógico/digital, que além de encarecerem os monitores, reduzem a qualidade da imagem.

Para resolver o problema, foi criado o padrão DVI (Digital Visual Interface), que transmite o sinal de forma digital de uma ponta a outra, sem perda.

Muitas placas incluem ainda um conector S-Video, que permite usar uma TV como monitor. A qualidade não é muito boa, já que a placa degrada a imagem para um sinal de 640×480 com 60 Hz (interlaçado ainda por cima) suportado pela TV, mas ainda assim é utilizada por muita gente na hora de assistir filmes e jogar, já que, apesar da baixa qualidade de imagem, a TV é geralmente bem maior que o monitor. Muitas placas incluem as três saídas, como esta antiga ATI R9500, permitindo que você escolha qual usar:
USB-Firewire-DVI_html_m786cf5a6
As placas atuais utilizam conectores DVI-I, que mantém a compatibilidade com os monitores antigos, oferecendo simultaneamente o sinal digital e o analógico. Isso permite que você conecte um monitor analógico numa placa de vídeo com saída DVI-I utilizando um adaptador simples. Ele é normalmente fornecido junto com placas de vídeo que trazem apenas saídas DVI, como muitos modelos da nVidia:
USB-Firewire-DVI_html_m705b7274
O conector DVI utiliza 29 pinos. Destes, o 8, C1, C2, C3, C4 e C5 são usados para transmitir o sinal analógico usado pelos monitores antigos, enquanto os demais transmitem o sinal digital:
USB-Firewire-DVI_html_624478de
O DVI suporta o uso de conexões single-link e dual-link. Cada link de dados é formado por três canais independentes (um para cada cor), de 8 bits e 165 MHz. Assim como no SATA e PCI Express, para cada 8 bits de dados, são enviados 2 bits adicionais de sincronismo, de forma que cada link DVI oferece um total de 4.95 gigabits de banda. Uma conexão dual-link dobra este valor, oferecendo uma banda total de 9.9 gigabits.

Uma conexão single-link suporta o uso de até 1600×1200 (com 60 Hz de atualização), enquanto uma conexão dual-link suporta o uso de 2048×1536 (com 75 Hz) ou mesmo 2560×1600 (com 60 Hz). Como estamos falando de um link digital, existe uma grande flexibilidade. É possível atingir resoluções mais altas reduzindo o refresh rate, por exemplo, mas isso não é muito comum, já que causa perda da fluidez da imagem e, de qualquer forma, ainda não existe muita demanda por monitores com resoluções acima de 2048 x 1536.

Os cabos single-link (abaixo) possuem duas colunas de pinos a menos, mas são fisicamente compatíveis com os conectores dual-link:
USB-Firewire-DVI_html_78c7cc4c

USB-Firewire-DVI_html_m1eac4c95
Você pode ligar um monitor single-link numa placa com conectores dual-link sem problema algum. O inverso (uma placa single-link com um monitor dual-link) também funciona, mas neste caso você fica limitado a 1920×1080, independentemente da capacidade do monitor. Uma observação é que muitas placas de vídeo baratas utilizam conectores dual-link, mas na verdade operam apenas em modo single-link. Se pretender usar um monitor de alta resolução, cheque sempre as especificações da placa.

Embora pareça exagero, muitos monitores de LCD de 30″ já suportam o padrão WQXGA (2560×1600) nativamente, como o Apple 30IN cinema, o HP LP3065 e o Dell 3007WFP. Com a queda nos preços dos monitores LCD, não se surpreenda se daqui a poucos anos estes displays monstruosos passarem a ser um ítem popular :).
USB-Firewire-DVI_html_m3d930fe
Além do DVI-I, existem também os conectores DVI-D, que carregam apenas o sinal digital, abandonando a possibilidade de usar o adaptador para conectar um monitor antigo. A única diferença visível entre os dois é que o DVI-D não possui os pinos C1, C2, C3 e C4. As placas com conectores DVI-D são relativamente raras, já que o DVDI-I combina o melhor dos dois mundos, mas o DVDI-D pode virar a mesa no futuro, conforme a compatibilidade com monitores antigos for lentamente deixando de ser uma preocupação. Adotar o DVI-D permite que os fabricantes de placas removam o conversor digital/analógico, o que reduz em alguns dólares o custo de produção. Aqui temos um conector DVI-D:
USB-Firewire-DVI_html_m228b2aac
É possível ainda ligar uma placa de vídeo com saída DVI a uma HDTV que utilize um conector HDMI. Ambos utilizam o mesmo padrão de sinalização, de forma que é necessário apenas comprar um cabo simples. A limitação neste caso é que a saída DVI não inclui os pinos destinados ao som, de forma que você precisa usar um cabo de áudio separado.
USB-Firewire-DVI_html_1d5b7f8a
Outro termo associado ao DVI é o HDCP (High-Bandwidth Digital Content Protection), uma tecnologia menos nobre, que se destina a “proteger” a indústria cinematográfica dos ladrões de conteúdo (consumidores), provendo uma forma de proteger e encriptar filmes e seriados. Ele é utilizado tanto no HD DVD, quanto no Blu-ray.

O que diferencia o HDCP de sistemas anteriores de encriptação, como o CSS, usado no DVD é o fato dele ser bem mais intrusivo, demandando a combinação de um software de reprodução, placa de vídeo e monitor compatíveis com o padrão, caso contrário a qualidade é degradada a um nível similar ao do DVD.

Basicamente, você precisa usar o Windows Vista, além de uma placa de vídeo com saída DVI e um monitor compatíveis com o padrão. Nenhum dos monitores e placas que utilizam saídas VGA são compatíveis e mesmo entre produtos relativamente recentes, o suporte não é garantido. Ou seja, além de gastar com o drive Blu-ray, é necessário que você também troque de sistema operacional e atualize tanto a placa de vídeo quanto o monitor.

Pessoalmente, considero o HDCP abusivo e não pretendo comprar nenhum filme ou conteúdo “protegido” pelo sistema.

Sobre o Autor

Redes Sociais:

Deixe seu comentário

X