Mais opções de administração

Na segunda parte do tutorial, mostrei as opções do “Sistema > Preferências”, que inclui as opções de usuário. Vamos agora ao resumo das opções do “Sistema Administração” que ainda não foram abordadas em outros tópicos:

Autorizações: As primeiras versões do Ubuntu simplesmente utilizavam o gksu para executar as ferramentas administrativas que precisavam de acesso de root, solicitando a senha antes de abrir. A partir do Ubuntu 8.04 passou a ser usado o PolicyKit, que permite ajustar as permissões de maneira mais granular, melhorando a segurança geral do sistema. Visualmente, não existem grandes mudanças, já que os aplicativos continuam confirmando sua senha antes de permitirem acesso às configurações, mas internamente o sistema é bem diferente.

O Autorizações (polkit-gnome-authorization) é uma interface para o PolicyKi, que permite ajustar as permissões. Ele é intencionalmente pouco intuitivo (já que a idéia é que seja usado apenas por usuários avançados) mas a configuração não é tão complicada quanto pode parecer à primeira vista.

A coluna da esquerda inclui os aplicativos, organizados com base no desenvolvedor (Gnome, Ubuntu, etc.) e a da direita permite ajustar a autenticação. O “Console Ativo: No” simplesmente desativa os botões de destravamento, bloqueando o acesso às opções administrativas dentro do aplicativo, para todos.

O “Admin Authentication” (que é o default para a maioria das opções) faz com que elas fiquem acessíveis apenas para os usuários do sistema que podem usar o sudo, enquanto o “Authentication” libera o uso para todos os usuários do sistema (depois de confirmar a senha).

As opções “keep session” e “keep indefinitely” permitem salvar a senha (apenas durante a sessão, ou indefinidamente), para que você não precise digitar a senha novamente toda hora:

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De uma maneira geral, você utilizará o Autorizações apenas quando quiser liberar o acesso a algum utilitário específico para usuários não administrativos (ou seja, outros usuários do sistema, que não foram incluídos no grupo “admin” e que por isso não possuem permissão para usar o sudo) ou quando quiser mudar o default para que a senha seja solicitada apenas uma vez por sessão.

Create a USB statup disk: Permite instalar o sistema em um pendrive, com direito a uma imagem de loopback para salvar as configurações e programas adicionais. Veja mais detalhes no: https://www.hardware.com.br/dicas/ubuntu-pendrives.html

Data e Hora: Apesar de ser uma configuração básica, o ajuste da data no Linux é uma configuração de sistema, que pode ser alterada apenas pelo root, daí a necessidade de clicar no “Desbloquear” para liberar a edição. O principal motivo disso é que o horário do sistema é utilizado por diversos serviços, tendo efeito até mesmo sobre o uso das chaves PGP.

Se o relógio estiver muito atrasado (como em casos em que a placa-mãe perde as configurações do setup e o relógio volta à data default, alguns anos no passado) o apt-get passa a exibir um “Unknown error executing gpg” ao tentar instalar pacotes.

A principal dica é que você não precisa ficar se preocupando em ajustar o horário do relógio manualmente, nem ficar corrigindo atrasos causados por imprecisão do relógio da placa-mãe; basta usar a opção “Configuração: Manter sincronizado com servidores na Internet”, que ativa o sincronismo via NTP:

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Ao ativar a instalação, o utilitário pedirá permissão para instalar o NTP, que é o serviço responsável pelo sincronismo do relógio. O NTP permite que o relógio da sua máquina seja sincronizado em relação a servidores ligados a relógios atômicos, com o sincronismo sendo feito de maneira automática. O protocolo NTP leva em conta o ping entre as máquinas e outros fatores para fazer as atualizações, o que resulta em um horário extremamente preciso.

Drivers de hardware: Este é o link para o gerenciador de drivers restritos, que permite instalar os drivers da nVidia, ATI e outros drivers proprietários no Ubuntu. Na maioria dos casos, você não precisará se preocupar com ele, uma vez que ele fica ativo ao lado do relógio e pergunta se você quer instalar os drivers correspondentes sempre que detecta uma placa compatível. Entretanto, ele fica disponível para quem você possa desativar os drivers em caso de problemas.

Editor de Partições: Este nada mais é do que um atalho para o Gparted.

Ferramentas de rede: Este é um utilitário de verificação e diagnóstico de redes, que mostra a configuração atual de cada uma das interfaces de rede (incluindo os endereços, volume de dados transmitidos, MTU, velocidade do link e outras informações) e inclui opções para traçar rotas, verificar as portas abertas em outras máquinas, ver as conexões abertas e assim por diante. Ele é na verdade uma interface para ferramentas em texto, como o ifconfig, ping, netstat, traceroute, nmap, dig, finger e whois, que são velhas conhecidas dos administradores de sistema:

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Ele facilita bastante as coisas em diversas situações, permitindo que você faça uma varredura de portas em uma máquina da rede (ou em um servidor remoto) de forma rápida, sem precisar lidar com os parâmetros do nmap, por exemplo.

Janela de início de sessão: Este é um atalho para o gdmsetup, que é o configurador usado em distribuições que utilizam o GDM como gerenciador de login. Além das opções visuais e de acessibilidade, o configurador inclui opções para ativar o XDMCP, que permite que você se logue em outras máquinas da rede e rode aplicativos remotamente.

Por não utilizar nenhum tipo de encriptação, o XDMCP é bastante inseguro, mas você pode usá-lo como uma forma simples de acessar outras máquinas da rede local. Para isso, basta acessar a aba “Remoto” e mudar a opção para “Simples com o navegador de faces” (a opção “Mesmo que o local”, não funciona em algumas versões do GDM, um bug bem conhecido).

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Para que a alteração entre em vigor, é necessário reiniciar a máquina, ou reiniciar o serviço gdm através de um dos terminais de texto puro. A partir daí, basta usar a opção “Opções > Sessão Remota via XDMCP” na tela de login das outras máquinas para abrir a sessão remota. Você vê a tela de login do servidor e pode se logar usando qualquer um dos logins cadastrados.

Na aba “Segurança” você pode ativar ou desativar o login automático (a mesma opção que é oferecida durante a instalação) e, caso realmente faça questão, ativar o login como root (a opção “Permitir início de sessão do administrador”), que vem desativado por padrão.

Log do sistema: Este é um gerenciador de logs simples, que reúne vários arquivos de log do sistema em um único local, facilitando o acesso a eles.

Serviços: Este é o atalho para o services-admin, o gerenciador de serviços do sistema. Ele mostra apenas um conjunto reduzido de serviços, considerados opcionais. Para ver a lista completa, é necessário abrir o terminal e ir diretamente à pasta “/etc/rc2.d“, onde ficam os links que carregam os serviços durante o boot.

Outra observação importante é que, no Ubuntu, a maioria dos componentes do sistema carregados durante o boot não são serviços, mas sim componentes do Gnome e acessórios diversos, carregados durante a abertura do ambiente gráfico, que podem ser desativados através do “Sistema > Preferências > Sessões”.

Suporte a Idiomas: Por default, o instalador baixa apenas os pacotes de idioma para a linguagem escolhida da tela de boot. Entretanto, você pode instalar o suporte a vários idiomas e alternar entre eles conforme desejado. Isso acaba sendo bastante útil se você divide o PC com pessoas que falam outras línguas, ou se precisar de screenshots do sistema em outros idiomas para usar em artigos ou wikis.

Teste de hardware: Uma das grandes dificuldades em qualquer distribuição é manter o sistema compatível com o maior número de máquinas possível, evitando regressões (quando um componente que funciona em uma versão deixa de funcionar na seguinte), adicionando novos drivers e incluindo workarounds (scripts, exceções ou remendos diversos) para adicionar suporte a periféricos difíceis. Este é um problema ainda mais crítico no caso do Ubuntu, onde o sistema se propõe a detectar tudo automaticamente, escondendo as configurações.

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