Conclusão

As ramificações disso são muitas. Não apenas esta é uma luz amarela para quem está considerando a compra de um SSD (já que além do preço, capacidade e desempenho, é necessário avaliar qual o tipo de memória Flash utilizada e a vida útil estimada do drive), mas também trás perspectivas sombrias em relação ao barateamento da memória Flash e o próprio futuro dos SSDs.

A continuidade na adoção dos SSDs depende de sucessivas quedas nos custos, que por sua vez é obtenível apenas através da miniaturização das células e do armazenamento de mais bits por célula. Embora alguns fabricantes estejam realizando pesquisas em relação a chips QLC (quatro bits por célula) é improvável que eles cheguem ao mercado, já que eles ofereceriam uma longevidade de 100 ciclos ou menos, pouco demais para qualquer uso prático.

As possibilidades em relação à miniaturização das células também estão se esgotando, já que existe um limite para a fragilidade das células antes que elas deixem de ser utilizáveis. A maioria dos especialistas concordam que o limite final para as células de memória Flash ficará nos 14 nm, o que significam apenas mais duas reduções em relação aos chips de 25 nm atuais. Mesmo a redução para os 14 não será indolor, já que resultará em novas reduções na longevidade e desempenho. A notícia boa é que o fabricantes têm investido muito no desenvolvimento de controladores mais avançados, que devem minimizar a diferença, mas ainda assim a perspectiva não é boa, já que a tendência é que tenhamos drives mais lentos e menos confiáveis que os atuais, ganhando apenas na questão da capacidade ou custo.

Os fabricantes podem compensar a redução na longevidade das células com o uso do over-provisioning, a boa e velha área de redundância, com células extras que são usadas em substituição das esgotadas. Aumentando a área reservada aumenta-se a longevidade do drive, mas isso compromete a capacidade e o custo por gigabyte, anulando parte dos ganhos, o que fará com que os fabricantes utilizem esta possibilidade com cautela.

A partir dos 14 nm, a principal possibilidade passa a ser o uso de células 3D, que consiste em células compostas por várias camadas de gravação empilhadas, o que permite utilizar melhor a área do wafer, resultando em grandes ganhos de capacidade.

Embora esta seja uma tecnologia que está sendo perseguida por todos os principais fabricantes, ainda não se sabe se a produção destas células será viável em larga escala, já que elas demandam processos muito mais complexos de fabricação. Esta ilustração do Nikkei Eletronics mostra alguns protótipos de células 3D da Toshiba e da Samsung:

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