Blender 2.50 – Conhecendo a interface

Para aprender o Blender não basta entendê-lo, deve-se conviver com ele.

Parece uma frase de efeito tola, digna de livros de autoajuda que não passam da primeira edição, mas a coisa funciona dessa forma quando falamos em aprender o Blender.

Entender como as coisas funcionam é muito fácil, qualquer um pode fazer, mas modelar algo com uma aparência inteligível é outra história. Na maioria das vezes, ao entrarmos em contato com um assunto técnico novo, acabamos
por subestimá-lo.

No geral, é comum as pessoas acharem, por exemplo, que fazer um curta não envolve muitas dificuldades e que qualquer um com um pouco de boa vontade pode fazê-lo, ou mesmo, que importar arquivos de um programa para outro
acontece quase sempre de forma intuitiva e sem maiores dificuldades. Ledo engado caro leitor.

Dizem alguns documentários que a mente humana difere dos outros animais notóriamente, dentre outas características, pela capacidade de projetar o futuro, de planejar. Quantas vezes você imaginou uma situação, ou mesmo
programou-se ou desenvolveu algo apenas em seus pensamentos e depois de um tempo tudo se materializou com incrível fidelidade? Pois é, mas como diriam as más línguas, essa capacidade é uma faca de dois gumes.

Se por um lado conseguimos planejar e temos nessa ferramenta uma base interessante para projeções futuras, por outro ela pode nos tapear ao esquecermo-nos de pontuar algumas situações no nosso plano de conquista. Isso
acontece muito na informática. É comum ver pessoas entrarem em cursos e acharem que revolucionarão a história, imaginando que farão grandes programas, filmes, sistemas de gerenciamento e por aí vai. Sonham com muito e no final das contas não constroem
nada.

Isso acontece por que no decorrer do projeto acontecerá uma série de situações que de início era praticamente impossível serem previstas. São as excessões inimaginadas. São comuns por que ao programarmos algo, vemos apenas
o fim e esquecemos que precisamos fazer inúmeros testes antes de ter certeza de que algo vai funcionar como imaginamos.

A palavra de ordem é testar e testar lembra conviver com o que pretendemos dominar.

Grande parte das pessoas que pretendem aprender o Blender não se dão conta de que para modelar num ambiente tridimensional é necessário ter uma boa prática de manipulação desse mesmo ambiente. Isso implicar saber movimentar
o mouse na área de trabalho específica, deslocar-se na cena, rotacionar um objeto em órbita para mapear a sua forma e assim por diante. De nada adianta você ser um gênio da geometria analítica tridimensional se não consegue dar um zoom eficiente
na área de trabalho.

Então, para resolver esse problema logo de cara, vamos aprender o funcionamento da interface do Blender da forma mais prática possível. Mãos à massa!

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