Seleção de pacotes e dependências

Em seguida, temos a seleção de pacotes. A tela inicial oferece apenas a escolha entre instalar um desktop baseado no KDE ou no GNOME, mas você tem acesso às categorias individuais usando a opção “Instalação personalizada”:

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Entre as categorias, os nomes são bem explicativos. Algumas que você não deve deixar de instalar são o “Estação de Internet” (que inclui os aplicativos básicos de rede e também o Firefox), “Configuração” (que instala o Mandriva Control Center e outros utilitários) e um dos ambientes gráficos, ou seja, KDE ou o GNOME.

É interessante marcar também as categorias “Computador de rede (cliente)”, que inclui diversos utilitários de rede e a “Ferramentas de Console”, que instala um bom conjunto de utilitários de linha de comando.

Se você não se importar em sacrificar 650 MB de espaço em disco, é interessante marcar também a categoria “Desenvolvimento”, que instala as bibliotecas e os compiladores necessários para instalar programas e drivers a partir do código-fonte (os famosos pacotes .tar.gz). A instalação deles não é complicada, o problema é que, na maioria das vezes, você não tem instalados os componentes necessários. Marcando a categoria, você previne dores de cabeça no futuro.

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Caso esteja instalando em um PC antigo, você pode experimentar o IceWM ou o LXDE (disponível a partir do Mandriva 2009.1), que consomem muito menos memória e recursos do sistema. A principal dica nesse caso é que você evite abrir aplicativos do KDE ou do GNOME, preferindo aplicativos “neutros”, como o Mplayer, o XMMS (ou o Audacious) e o Opera. O motivo é simples: ao abrir qualquer aplicativo do KDE ou do GNOME, o sistema precisa carregar junto boa parte das bibliotecas associadas, o que faz cair por terra a economia de memória.

Concluindo, ao marcar a categoria “Outros Ambientes Gráficos”, são instalados também o Fluxbox e o WindowMaker, que completam o time de pesos leves. Embora pouco usados atualmente, eles continuam sendo opções para quem quer um desktop simples e limpo.

Tradicionalmente, o Mandriva não inclui os pacotes do XFCE, mas isso mudou a partir da versão 2009, onde ele passou a estar disponível através do pacote “task-xfce”, que pode ser marcado durante a instalação. Embora incluir um novo ambiente gráfico pareça uma tarefa simples, na verdade exige uma boa dose de trabalho, já que é necessário integrá-lo ao sistema, gerar menus e configurações personalizadas e assim por diante, de forma que ele se comporte de forma similar aos outros ambientes oferecidos pelo sistema.

As opções dentro da categoria “Servidor” instalam serviços de rede como o Apache (incluído na categoria Web/FTP” e o Samba (incluído na categoria “Servidor de Rede”). Por definição, servidores são daemons que aceitam conexões remotas, compartilhando arquivos ou outros recursos. Se não forem bem configurados, eles abrem brechas de segurança, por isso devem ser instalados apenas quando você realmente precisa deles. O Samba, por exemplo, é instalado sempre que você deseja compartilhar arquivos com máquinas Windows.

Marcando o “Seleção individual de pacotes” você tem acesso à lista dos pacotes que serão instalados, que é justamente o principal atrativo de instalar o Mandriva Free em vez de simplesmente usar o Mandriva One. Dentro da lista, os pacotes são organizados em categorias e subcategorias. Além da versão, tamanho e descrição, você notará um campo com a importância do pacote:

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Um “importante” indica que o pacote inclui algum aplicativo considerado desejável pelos desenvolvedores, mas que não é necessariamente importante para o funcionamento do sistema. O mesmo se aplica a muitos pacotes marcados como “precisa ter”, que recebem esta designação por serem dependências de outros pacotes e não necessariamente por serem importantes.

Um exemplo é o kaddressbook, que faz parte da suíte kdepim (a suíte de organização pessoal que faz parte do KDE). Ao desmarcá-lo são removidos também outros pacotes da suíte, como o kmail e o korganizer. Ou seja, ele recebe a designação não por que seja realmente importante, mas apenas por ser conter componentes utilizados por outros pacotes:

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Gastar algum tempo examinando a lista de pacotes, lendo as descrições e testando a remoção de alguns deles, de forma a entender as relações com outros pacotes do sistema, é uma boa forma de aprender mais sobre a estrutura do sistema e sobre os aplicativos disponíveis; sem falar que permite fazer uma instalação mais personalizada, contendo apenas os aplicativos que você vai usar. Se você tem uma meia hora livre, este é um exercício mais do que recomendável. 🙂

Você perceberá, por exemplo, que mesmo marcando apenas a categoria “Estação de trabalho KDE”, alguns dos pacotes do GNOME permanecem marcados, já que o Mandriva Control Center e outros utilitários do sistema são desenvolvidos com base na biblioteca GTK2. Hoje em dia, é muito difícil ter um desktop baseado apenas nos pacotes do KDE ou apenas nos do GNOME, pois você sempre acaba precisando de alguns aplicativos da outra família, o que obriga o sistema a instalar as bibliotecas necessárias. Isso faz com que mais memória RAM seja usada, mas não chega a ser um grande problema em um PC atual.

O próximo passo é a cópia dos arquivos, a parte tediosa da instalação. Clicando no “Detalhes” você pode acompanhar o log da instalação, que é um pouco mais interessante que os slides exibidos por padrão:

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