Metade GPU

Tendo isso em mente, podemos facilmente entender o estrago que uma APU que (mesmo que com um processamento mediano) ofereça uma GPU mais poderosa. É exatamente aqui que chegamos ao Llano. Para quem já tem um PC comum processador AMD moderadamente recente, como um Athlon II X4 ou um Phenom 2, o Llano não é tão interessante assim, pois você pode ter um resultado similar simplesmente adicionando uma placa 3D de low a mid-range (como uma Radeon HD 5570 ou mesmo uma Radeon HD 6450) ao seu sistema atual. Entretanto, para quem está pra comprar um novo PC ele representa uma mudança importante.

A primeira coisa que chama atenção é quanto do espaço do die do processador a AMD dedicou à GPU. Basicamente, metade do espaço interno do Llano foi dedicado à GU, com o resto sendo dividido entre os quatro núcleos da CPU, cache, controlador de memória, linhas PCI Express e outros componentes.

O Llano é produzido em uma técnica de 32 nm com SOI na Global Foundries. Este foi um dos fatores que atrasou o lançamento do processador, já que na época da aquisição a ATI produzia seus chipsets de vídeo na TSMC e demorou até os projetos fossem adaptados aos equipamentos da forja da AMD e conseguissem adaptar todos os componentes da GPU para serem integrados ao processador e produzidos usando a mesma técnica de produção que ele.

No total, o Llano possui nada menos do que 1.45 bilhões de transistores, quase 50% mais do que o Sandy Bridge de quatro núcleos, que possui apenas 995 milhões. Entretanto, a AMD conseguiu otimizar bastante o uso de espaço na área reservada à GPU, o que fez com que no final o Llano ocupasse uma área de 228 mm², pouca coisa maior que o Sandy Bridge 4C, que mede 216 mm². Este é um fator que vai ser crucial a longo prazo, já que uma área similar resulta em cursos similares de produção, garantindo que a AMD possa ter condições de sustentar a guerra de preços com a Intel.

Uma coisa que você pode dar falta ao estudar o diagrama do processador é do bom e velho cache L3 compartilhado, que foi eliminado em favor de um aumento no cache L2 de cada núcleo, expandido de 512 KB para 1 MB.

Além do aumento no cache L2, a AMD realizou pequenas atualizações nos núcleos da CPU, incluindo melhorias nos circuitos de prefetch, aumento de capacidade nos buffers load/store e melhorias no hardware de ponto flutuante. Somadas, todas essas mudanças resultaram em ganhos de 3 a 5% na maioria das tarefas (clock por clock), ou seja, um ganho modesto.

Na prática, o Llano não é muito superior ao velho Athlon X4 na parte de processamento, mantendo o uso da velha arquitetura K10. A novidade fica por conta da GPU, uma versão levemente aperfeiçoada do Redwood (usado na Radeon HD 5570), batizada de Sumo:

Trata-se de uma GPU bastante respeitável, com 400 unidades de processamento e suporte ao DirectX 11. A principal diferente entre o Somo e o Redwood é a interface com a memória, já que o Sumo é interligado ao mesmo controlador de memória dual-DDR3 usado pelo processador. Não é preciso dizer que o uso de módulos DD3 rápidos e em dual-channel é um fator essencial para a performance do Llano, já que mesmo com dois módulos em dual-channel ele dispõe de um barramento com a memória de apenas 128 bits, que é ainda por cima compartilhado com o processador.

Sobre o Autor

Redes Sociais:

Deixe seu comentário

X