Linux em máquinas antigas: Slackware 8.1 num Pentium 133

Linux em máquinas antigas: Slackware 8.1 num Pentium 133
Este tutorial é uma continuação do artigo “A aventura de instalar o Red Hat 7.2 num 486” e pode vir a ser o primeiro de uma série de tutoriais sobre como instalar o Linux em PCs antigos. Embora nem todo mundo goste da idéia, os PCs baseados em processadores Pentium e MMX, junto com os K6-2, Pentium II e Celeron ainda foram o maior bolo entre os PCs ainda em atividade no Brasil, isso sem falar em todo mundo que até hoje usa micros 486. Apesar de distribuições como o Mandrake 9.0 ou o Red Hat 8.0 muitas vezes ficarem pesadas até mesmo num PC relativamente atual, é possível rodar o Linux com um bom desempenho mesmo em PCs muito mais antigos, desde que você saiba o que está fazendo.

É uma solução tanto para quem quer ter um segundo micro, para estudos, para quem não tem como atualizar seu micro ou ainda para empresas e escolas interessadas em migrar para o Linux.

Slackware num Pentium 133

O desafio de hoje é um Pentium 133 com 32 MB espetada numa placa mãe VX-Pro, uma configuração muito comum a alguns anos atrás e ainda muito usada.
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Desta vez o objetivo não é apenas instalar o Linux, como no artigo do Red Hat 7.2 num 486, mas sim ter um sistema funcional, capaz de acessar a Internet com todos os recursos, gravar CDs, tocar MP3, etc. Ou seja, o suficiente para atender às necessidades de um usuário médio.

Já que o nosso objetivo aqui é justamente conseguir extrair o máximo de desempenho possível, a distribuição escolhida foi o Slackware 8.1, que é bem mais fácil de otimizar do que o Red Hat ou o Mandrake. A idéia é resolver toda a parte “pesada” ou seja, instalar o sistema, configurar todo o hardware das máquina, configurar a conexão com a Web e assim por diante, deixando o sistema pronto para qualquer um utilizar com um mínimo de dificuldade.

Instalação

O primeiro passo é criar os disquetes de boot. A maioria das placas soquete 7 antigas não suportam boot através do CD-ROM, algumas até possuem a opção no Setup, mas ela não funciona com CD-ROMs IDE. Geralmente só as placas mais recentes, para micros K6-2 em diante suportam.

Esta é a parte chata, pois o Slackware 8.1 usa nada menos que 6 disquetes de boot, o bare.i (pasta bootdisks) que é o principal e os 5 rootdisks (pasta rootdisks) que podem ser baixados num dos FTPs listados no http://www.slackware.com/getslack

Fora o tédio de carregar os 6 disquetes, a instalação deve ser bem tranqüila. Você particiona o HD usando o cfdisk, abre o programa de instalação, escolhe o layout do teclado, deixa que ele formate a partição swap e as partições de dados e escolhe os pacotes a serem instalados.

Se você tiver uns 4 GB de espaço em disco, pode optar por uma instalação completa (vai consumir 1.9 GB). O Slackware não fica mais pesado quando você instala mais programas, pois quase tudo fica desativado por default. Eles só são carregados à medida que você os utiliza. Mesmo num PC relativamente antigo, ter mais opções de programas a usar é sempre algo desejável.

Depois de instalar os pacotes, faltou indicar a porta usada pelo modem e, na opção de indicar os parâmetros do Kernel incluir a linha “hdc=ide-scsi ” para que o gravador instalado como master da IDE secundária seja detectado.

Apesar de muita gente usar softmodems em micros Pentium ou até em alguns 486, isto é um erro. Apesar do modem “funcionar” a utilização do processador num Pentium 133 chega a 50%. Ou seja, além da navegação ficar comprometida pelo alto consumo de processamento, a própria velocidade do modem fica prejudicada, já que ele constantemente não será capaz de obter todo o processamento de que precisa. Um hardmodem ISA de 33.6, que pode ser comprado usado por em média 30 reais apresenta resultados muito melhores neste tipo de equipamento. A instalação do hardmodem no Slackware também é muito mais fácil, basta indicar a porta COM usada pelo modem no final da instalação.

Detectando problemas de hardware

Sempre que estamos lidando com equipamentos antigos, existe a possibilidade da placa mãe estar oxidada ou os chips de memória ou outros componentes estarem danificados por estática. Ou seja, antes de ficar quebrando a cabeça por que a instalação trava ou não é concluída por causa de um erro qualquer, verifique se o problema não é causado por problemas de hardware. Sabe os casos de usuários que precisam reinstalar o Windows toda semana por sempre aparecerem vários erros? Se o problema for de hardware não vai adiantar em nada instalar o Linux: o PC vai continuar travando e apresentando vários erros; vai ser só perda de tempo.

Os disquetes de boot do Conectiva 6 e 7 possuem um teste de memória que já é um bom começo. Se você tiver acesso a algum programa de diagnóstico como o PC-Check, também vale à pena fazer um teste completo.

A instalação do Slackware num PC “sadio” não é nenhum mistério. São basicamente as mesmas opções de outras distribuições, mas num instalador baseado em texto. Basta seguir os passos do mini-tutorial do Slackware que publiquei a algumas semanas e você não terá problemas.

Qual gerenciador de janelas utilizar?

Depois de instalado, chega a hora de escolher os softwares que serão utilizados. Existem dois caminhos a seguir: se você tem 64 MB de RAM você pode tentar rodar o Gnome ou mesmo o KDE, que terão um desempenho mais ou menos aceitável, dependendo do nível de tolerância do usuário.

Se por outro lado você tem apenas 32 MB (ou menos) ou ainda se está usando uma daquelas famigeradas placas mãe com cache L2 Write Back (com módulos falsos de cache L2), onde o desempenho do Processador é reduzido em quase 40%, o mais recomendável é utilizar uma das interfaces leves.

O Slackware 8.1 vem com o WindowMaker e o Fvwm 95. Você também pode baixar o Blackbox e o IceWM na pasta “Extra” do FTP do Slackware. O WindowMaker é o meu preferido, mas muita gente gosta do Blackbox, enquanto o IceWM é o mais indicado para usuários que vem do Windows. O Fvwm 95 também é baseado em barra de tarefas e iniciar, assim como o IceWM, mas o visual é bem mais rústico que até hoje conquistou poucos admiradores.

Em termos de utilização de memória não existe muita diferença entre os quatro. O WindowMaker é um pouco mais pesado, mas os 2 MB de RAM que ele consome a mais não fazem tanta diferença assim. Aliás, utilizam o WindowMaker em alguns kiosques do Mac Donalds. Se você deixar criados atalhos para os principais aplicativos ele não é assim tão difícil de usar.
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Modem, som e rede

Se você já tiver configurado o modem durante a instalação, basta abrir o kppp ou o gnome-ppp para configurar os números de discagem do provedor e outros dados e finalmente conectar. Se você tem 16 MB de RAM, pode querer usar o minicom, um utilitário de modo texto e por isso bem mais leve.

Lembre-se de “destravar” o modem com o comando:

# chmod +666 /dev/modem

(como root). Caso contrário só o root conseguirá discar.

Para instalar a placa de som você deve descomentar a linha que carrega o módulo correto no arquivo /etc/rc.d/rc.modules. A maioria das placas de som ISA compatível com a Sound Blaster, nestes casos basta descomentar a linha:

# Sound Blaster Pro/16 support:
#/sbin/modprobe sb io=0x220 irq=5 dma=3 dma16=5 mpu_io=0x300

Que é a linha número 210 do arquivo. Outra linha muito usada (logo abaixo) é a:

# Crystal CS4232 based (PnP) cards:
#/sbin/modprobe cs4232

Que carrega o módulo para placas Cristal cs4232, um modelo também muito comum em PCs de três anos atrás.
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Salve o arquivo e reinicie o micro para verificar se o módulo foi carregado corretamente. Abra o xmms ou outro programa de som como root para ver se o som está funcionando. Se estiver tudo, use o comandos abaixo para que os demais usuários também possam usar o som:

# chmod +666 /dev/dsp
# chmod +666 /dev/mixer

Caso você tenha uma placa de rede, a configuração pode ser feita rapidamente através do netconf. É mais fácil do que no caso da placa de som, pois o utilitário é capaz de detectar a placa e já carregar o módulo apropriado.

Se você estiver usando uma placa de rede Realtek 8139 (o modelo mais comum entre as placas de 30 reais), existe um pequeno erro que você precisa corrigir depois de rodar o netconf.

Abra novamente o arquivo /etc/rc.d/rc.modules e localize a linha:

/sbin/modprobe rtl8139

Deve ser a linha 414 do arquivo (o xedit mostra o número da linha onde está o cursor, facilita bastante). Altere o nome do driver para “8139too”, deixando a linha assim:

/sbin/modprobe 8139too

Não é nada de mais. O problema é que o driver mudou de nome e esqueceram de alterar o arquivo, Essas coisas acontecem… 😉

Configurando o vídeo

A configuração do vídeo pode ser feita através do XF86Setup ou do xf86config. O primeiro é um utilitário gráfico, mais fácil de usar, mas que em compensação só roda em placas compatíveis com o padrão VESA, o que deixa de fora alguns modelos. O xf86config por sua vez roda em modo texto, uma opção para os casos em que o XF86setup não rodar.

Ambos fazem basicamente as mesmas perguntas. Este é um passo a passo para o xf86config, que é o mais complicado:

1– Tipo de mouse? (as opções mais comuns são 1. (mouse serial) e 4. (mouse PS/2)
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2– Emular 3 botões: y (apertar simultâneamente os dois botões do mouse equivalem a um clique do terceiro botão)

3– Porta do Mouse: (“/dev/mouse” ou “/dev/tty00” se você usa um mouse serial ou “/dev/psaux” se você usa um mouse PS/2)

4– Tipo de teclado? O mais comum é 13 (Brazilian ABNT2) e em seguida 11 (Brazilian)

5– Ativar bindings for Alt Keys?: n

6– Freqüência horizontal do monitor: Basta escolher a resolução e Freqüência máxima suportada pelo monitor. O mais comum para monitores de 15″ é a 7 (High Frequency SVGA, 1024×768 @ 70 Hz). Você pode encontrar a especificação do seu monitor no manual.
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7– Frequência vertical do monitor: De novo basta consultar o manual. O mais comum para monitores de 15″ é a opção 1 (50-70).

8– Do you want to look at the card database? y

9a– Modelo da placa de vídeo: Esta é a parte mais complicada, onde você deve indicar o chipset da sua placa de vídeo, entre as suportadas. Se não souber, abra o micro e verifique na própria placa de vídeo. Os modelos estão organizados por fabricante, não é difícil localizar a sua placa.
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9b– Quanta memória possui sua placa de vídeo? Bem, essa parte é mais fácil: 2 MB? 4 MB? 🙂

10– Escolha dos modos de vídeo. O utilitário exibe uma lista de todas as resoluções suportadas pelo monitor e pela placa de vídeo. Verifique se a lista está correta e pressione 4 (The modes are OK, continue.) ou indique qual resolução gostaria de usar em cada profundidade de cores escolhendo as outras opções.
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11– Qual profundidade de cor quer usar por default? Basta escolher qual modo quer usar por default, 256 cores? 16 bits de cor? 24 bits? Escolha entre o que for suportado pela sua placa de vídeo.

12– Gravar alterações?: y

Bem, é isso. O xf86config pode parecer complicado no começo mas depois de responder a “listinha” algumas vezes você vai acabar decorando as respostas e vai conseguir passar por ele sem nenhum arranhão. Bem que o Slackware poderia incluir algum utilitário mais simples de usar (como o Xconfigurator por exemplo), talvez o Patrick lembre de nós na próxima versão 🙂

Bom, agora que o vídeo está configurado, falta configurar o Slackware para inicializar em modo gráfico por default. Para isso, edite o arquivo /etc/inittab mudando a linha:

# Default runlevel. (Do not set to 0 or 6)
id:3:initdefault:

Para:

# Default runlevel. (Do not set to 0 or 6)
id:4:initdefault:

Pronto, basta salvar e reiniciar o micro.

Mais uma dica, é que o slackware usa por default o KDM, o gerenciador de login do KDE. Ele é bonito, prático, etc. Mas também é muito pesado, pois carrega uma boa parte das bibliotecas do KDE. Se você optou por usar o Gnome ou um dos gerenciadores leves, você pode usar o XDM, o gerenciador padrão do X, que não é tão bonito, mas em compensação carrega quase que instantâneamente.

Para isso, edite o arquivo /etc/rc.d/rc.4 e comente (#) todas as linhas, deixando apenas a linha:

exec /usr/X11R6/bin/xdm -nodaemon

Prontinho. Este arquivo é um script que verifica quais gerenciadores você tem instalados e inicializa o primeiro que encontrar. Comentando todas as linhas, nós estamos “trapaceando”, fazendo com que ele escolha sempre o XDM.
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Depois de salvar o arquivo, chame o xwmconfig para escolher qual gerenciador de janelas você deseja usar. Este utilitário não é exclusividade do root, deve ser utilizado por cada usuário, caso deseje utilizar um gerenciador diferente para cada um.
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Mais otimizações

Depois de ter trocado o KDM pelo XDM o tempo de inicialização num Pentium 133 cai para cerca de 40 segundos, com o boot em modo gráfico. O consumo de memória é de cerca de 17 MB, a maior parte usada pelo próprio X. Mas, ainda é possível reduzir bastante isso, fazendo o tempo de inicialização caia para pouco mais de 20 segundos e a utilização de memória após o boot fique abaixo dos 10 MB. Ou seja, é possível deixar o seu Slackware 8.1 mais leve que o Windows 95.

Logue-se como root e mãos à obra. Você pode acompanhar a utilização de memória após cada alteração através do comando “free” que mostra um relatório com a quantidade de memória ocupada e livre. É preciso reiniciar para ter uma medição mais apurada.

Acesse o diretório /etc/rc.d. Aqui estão concentrados os scripts que são executados durante o boot. Todas as linhas descomentadas em todos os arquivos dentro deste diretório são comandos, serviços e módulos que são carregados durante o boot. O Slackware é bastante leve se comparada ao Mandrake e outras distribuições comerciais, mas sempre há gordura para cortar.

As primeiras paradas são os arquivos rc.sshd, rc.sendmail, rc.pcmcia, rc.nfsd e rc.hhtpd. Estes arquivos inicializam respectivamente o servidor SSH, Sendmail, o suporte a placa PCMCIA (notebooks), o servidor NFS e o servidor Apache. Se você não utiliza estes servidores, pode desativá-los. Para isso, existem três opções:

1– Usar o comando “chmod +644 arquivo” para tirar dele a permissão de execução e “chmod +755 arquivo” caso queira reativa-lo
2– Simplesmente mover o arquivo para outra pasta (use o comando “mv”)
3– Abrir o arquivo e comentar todas as linhas.

Desativando todos estes serviços você já terá um ganho considerável.

A próxima parada é o arquivo rc.inet2. A opção mais importante aqui é a de desabilitar o inetd, um daemon que disponibiliza vários outros serviços, como os servidores telnet e FTP. Se você vai usar o PC apenas para acessar a internet, sem rodar nenhum servidor, você pode seguramente desabilitar o inetd e com isso liberar mais 1 MB de memória e ganhar mais uns 4 segundos na inicialização. Para isso, comente as linhas abaixo:

# Start the inetd server:
if [ -x /usr/sbin/inetd ]; then
echo “Starting Internet super-server daemon: /usr/sbin/inetd”
/usr/sbin/inetd
else
echo “WARNING: /usr/sbin/inetd not found.”
fi

Neste mesmo arquivo você pode desabilitar os clientes para montar compartilhamentos NFS (linux) e Samba (Windows) que também podem ser desabilitados se o micro apenas acessa a internet, sem acessar compartilhamentos de outros micros da rede. Mais abaixo, ainda no rc.inet2 você encontrará as linhas que carregam o servidor SSHD e NFS, que também devem ser comentadas, já que nós desativamos os arquivos que inicializam estes serviços.

Basicamente é isso. Economizar 4 ou 5 MB de RAM e ganhar algum tempo na inicialização pode parecer pouco, mas faz uma grande diferença num Pentium 133 com 32 MB de memória. Além disso, desativar estes serviços num PC usado apenas como cliente representa uma grande melhora na segurança.

Aplicativos a utilizar

Usando o WindowMaker ou outra interface leve, você pode rodar o Mozilla com um razoável desempenho, mesmo com apenas 32 MB de RAM. Aliás o Slackware 8.1 já vem com o Mozilla 1.0 instalado, basta chama-lo no terminal (“mozilla”) e criar um atalho para ele.

Apesar do Mozilla ser o navegador com mais recursos, você pode experimentar também o Opera, que carrega as páginas mais rápido e consome menos memória, permitindo manter mais páginas abertas simultâneamente, o único problema é o banner exibido na versão gratuíta. Você pode baixa-lo no http://www.opera.com

Não é recomendável utilizar nem o Konqueror nem o Galeon, pois eles carregam, respectivamente, parte das bibliotecas do KDE e do Gnome o que os torna mais lentos que o Mozilla caso você não esteja usando nenhuma das duas interfaces.

Como cliente de e-mail você pode usar o próprio Messager incluído no Mozilla. Por sinal, o Mozilla inclui também o Composer, um editor visual de html e um catálogo de endereços.

Outra boa opção é o Sylpheed, um cliente de e-mails com recursos parecidos com os do Evolution, mas que é muito leve, mesmo sendo baseado na biblioteca do Gnome. O Sylpheed não faz parte do Slackware, mas você pode baixa-lo no http://sylpheed.good-day.net

O Evolution faz parte do pacote do slackware, mas ele é bastante pesado, por isso não é recomendável usa-lo num Pentium 133. O mesmo se aplica ao Kmail, que é bem fácil de usar, mas fica bastante pesado se você não está usando o KDE. Para você ter uma idéia, o Kmail demora quase 30 segundos só pra abrir nesta configuração (usando o Window Maker como gerenciador).

Você pode ainda ouvir MP3 normalmente através do xmms. Dá para ouvir sem problemas arquivos com bit-rate de até 320 kbits. Claro que a utilização do processador aumenta junto com o bit-rate dos arquivos, então o ideal é ouvir apenas arquivos com bit-rate de 128 kbits, que vão manter a taxa de utilização do processador na casa dos 30%. Ouvir MP3 não consome muita memória, o problema é mais a utilização do processador.

Se você achar que o micro está ficando muito lento enquanto ouve música, você pode experimentar também o mpg123, que é um player de modo texto que oferece uma taxa de utilização do processador um pouco mais baixa. Salve uma playlist usando o XMMS ou outro programa e chame o mpg123 com o comando: mpg123 -@ playlist

Você pode experimentar também as opções “–2to1” e “–4to1” que diminuem a amostragem das músicas em respectivamente metade e um quarto. A utilização do processador, junto com a qualidade do áudio diminuem proporcionalmente. É uma opção se você quer ouvir música enquanto navega, sem que o micro fique muito lento. Outra opção interessante é a “-b 1024” que cria um buffer de 1 MB na memória, que impede que a música fique falhada nos momentos de atividade intensa.

Combinando tudo, a linha do mpg123 ficaria: mpg123 –2to1 -b 1024 -@ playlist

Na hora de gravar CDs o bom e velho xcdroast dá conta do recado. Você deve conseguir gravar CDs a até 8x num Pentium 133. Caso a sua placa mãe suporte UDMA você pode chegar nos 12X 🙂 Consulte o mini-tutorial do Slackware caso tenha dúvidas de como instalar gravadores no Slackware.

Para concluir falta só falar sobre os programas de escritório e tratamento de imagens. Para texto e planilha os mais rápidos são o abiword e o gnumeric, ambos incluídos no pacote do Slackware 8.1.
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Se não gostar deles, você pdoe experimentar o kword, kspread, kpresenter, kontour e os outros programas do pacote koffice. Eles são mais lentos que os dois primeiros, mas o desempenho ainda ficará dentro do aceitável. A pior escolha seriam os aplicativos do pacote OpenOffice, que ficarão muito lentos nesta configuração. O gimp também está disponível, mas a utilidade vai depender do que você pretende fazer com ele, já que os filtros mais sofisticados rodarão muito lentamente.

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