Athlon Neo

Desde a fusão com a ATI, a AMD vem trabalhando em uma nova plataforma de baixo consumo batizada de “Brazos”, que deve ser lançada em 2011, concorrendo diretamente com o Atom e os processadores CULV da Intel nos netbooks e ultraportáteis. A plataforma Brazos tem como ponto central o “Ontario”, um chip que combinará dois processadores Bobcat e uma GPU com suporte ao DirectX 11 em um único chip. É algo similar ao que a Intel fez no Pine Trail, mas com um desempenho bastante superior.

Enquanto o Brazos não é lançado, o único processador da AMD que concorre diretamente com o Atom é o Athlon Neo, uma versão de baixo consumo do antigo Athlon 64, produzido em uma técnica de 65 nm. A versão mais simples é o Athlon 64 L110, um processador single-core, que mantém os 512 KB de cache L2 do Athlon 64 original, mas utiliza uma tensão bem mais baixa: apenas 1.1V, com um clock de 1.2 GHz. Ele é seguido pelo MV-40, que opera a 1.6 GHz:

Athlon Neo L110: 1.2 GHz, 512 KB, HT de 800 MHz, 15W
Athlon Neo MV-40: 1.6 GHz, 512 KB, HT de 800 MHz, 15W

Mesmo sendo um processador single-core, o Athlon Neo oferece um desempenho bem superior ao do Atom, não apenas em processamento, mas também em 3D e decodificação de vídeo, já que ele faz par com o chipset AMD RS690M (a versão móvel do 690G), que inclui uma GPU integrada quase no nível da nvidia 9400 usada na plataforma ION.

O grande problema é que o consumo é também consideravelmente mais alto, com um TDP de 15 watts para o processador e mais 13.8 watts para o RS690M. Graças às funções de gerenciamento, o consumo típico é bem mais baixo, com um consumo combinado para o processador e o chipset na casa dos 14 watts em tarefas leves, mas ainda assim é bem mais do que no Pine Pine Trail.

Isso faz com que o Neo seja usado em um número modesto de modelos. Um bom exemplo é o Gateway LT3103u, um primo-irmão do Acer Aspire One 751h, que conserva exatamente o mesmo formato, mas utiliza uma bateria de 6 células (em vez de 3 como no 751h) para compensar o maior consumo do processador e chipset, resultando em uma autonomia de cerca de 4 horas em tarefas leves:

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Gateway LT3103u (em baixo) e o Acer Aspire One 751h

A família Neo recebeu também processadores dual-core baseados no core Congo, também de 65 nm. Eles operam com frequências de clock mais altas, mas adotam em troca uma tensão de apenas 0.925V, o que mantém o consumo em níveis aceitáveis (o TDP é apenas 3 watts maior, mas o consumo típico é bem mais alto que o do L110). Eles já ficam fora a liga dos netbooks, mas podem ser encontrados em alguns notebooks ultraportáteis, concorrendo com os processadores CULV da Intel:

Athlon X2 Neo L325: 1.5 GHz, 2x 512 KB, HT de 800 MHz, 18W
Athlon X2 Neo L335: 1.6 GHz, 2x 512 KB, HT de 800 MHz, 18W
Athlon X2 Neo L510: 1.6 GHz, 2x 512 KB, HT de 800 MHz, 18W
Athlon X2 Neo L625: 1.6 GHz, 2x 512 KB, HT de 800 MHz, 18W

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