Configurações de primeira inicialização

Depois da instalação do pacote, o sistema é automaticamente reiniciado, caindo em um utilitário gráfico de configurações pós-instalação. Vale lembrar que o Grub do Fedora carrega automaticamente o sistema padrão caso não seja nenhuma tecla pressionada em 3 segundos (para alterar posteriormente, acesse o arquivo “/boot/grub/menu.lst” e mude a opção “timeout“). Caso tenha escolhido o Grub com senha, tecle “p”, e digite-a.

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Embora já se tenha efetuado uma série de configurações durante a instalação, o Fedora permite efetuar um número maior ainda após a primeira inicialização. Nesta etapa, o sistema carrega o utilitário “firstboot”, responsável pela personalização do computador. Ele vai te perguntar algumas questões que faltam para fechar a instalação e seguir usando o Fedora.

A primeira tela é a de boas vindas, simplesmente avance-a. A segunda confere os termos de uso nos quais o Fedora foi lançado. Se você concorda, clique em “Avançar”. Para você visualizar como o Fedora mantém suas características a cada versão, colocarei par-a-par a tela da versão 7 (em português, acima), e do 8 (em inglês, abaixo, créditos a http://www.howtoforge.com/installation-guide-fedora8-desktop ). Isso não significa que aparecerá em inglês para você no Fedora 8, muito pelo contrário – é apenas para fins de ilustração aqui no tutorial.
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A configuração de firewall é o próximo passo, e você sempre deve deixá-lo ativado. Embora o Fedora permaneça com ele neste estado por padrão, ele permite a alteração de permissões de portas específicas para determinados serviços. Dependendo de suas necessidades, selecione as portas a serem liberadas, na caixa correspondente. Caso queira, também coloque portas específicas e o protocolo (UDP ou TCP). Quanto mais portas abertas, maior o número de possíveis ataques externos.
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Avançando, temos a configuração do SELinux, que permite uma política de segurança muito mais detalhada, e continua em desenvolvimento. Introduzido no Fedora Core 2, foi criado pela NSA (National Security Agency), organização de segurança dos Estados Unidos, para deixar muito mais restrito o controle de acesso ao sistema. Na prática, se um invasor consegue ter acesso total ao seu sistema, o SELinux permite amenizar muito mais o estrago que o criminoso pode causar. Deixe o padrão, como “Reforçado”, e avance.
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Na próxima tela, temos a configuração de data e hora, que dispensa comentários. Caso você queira ter seu computador com o horário sempre sincronizado com os servidores globais, vá para a aba “Network Time Protocol” e ative-o, deixando o restante das configurações padrão. Importante ter acesso contínuo à Internet para este fim.

Sobre o NTP, Carlos E. Morimoto comenta, em “Mantendo o horário sincronizado” (https://www.hardware.com.br/dicas/mantendo-horario-sincronizado.html), “Felizmente, é muito simples manter os horários das máquinas sincronizados, graças a vários servidores NTP públicos, disponíveis pelo mundo. Os servidores principais, chamados de stratum 1 sincronizam seus relógios a partir de relógios atômicos ou um sistema de GPS e por isso são extremamente precisos. A seguir temos os servidores stratum 2, servidores menores sincronizados a partir dos primeiros.”

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Depois de selecionar data e horário, você poderá contribuir com o desenvolvimento do projeto Fedora. O utilitário “Smolt” se encarrega de enviar informações e configurações de hardware, e se estão funcionando perfeitamente ou não, para o projeto, ajudando o mesmo a analisar onde o Fedora está sendo usado, melhorando a detecção e o funcionamento em determinados hardwares. Vale lembrar que não são enviadas informações pessoais. Selecionando para enviar ou não, avance.
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Agora, criaremos o usuário, somente um inicialmente. Você poderá entrar com informações como nome de usuário, nome completo e senha (com confirmação), além de poder usar outras autenticações como os serviços Kerberos ou NIS. Depois deste processo, você poderá criar mais usuários usando o utilitário disponível em Sistema > Administração > Usuários e Grupos.
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Embora minha máquina virtual de testes não esteja com o som habilitado, caso tenha uma placa de som instalada corretamente no sistema, uma tela aparecerá para configuração da mesma. Vale lembrar que o Fedora possui uma ótima identificação de placas, restando a você somente testá-la.

Ajustando o volume na barra deslizante, selecione o dispositivo correto no último campo, e verificada todas as informações de fabricante, modelo e módulo, clique no botão tocar (conhecido como “Play”). Se você marcar a caixa “Repetir”, o som vai sendo tocado repetidamente, até você parar (“Stop”) Vale lembrar que isso também pode ser alterado depois, em Sistema > Administração > Detecção de placas de som:
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Enfim, estamos terminados com a instalação do Fedora 8. Como você viu, não foi nenhum bicho de sete cabeças, muito pelo contrário. O Fedora se destaca por uma instalação bem simples, estável e eficaz – assim como a própria distribuição.

Depois de finalizado, você cai para a tela de login, onde deverá inserir seu nome de usuário e senha (nunca tente se logar como root!):

tabela21Fedora 7

fs13Fedora 8

E, finalmente, desfrute de seu Fedora 8.
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Boa diversão!

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