Inicialização e particionamento

A primeira coisa a fazer, obviamente, é inserir o DVD no seu drive e reiniciar o computador. Se o seu computador tiver já com o BIOS configurado para inicializar primariamente pelo drive de CD/DVD, a primeira tela que veremos será esta:

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Partindo da última opção para a primeira, a “Boot from a local drive” inicializa uma instalação local do seu disco rígido; a penúltima “Rescue Installed System” faz recuperar um Fedora 8 já instalado em seu computador, caso ele tenha se “quebrado”; a segunda opção “Install or Upgrade an Existing System (text mode)” fará a instalação em modo texto (para PCs mais antigos), sem o Anaconda. A primeira, “Install or Upgrade an Existing System”, é justamente a que vamos usar: o instalador gráfico.

Dica: Para iniciar a instalação a partir de um local da rede, escreva na linha disponível “linux askmethod”, seguido de Enter.

Então, o que temos a fazer é simplesmente dar “Enter” para o processo se iniciar. Caso contrário, se iniciará automaticamente em 60 segundos:

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Logo após esta tela de carregamento, a instalação chegará à um processo de verificação de integridade de sua mídia, ou seja, ver se o seu DVD possui algum erro. Se você tem certeza que este não possui, ou se já verificou o MD5, basta ir com a seta do teclado até “Skip”; para verificar, aperte em “Ok”. A verificação é importante, pois principalmente em drives ópticos, a incidência de erros na gravação é grande; além disso, também protege contra alterações maliciosas na imagem, que consegue se auto-verificar devido à uma chave MD5 embutida.

Depois da checagem ou de pular a mesma, o instalador ficará em uma tela preta, onde primeiramente identificará se você possui mais de 256 MB de RAM e 1 GHz no processador. Caso não, o Fedora carregará um instalador em modo texto, com estrutura similar:

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Caso você tenha uma especificação superior à acima, o Anaconda será carregado, após identificação da sua placa de vídeo e mouse, já que carrega uma versão simples do X. Feito isso, a primeira tela a ser mostrada é a de boas vindas:

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Você pode clicar no botão “Release Notes” para verificar as novidades da versão:

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Uma dica interessante é que, ao invés de visualizar a tela de instalação, você pode, por exemplo, monitorar os processos e o próprio instalador, verificando mensagens do kernel, detecção de hardware, e até acessar o shell. Se você estiver no modo g?afico, pressione Ctrl+Alt+F4 (e Alt+F2, ou Alt+F3) para navegar por entre as telas, e Alt+F7 para voltar ao instalador. Para o modo texto, use Alt+F2 (F3 ou F4), e Alt+F1 para voltar.

Caso seu mouse não seja identificado, pode pressionar as teclas de atalho, como por exemplo, Alt+R para ir ao “Release notes”. Na próxima tela (Ctrl+N), selecione um dos 31 idiomas para continuar com a instalação:

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Lembre-se que você também pode navegar usando a tecla “Tab”. Após clicar em ‘Avançar’, o instalador pedirá para você selecionar um dos 53 diferentes opções de teclado; marque sua opção e avance. Caso já tenha algum Fedora Linux instalado em seu HD, o Anaconda perguntará se você deseja reinstalar ou atualizar o seu sistema. Um ponto interessante é que, para o Fedora, OpenSuSE e outras distribuições baseadas no sistema RPM, a opção de atualizar realmente funciona e o resultado final fica excelente, como se fosse uma nova instalação, afinal, atualizar o sistema é dor de cabeça para os usuários do Ubuntu e distribuições baseadas do Debian, cujos experientes sempre pedem para formatar antes de uma nova instalação.

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Na próxima tela, você selecionará opções de partições, HDs e outros:

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Você terá quatro opções: apagar todo o disco e deixar o Fedora criar tudo automaticamente, usar as partições Linux já existentes com formatação, ou usar espaço livre ou criar um layout personalizado. Selecione esta última opção:

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Logo abaixo você selecionará o HD em que deseja efetuar a instalação. Existe um botão chamado “Configurações avançadas”, nele você poderá adicionar destinos iSCSI, ou seja, instalar o Fedora em uma unidade conectada através do protocolo iSCSI selecionada a opção, clique em “Adicionar um alvo iSCSI” e então vá em “Adicionar drive”, indicando um endereço IP e o nome do iniciador iSCSI; ou desativar um dispositivo dmraid que foi detectado durante a inicialização.

Veja que, com a opção de criar layout personalizado, já está marcado a opção “Rever e modificar layout do particionamento”, e avance:

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A tela acima é uma das principais da instalação; é nela que você particionará todo o seu HD. Para, por exemplo, redimensionar uma partição, selecione-a no quadro inferior e clique em “Editar”.

Clicando em “Adicionar”, é possível selecionar o ponto de montagem (para instalar o sistema, o ponto é “/”, e para deixar seus arquivos pessoais e configurações em outra partição, crie uma com o ponto “/home”), tipo de sistema de arquivos (o padrão é ext3), e os cilindros iniciais e finais (aqui você define onde ela começa e termina, e consequentemente, o tamanho, podendo ser o mesmo visto na linha acima, em “Tamanho”), além de forçar a partição a ser primária (padrão é não selecionado).

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Criada a partição para o sistema, devemos criar uma SWAP, que é a partição onde o sistema faz as trocas memória/HD e HD/HD. Veja um trecho do tutorial de Carlos E. Morimoto, “Instalação, particionamento e solução de problemas no Kurumin” (https://www.hardware.com.br/tutoriais/instalacao-kurumin/dicas-particionamento.html):

“A partição swap não é realmente obrigatória, você até pode passar sem ela se tiver 512 MB de RAM ou mais. Porém, mesmo com bastante memória RAM, é recomendável usar uma partição swap, pois ela permite que o sistema remova bibliotecas e arquivos que não estão sendo usados da memória, em caso de necessidade, deixando mais memória livre para rodar os aplicativos nos momentos em que você estiver rodando muita coisa ao mesmo tempo e o PC estiver sofrendo para acompanhá-lo :).

Muita gente tem uma imagem errada do uso da memória swap por causa da forma burra como ela é gerenciada no Windows 98. Nele, mesmo com muita memória disponível, o sistema insiste em fazer swap, prejudicando o desempenho e tornando as respostas do sistema muito mais lentas. No caso do Linux, o gerenciamento é feito de forma muito mais inteligente, pois o sistema leva vários fatores em conta na hora de decidir se usa ou não usa swap, utilizando-a apenas em casos de real necessidade. De uma forma geral, a swap é usada apenas em situações onde seu uso vai melhorar o desempenho do sistema.

Usar swap para melhorar o desempenho parece paradoxal. Afinal, a swap é centenas de vezes mais lenta que a memória RAM e tudo que é colocado nela demora muito tempo para ser reavido. Entretanto, quando você abre muitos aplicativos e a memória RAM começa a acabar, mover para a swap arquivos e bibliotecas que possuem pouca chance de serem usados novamente faz sentido, pois libera memória para uso dos aplicativos que você realmente está usando.”

Para criá-la, selecione novamente “Adicionar”. Escolha o tipo de sistema de arquivos como swap, e faça as escolha igual a partição anterior, mas dessa vez simplesmente selecionando o tamanho, se deseja utilizar o mesmo fixo, todo o espaço livre ou todo o espaço até a quantidade a ser escolhida;

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Caso tente avançar sem criar uma swap, o sistema te alertará:

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Use, caso necessite, as opções “Apagar”, para remover uma partição, ou “Restaurar”, voltando uma ação atrás. Também é possível criar LVM e agrupamentos RAID via software (imagem):

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