Configuração da rede

Assim como o Ubuntu, o Fedora utiliza o NetworkManager para gerenciamento da rede. Como comentei anteriormente, o Fedora foi na verdade a principal distribuição por trás do desenvolvimento do NetworkManager, antes que ele fosse incluído no Ubuntu e em outras distribuições.

Para quem prefere a configuração manual, está disponível o “system-config-network” (Sistema > Administração > Rede), que permite desativar o NetworkManager e especificar a configuração manualmente. Basta desmarcar o “Controlado pelo NetworkManager” nas propriedades da interface:

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Assim como o Mandriva, o Fedora salva a configuração da rede em scripts dentro da pasta “/etc/sysconfig/network-scripts/” (é usado o script “ifcfg-eth0” para a interface eth0, por exemplo), em vez de utilizar o arquivo “/etc/network/interfaces” como no Debian. Os scripts dentro da pasta são editados automaticamente pelo system-config-network conforme você altera as opções, mas, como de praxe, você pode também editá-los diretamente.

Um pequeno complicador com relação à configuração das placas wireless é que os firmwares usados por diversas placas não são instalados por padrão, muito embora estejam disponíveis nos repositórios. Isso acontece devido a uma simples clausula na licença, que torna necessário que o instalador exiba o texto e peça sua confirmação antes de instalar. Outras distribuições trazem estes firmwares pré-instalados, mas no Fedora é necessário instalá-los manualmente antes de poder utilizar a placa.

Se você utiliza uma placa chipset Intel PRO/Wireless 3945, PRO/Wireless 4965 ou PRO/Wireless 5000, deve instalar, respectivamente, o pacote “iwl3945-firmware“, “iwl4965-firmware” ou o “iwl5000-firmware“. Se utiliza um notebook com uma antiga IPW2200 ou 2100, instale o pacote “ipw2200-firmware” ou o “ipw2100-firmware“.

O Fedora 11 utiliza por padrão o driver “ath5k”, que dá suporte às placas com chipset Atheros. Ele é um substituto para o driver “MadWiFi” que é a opção mais tradicional, que oferece a vantagem de ser inteiramente open-source, o que permite que ele venha pré-instalado. Ele ainda é um trabalho em andamento e por isso não oferece suporte a muitas placas (em especial para placas mais antigas), mas você pode substituí-lo pelo MadWiFi caso necessário usando as dicas que veremos a seguir.

Complementando o time, estão disponíveis os módulos “adm8211” (placas com chipset Admtek), “zd1211rw” (placas wireless USB com chipset Zydas), “rtl8180” e “rtl8187” (para placas com chipset Realtek) e rt2x00 (placas com chipset Ralink). Diferente dos drivers para placas Intel, estes são drivers “completos”, que podem ser usados diretamente sem necessidade de baixar nenhum pacote de firmware.

Está disponível também o módulo “b43”, que dá suporte a placas com chipset Broadcom, mas para utilizá-lo é necessário primeiro extrair o firmware da placa a partir dos drivers Windows (os arquivos estão disponíveis no http://linuxwireless.org/en/users/Drivers/b43#devicefirmware) usando o “b43-fwcutter”.

Como o driver b43 também está longe de ser completo (apresentando problemas diversos em muitas placas), acaba sendo mais prático simplesmente ativar a placa usando o Ndiswrapper. Nesse caso, é necessário bloquear o carregamento (dando lugar ao Ndiswrapper), o que é feito adicionando a linha “blacklist b43” no final do arquivo “/etc/modprobe.d/blacklist”.

Uma luz no fim do túnel é o novo driver “broadcom-wl”, que no Fedora pode ser instalado (depois de ativar o RPM fusion) usando o:

# yum install broadcom-wl kmod-wl

Este driver é desenvolvido pela própria Broadcom, mas é distribuído sob uma licença que não permite a modificação, daí o fato de não vir instalado por padrão.

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