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Diferente do apt, que utiliza um arquivo central para a configuração dos repositórios (o “/etc/apt/sources.list”), a lista de repositórios usados pelo yum é dividida em diversos arquivos, organizados na pasta “/etc/yum.repos.d/“.

Quando você adiciona um novo repositório através de um arquivo .rpm, como no caso do RPM Fusion, o que o pacote faz é justamente adicionar os arquivos correspondentes dentro da pasta. O yum verifica os arquivos dentro da pasta cada vez que é executado, fazendo com que o novo repositório passe a ser usado automaticamente.

Naturalmente, é possível também adicionar repositórios manualmente, criando os arquivos e copiando o conteúdo de algum tutorial ou howto. Um exemplo é o repositório do Google (que oferece os pacotes do Google Earth, Picasa, Google Desktop e outros). Para adicioná-lo, você criaria o arquivo “/etc/yum.repos.d/google.repo“, com o seguinte conteúdo:

[google]name=Google – i386
baseurl=http://dl.google.com/linux/rpm/stable/i386
enabled=1
gpgkey=https://dl-ssl.google.com/linux/linux_signing_key.pub

Uma vez ativado o repositório, você pode testá-lo instalando algum dos pacotes disponíveis nele, como em:

# yum install picasa google-desktop-linux

Assim como o apt-get, o yum utiliza chaves GPG para checar a autenticidade dos pacotes antes de fazer a instalação. Cada pacote é assinado digitalmente pelo desenvolvedor, o que atesta que o pacote foi realmente gerado por ele. Mesmo que alguém tentasse adulterar o pacote (incluindo um rootkit ou um script malicioso, por exemplo), não teria como falsificar também a assinatura, o que levaria o yum a reportar o problema e abortar a instalação.

As chaves de verificação dos repositórios são salvas na pasta “/etc/pki/rpm-gpg/”. Originalmente ela inclui apenas as chaves dos repositórios do Fedora, mas ao instalar os pacotes do RPM Fusion, as chaves também serão adicionadas na pasta.

Em casos onde você precise importar chaves manualmente (como é o caso do repositório Karan, usado no CentOS), é usado o comando “rpm –import”, como em: rpm –import http://centos.karan.org/RPM-GPG-KEY-karan.org.txt

Da mesma forma, para remover um repositório posteriormente você removeria o arquivo da pasta, de forma que o yum deixe de usá-lo. É interessante também limpar o cache do yum, usando os comandos:

# yum clean headers
# yum clean packages

Concluindo, temos a instalação de pacotes locais. Para instalar um pacote baixado manualmente, é usado o comando “rpm -U”, que tem uma função análoga ao “dpkg -i” do Debian. Para usá-lo, você deve acessar a pasta onde foi baixado o arquivo, ou incluir o caminho completo até ele (lembre-se de que você pode usar a tecla Tab para completar o nome do arquivo), como em:

# rpm -U nxclient-3.1.0-6.i386.rpm

Usado dessa forma, o rpm simplesmente instala o pacote silenciosamente, sem exibir qualquer confirmação. Se quiser ver uma barra de progresso e detalhes da instalação, adicione os parâmetros “vh”, como em:

# rpm -Uvh nxclient-3.1.0-6.i386.rpm

Embora o rpm seja o mais usado para fazer instalações locais, devido à simplicidade, você pode também fazer a instalação usando o próprio yum, através do parâmetro “localinstall”, como em:

# yum localinstall nxclient-3.1.0-6.i386.rpm

O problema é que yum verificará a assinatura do pacote e, a menos que ele tenha vindo de um dos repositórios oficiais, reclamará que ele não está assinado, ou que a assinatura não é reconhecida (abortando a instalação), como em:

Package nxclient-3.1.0-6.i386.rpm is not signed

Se você confia na fonte do pacote, ou seja, tem certeza de que não se trata de um trojan ou de um pacote que inclui algum script malicioso, você pode desativar temporariamente a verificação das assinaturas pelo yum, de forma que ele permita a instalação do pacote.

Para isso, edite o arquivo “/etc/yum.conf” e substitua a linha “gpgcheck=1” por:

gpgcheck=0

Depois de instalar o pacote, volte ao arquivo e desfaça a alteração, de forma que o yum volte a verificar as assinaturas, o que garante a autenticidade dos pacotes.

A grande vantagem de usar o yum é que ele é capaz de baixar eventuais dependências do pacote automaticamente (caso os pacotes necessários estejam disponíveis nos repositórios), enquanto o rpm se limita a avisar sobre o problema e abortar a instalação.

Finalmente, caso precise configurar o yum para utilizar um servidor proxy, edite o arquivo “/etc/yum.conf” e adicione a linha abaixo no final do arquivo, especificando o endereço do proxy e a porta usada por ele, como em:

proxy=http://192.168.1.1:3128

Caso o proxy exija autenticação, são necessárias duas linhas adicionais, especificando o login e a senha de acesso:

proxy=http://192.168.1.1:3128
proxy_username=usuario
proxy_password=senha

Confira a terceira parte em: https://www.hardware.com.br/tutoriais/fedora3/

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