A popularização

Considerando o brutal custo por gigabyte dos SSDs, não faz muito sentido pensar em utilizá-los para armazenar seus 2 TB de filmes e músicas (a menos que você seja algum milionário excêntrico sem nada melhor para fazer com o dinheiro…) já que você simplesmente gastaria uma fortuna.

O truque para reduzir os custos e maximizar os ganhos é combinar um SSD de baixa capacidade com um ou mais HDs magnéticos de grande capacidade, usando o SSD para armazenar a partição principal (com o sistema operacional, programas e arquivos de trabalho) e usar o HD magnético para os arquivos maiores.

Isso permite que o SSD desempenhe seu papel de oferecer um boot mais rápido e carregamento quase instantâneo dos aplicativos, exibindo seus dotes com leitura de setores não sequenciais, ao mesmo tempo em que o HD magnético tem a oportunidade de demostrar seus talentos com relação à capacidade e leitura de setores sequenciais.

Não demorou para que muitos fabricantes percebessem o nicho, passando a lançar SSDs de baixo custo e baixa capacidade, destinados a serem usados como disco de boot. Um bom exemplo é o Kingston V Series de 40 GB, que é uma versão econômica do Intel X25-M G2, com menos chips de memória Flash (ele usa apenas 5 chips de 8 GB, em vez de 10 chips de 16 GB como no X25-M G2 de 160 GB). Ele foi o primeiro SSD de alto desempenho a ser vendido (nos EUA) abaixo da marca dos US$ 100, o que pode ser considerado um marco.

Com relação aos preços dos SSDs de maior capacidade, não espere nenhuma mudança súbita a curto prazo. A tendência é que os chips de memória Flash continuem dobrando de capacidade a cada 18 meses, permitindo que os fabricantes ofereçam SSDs com o dobro da capacidade por basicamente o mesmo preço.

As versões iniciais do Intel X25-M, por exemplo, foram lançadas em capacidades de 80 e 160 GB, usando (respectivamente), 10 e 20 chips de 8 GB, produzidos usando uma técnica de 50 nm. A segunda geração (o X25-M G2) foi equipada com chips de 16 GB, produzidos usando uma técnica de 34 nm, o que permitiu à Intel dobrar as capacidades e oferecer modelos com 160 e 320 GB.

Eventualmente migrarão para a técnica de 22 nm, o que permitirá equipar os drives com chips de 32 GB (novamente dobrando a capacidade) e, eventualmente, para a técnica de 15 nm, dobrando mais uma vez. Os preços devem flutuar de acordo com a demanda, mas a tendência geral é que não exista uma grande redução no custo por unidade.

O que deve acontecer é o aparecimento de mais opções de SSDs de baixa capacidade (e menos chips), vendidos por preços mais baixos. Em outras palavras, os HDs magnéticos continuarão entre nós por pelo menos mais uma ou duas décadas, senão mais.

Formatos: Embora os SSDs não pareçam tão atrativos nos desktops devido ao custo e à baixa capacidade em relação aos HDs magnéticos, eles tendem a se tornar muito populares em notebooks ultraportáteis. Por serem mais caros, eles são os modelos que podem absorver melhor o aumento no custo e, ao mesmo tempo, são onde as dimensões reduzidas e o consumo elétrico mais baixo dos SSDs fazem mais diferença.

Os primeiros modelos de SSDs destinados a ultraportáteis utilizam o formato half-slim, com metade do comprimento de um HD de 2.5″ regular, baseados no conector SATA padrão. Entretanto, prevendo o crescimento do setor, a SATA-IO se apressou em criar um padrão miniaturizado, o mSATA (ou mini-SATA) que permite a criação de SSDs mais compactos:

Embora o mSATA utilize o mesmo conector das placas Express Mini, ele mantém o uso da sinalização Serial-ATA. Graças a isso, os SSDs suportam as mesmas taxas de 150 e 300 MB/s do SATA-150 e do SATA-300 e são detectados pelo sistema operacional da mesma maneira que HDs SATA regulares, sem necessidade de novos drivers (ou seja, muda apenas o conector).

Uma observação importante é que os SSDs mSATA são diferentes dos SSDS usados nos primeiros modelos do Eee PC (e em alguns outros notebooks), que embora utilizassem o formato Express Mini, eram ligados ao barramento USB.

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