DVD e Divx no Linux

DVD e Divx no Linux
Hoje em dia não é estranho ouvir que o Linux oferece um melhor suporte a vídeo e DVD que o Windows. Alguns formatos, como o Windows Media ainda são problemáticos, mas pelo menos em relação aos filmes em Divx (inclusive Divx 5) e DVD, o Linux atualmente leva vantagem, pois usando o Mplayer tudo “simplesmente funciona”. Não é preciso ficar baixando vários CODEC’s diferentes, um único aplicativo oferece suporte a tudo.

Temos ainda várias opções de aplicativos baseados na biblioteca do Xine e o Video Lan, que oferecem um suporte um pouco mais limitados, mas são preferíveis em alguns casos.

MPlayer

O MPlayer é atualmente uma espécie de default. Por ser o programa com suporte a mais formatos ele rapidamente de tornou o favorito da grande maioria. O MPlayer “vanila” oferece suporte a todas as versões do Divx (3, 4 e 5), suporte DVDs, incluindo DVDs protegidos e também suporte a vídeos em MPEG e Quick Time sem compressão.

Outro grande atrativo do MPlayer é que ele oferece um excelente suporte a vídeos danificados ou incompletos. Isto é muito útil naqueles casos em que você baixa um Divx pela metade, e quer assistir o que já baixou, sem ter que achar o resto do arquivo. O Mplayer é esperto o suficiente para reconstruir o mapa de frames do arquivo (que normalmente fica no final) e exibir o vídeo normalmente. O índice de sucesso também é muito bom com vídeos danificados, ele consegue “pular” as partes defeituosas e exibir o restante do vídeo sem muitos problemas.

O MPlayer também pode ser usado para assistir vídeos em formatos diversos, que são abertos usando o codec que estiver mais próximo do formato usado, neste casos os resultados são variados, o vídeo pode ficar falhado, sem som ou apenas com som, etc. A regra de ouro do é sempre “fazer o possível” para exibir o vídeo, não importa o quão estranho seja o arquivo.

O grande problema do MPlayer é justamente ser completo demais, incluindo por exemplo o algoritmo de decodificação de DVDs protegidos, o que impede sua distribuição nos EUA. Isso faz com que as principais distribuições não tragam o MPlayer pré-instalado.

Para piorar, no site está disponível apenas o pacote com o código fonte, que é um pouco complicado de compilar em algumas distribuições:

http://www.mplayerhq.hu/

Atualmente pelo menos o segundo problema já está resolvido, graças a vários voluntários que passaram a manter e distribuir pacotes pré-compilados para a maioria das distribuições. Muitas distribuições desenvolvidas fora dos EUA e que não possuem o país como alvo principal também passaram a trazer o MPlayer instalado por padrão, afinal as restrições se aplicam apenas alí.

Se você usa Debian, ou qualquer distribuições compatível com pacotes .deb, como o Knoppix, Xandros. Lycoris, Lindows, etc. pode instalar o MPlayer usando os pacotes do Marillat. Disponíveis no:

ftp://ftp.nerim.net/debian-marillat/index.html

Na página você encontrará links para os pacotes para o Debian Stable, Testing e Unstable. Lembre-se que o Knoppix, Lycoris, Xandros e Lindows utilizam os pacotes do Debian Unstable. Você tem duas opções. Pode baixar os pacotes manualmente e instalar usando o comando “dpkg -i nome_do_pacote.deb” ou pode incluir a seguinte linha no final do arquivo /etc/apt/sources.list :

deb ftp://ftp.nerim.net/debian-marillat/ unstable main

No segundo caso você só precisará rodar o comando “apt-get update” e em seguida instalar uma das versões otimizadas do Mplayer, de acordo com o processador do seu micro:

$ apt-get install mplayer-686

(roda em processadores Pentium II, Pentium III, Celeron, Pentium 4, Athlon e Duron)

$ apt-get install mplayer-k7

(otimizado para processadores Athlon e Duron, roda mais rápido neles que o mplayer-686)

$ apt-get install mplayer-k6

(para processadores K6, K6-2 e K6-3)

$ apt-get install mplayer-386

(uma versão genérica que funciona em qualquer processador, mas é muito lenta)

Como você pode ver, o Mplayer pode ser compilado com otimizações para vários tipos de processadores, o que garante um ganho expressivo de desempenho. É justamente por isso que o Marillat teve o trabalho de gerar tantas versões diferentes.

Junto com o Mplayer é recomendável instalar também o pacote w32codecs, que adiciona suporte a vídeos em wmf, quick time e mais alguns formatos:

$ apt-get install w32codecs

No ftp estão disponíveis vários outros pacotes interessantes, vale à pena dar uma garimpada. O endereço muda de vez em quando, por isso caso ele esteja fora do ar, faça um pesquisa por “Christian Marillat” no Google.

No caso do Mandrake, você pode recorrer aos pacotes do PLF, um grupo de usuários dedicados a produzir e distribuir softwares que não são incluídos no Mandrake por temor de problemas com quebra de patentes, etc. A página é:

http://plf.zarb.org

Existem duas formas de usar estes pacotes. Caso você tenha banda larga, o jeito mais prático é escolher um mirror rápido no http://plf.zarb.org/packages.php, baixar todos os pacotes (cerca de 400 MB) para uma pasta e, a seguir ir instalando os pacotes localmente, usando o urpmi, como em:

# urpmi mplayer-1.0-0.pre3.7plf.i586.rpm
# urpmi mplayer-gui-1.0-0.pre3.7plf.i586.rpm
Nos FTPs estão disponíveis pacotes para várias versões do Mandrake, a partir do 8.1. Dentro da pasta de cada versão estão (entre outras coisas, como os md5sum dos arquivos) disponíveis duas pastas: i586 e athlon.

Na pasta i586 estão os pacotes “genéricos” que funcionam em qualquer processador onde rode o Mandrake, enquanto na pasta athlon estão pacotes compilados com otimização para processadores Athlon e Duron. No caso de alguns programas, como o MPlayer, a otimização resulta num grande aumento de desempenho.

A segunda opção, é adicionar o PLF como fonte de pacotes no urpmi. Isso vai fazer com que o urpmi passe a baixar os pacotes conforme solicitado, como faz o apt-get.

Neste caso acesse a página do Easy Urpmi em:

http://urpmi.org/easyurpmi/index.php

O Easy Urpmi é uma espécie de Wizard via web, onde você escolhe quais pacotes quer e para qual versão e ele te devolve o comando para adicionar a fonte desejada como repositório no urpmi.

Isso é feito em três passos. No primeiro você escolher a versão do Mandrake que está usando. No segundo (opcional) você pode escolher um dos mirrors oficiais para usar como fonte de atualizações. No terceiro passo, que é o que realmente nos interessa aqui, você escolhe o mirror de onde serão baixados os pacotes do plf:
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No final você recebe uma linha que deve ser executada num terminal, como root, como por exemplo:

urpmi.addmedia plf ftp://plf.time4t.net/pub/plf/mandrake/9.2 with hdlist.cz
Lembre-se que você pode selecionar o texto na página e colar direto no terminal usando o botão do meio do mouse.

Caso o mirror escolhido esteja lento ou fora do ar, remova-o no Painel de controle do Mandrake > Adicionar/Remover Programas > Editar fontes de atualização e tente adicionar outro.

Ao terminar você poderá instalar o mplayer através dos comandos:

# urpmi mplayer
# urpmi mplayer-gui
# urpmi win32-codecs

Ou, se preferir, use o Adicionar/Remover Programas no Mandrake Control Center.

Pacotes RPM para o SuSE podem ser baixados no:

http://packman.links2linux.de/?action=128

Pacotes RPM para o Red Hat (e Fedora) podem ser encontrados no:

http://greysector.rangers.eu.org/mplayer.html

Existem pacotes do MPlayer disponíveis no Mandrake Club e nas versões recentes do SuSE, mas em ambos os casos é uma versão castrada, sem suporte a DVDs e a vários formatos de vídeo, que receberam fortes protestos por parte da equipe de desenvolvimento. Se você for usar o MPlayer, instale através das fontes que citei ou baixe diretamente do site.

O comando para abrir a interface gráfica do Mplayer é “gmplayer“. Se você estiver usando o KDE, clique com o botão direito sobre os arquivos dos vídeos, selecione a opção “Abrir com” escreva “gmplayer” no espaço para o comando e marque a opção “lembrar da associação de aplicativo para este tipo de arquivo”. Assim os vídeos passarão a ser abertos automaticamente no Mplayer quando você clicar sobre eles.

A partir do Mplayer 1.0pre1 as legendas são abertas automaticamente, basta colocá-las na mesma pasta do arquivo de vídeo, deixando ambos com nomes iguais com excessão da extensão, como em filme.avi e filme.sub. Mesmo caso a legenda esteja com um nome diferente, o Mplayer ainda vai tentar encontrar e abrir o arquivo usando um algoritmo de associação.

Clique com o botão direito sobre a janela principal e você verá as opções para abrir vídeos, legendas, DVDs e VCDs:

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Acessando o menu “Preferences” você tem acesso a mais algumas opções importantes. No menu vídeo você escolhe o driver de vídeo que será usado. O default é o X11, que funciona (teoricamente) em todas as placas de vídeo e possui uma qualidade de imagem muito boa. O problema é que o X11 é todo processado via software, por isso também é o mais lento, principalmente ao ativar o modo de tela cheia.

A segunda opção é o xv, que já utiliza a interpolação via hardware disponível na grande maioria das placas modernas. Ele já consegue exibir vídeos em tela cheia sem perda de desempenho, mas a qualidade da imagem não é a mesma, principalmente na temperatura de cor. Os resultados variam de acordo com o modelo da placa de vídeo.

A terceira opção é o xvidix que também oferece aceleração via hardware e uma qualidade de imagem semelhante à do X11, mas em compensação é compatível com menos placas.

Finalmente temos o xmga, o driver otimizado para placas Matrox G200, G400, G450 e G550 e o dxr3, que ativa o suporte à placas dxr3, vendidas em muitos kit’s de DVD da Creative.

A opção Enable Double Buffering é importante para a qualidade de exibição, pois permite que o software processe simultaneamente dois quadros ao invés de um, permitindo que enquanto o primeiro quadro está sendo exibido, o seguinte já esteja pronto para ser exibido, evitando delays e perda de frames. Esta opção exige mais processamento, por isso pode ser desabilitada para melhorar o desempenho em micros antigos.

O Enable Frame Dropping permite assistir vídeos em alta resolução mesmo em máquinas lentas. O software simplesmente vai descartando alguns frames, de acordo com o processamento disponível. O vídeo fica pulado, mas pelo menos você consegue assistir.
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Na aba Audio você pode alterar o driver de audio usado. O Alsa9 é o que oferece melhor qualidade, mas só vai funcionar caso a sua placa de som seja suportada pelos drivers Alsa e eles estejam ativados. As outras opções podem ser testadas em caso de problemas.
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Na aba Misc você encontra mais algumas opções que podem melhorar a qualidade ou desempenho do vídeo.

Se você tem um processador muito rápido, ative o Enable postprocessing, assim os ciclos livres serão utilizados para melhorar a qualidade da renderização dos vídeos em Divx.

Ao assistir vídeos a partir de um CD, DVD ou um compartilhamento de rede, aumente o valor da opção Cache. Ela permite determinar a quantidade de vídeo já processado será armazenado na memória. Quanto maior o valor, maior será a “reserva” a ser exibida em casos de interrupções temporárias no fornecimento de dados.O cache grande vai ser muito útil ao assistir um filme gravado num CD riscado por exemplo.

Os valores do DVD device e CD-ROM device precisam estar corretos, caso contrário você não conseguirá asisstir nada a partir deles. Em caso de problemas com os links padrão, experimente fornecer diretamente o device do drive, como em: /dev/hdc (mestre da segunda IDE) ou /dev/hdd (slave da segunda IDE). Caso você tenha um gravador de CDs o dispositivo correto pode ser /dev/sda ou /dev/sr0 (dependendo da distribuição).

Os leitores e gravadores de CD USB também são detectados como se fossem dispositivos SCSI, por isso também aparecem como /dev/sr0 ou /dev/sr1. Em geral eles são detectados automaticamente pelo hotplug, encontrado em praticamente todas as distribuições atuais. Você precisa apenas plugar o drive e aguardar alguns instantes.
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Existe também a opção de chamar o Mplayer via linha de comando, mesmo a partir de um terminal de texto puro, usando o driver svga, frame-buffer ou mesmo exibindo o vídeo usando caracteres de modo texto. Algumas mini-disitribuições, como por exemplo o e-movix utilizam estas opções para exibirem vídeos mesmo sem ter o X instalado. Alguns exemplos de comandos para assistir os vídeos a partir do modo texto:

$ mplayer -vo svga filme.avi

(usa o driver svga, tela cheia, funciona na maioria das placas)

$ mplayer -vo vesa filme.avi

(funciona em algumas placas onde o svga não roda)

$ mplayer -vo fbdev filme.avi

(usa frame-buffer, só funciona se o frame buffer estiver ativo na configuração do lilo. Abra o arquivo /etc/lilo.con e procure pela linha “vga=” deixe em “vga=788” para 800×600 ou “vga=791” para 1024×768).

$ mplayer -vo aa filme.avi

(exibe o filme usando caracteres de texto. Dá um efeito interessante, mas a qualidade não é lá essas coisas. O legal é que funciona mesma usando um monitor CGA).

No manual você encontra as opções para ativar legendas, assistir DVDs, VCDs, frameskipping, etc. são realmente muitas opções, você pode dar uma garimpada no manual: man mplayer

Xine

A libxine, é uma biblioteca compartilhada por muitos programas, o primeiro foi o próprio Xine e em seguida vieram muitos outros, como o gXine, Toten e o Kaffeine, incluído no Kurumin. Estes programas variam em recursos e opções de interface, mas o nível de compatibilidade é basicamente o mesmo.

Em suas primeiras versões o Xine oferecia uma compatibilidade muito inferior à do Mplayer, mas o projeto cresceu rapidamente e hoje em dia compete de igual para igual.

O Kaffeíne é um player nativo do KDE, o que garante uma melhor integração no Kurumin, já que usa o KDE por padrão. A interface é bem construída, com acesso fácil às funções e suporte a legendas (no Xine e no Toten só é possível usá-las via linha de comando)

Um pequeno extra é que ao abrir um MP3 ou outro formato de audio ele ativa um plug-in de visualização, daqueles hipnóticos, algo parecido com o que o Media Player do Windows faz.

O Kaffeine inclui também um plug-in que se integra ao Mozilla e Firefox, permitindo assistir alguns formatos de streaming via net, principalmente vídeos em Quick Time.

O kaffeineplugin é um programa relativamente pequeno, que apenas direciona os arquivos para o kaffeine propriamente dito. Ao instalar o kaffeine pelo apt-get (apt-get install kaffeine), os arquivos kaffeineplugin.so e kaffeineplugin.la na pasta /usr/lib/mozilla/plugins/, mesmo que o Mozilla não esteja instalado no sistema. Ao usar outro navegador, como o Firefox, você deve criar links simbólicos dentro da pasta de plugins do navegador, apontando para a pasta /usr/lib/mozilla/plugins/ (assim como no caso do Java) e não tentar copiar os arquivos diretamente. Para criar os links para o Firefox por exemplo, use os comandos:

# ln – usr/lib/mozilla/plugins/kaffeineplugin.so /usr/lib/firefox/plugins/kaffeineplugin.so
# ln -s /usr/lib/mozilla/plugins/kaffeineplugin.la /usr/lib/firefox/plugins/kaffeineplugin.la

A partir do 3.0, o Kurumin já vem com o Kaffeineplugin pré-instalado.

Para a maioria dos vídeos ser exibida corretamente você precisará instalar o pacote w32codecs (apt-get install w32codecs) que adiciona compatibilidade com arquivos em Quick Time (no formato compactado), WMF e Real Vídeo.

Ao abrir uma página com vídeo, o Kaffeine Starter entra em ação, carregando o vídeo e abrindo uma janela separada do Kaffeine Player, que se encarrega de exibir o vídeo.

O grande problema com os formatos de streaming são as chaves de encriptação usadas para dificultar a cópia dos arquivos. O Kaffeine suporta muitas destas chaves, o que permite asisstir a uma grande parte dos vídeos, mas ainda não todos.

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Video Lan

O Video Lan é uma solução um pouco mais ambiciosa. Ele não se limita a ser apenas um player de vídeo, mas tenta ser uma solução completa para streaming de vídeo, composta de um cliente e um servidor central.

O servidor pode ser usado como um servidor de streamig para toda a rede local, Intranet ou até mesmo para a Internet, enquanto o cliente contata o servidor para exibir os vídeos disponíveis. A página oficial é a: http://www.videolan.org/vlc/

O cliente está disponível para várias plataformas, incluindo Linux, Windows, OS X, BeOS e Familiar (uma distribuição Linux para handhelds, como o Compaq Ipaq). Como os vídeos ficam todos armazenados no servidor Central e o Cliente apenas decodifica e exibe os vídeos, o uso do Video Lan abre algumas possibilidades interessantes, como por exemplo asssistir vídeos num handheld com placa de rede wireless.

Naturalmente o Video Lan também pode ser usado localmente, como se fosse outro player de vídeo qualquer, neste caso você só precisa do Video Lan Client (VLC para os íntimos). Este é justamente o uso mais comum, já que nem todo mundo precisa de um super servidor de streaming doméstico 😉

O VLC está disponível entre os pacotes do debian unstable. Para instalá-lo no Kurumin ou outras distribuições derivadas do Debian, use os comandos:

# apt-get install vlc/unstable
# apt-get install wxvlc libdvdcss2

Se houver algum problema na instalação de uma das dependências o apt reportará um erro como:

dpkg: erro processando /var/cache/apt/archives/libxv1_4.3.0-7_i386.deb (–unpack):
tentando sobrescrever `/usr/X11R6/lib/libXv.so.1.0′, que também está no pacote xlibs

Erros foram encontrados durante processamento de:
/var/cache/apt/archives/libxv1_4.3.0-7_i386.deb

Force a instalação usando o comando “dpkg -i -force-all“, seguido do comando “apt-get -f install“, como em:

# dpkg -i –force-all /var/cache/apt/archives/libxv1_4.3.0-7_i386.deb
# apt-get -f install

No Kurumin já está disponível um ícone mágico, na seção “Vídeo Som e Multimídia” que automatiza o processo.

Para instalar no Mandrake você precisará primeiro adicionar o PLF como fonte de atualização, como fizemos ao instalar o Mplayer. Feito isso, rode o comando:

# urpmi libdvdcss2 libdvdplay0 wxvlc vlc-plugin-a52 vlc-plugin-ogg vlc-plugin-mad

Se preferir, você pode baixar os pacotes manualmente a partir de um dos mirrors do plf, disponíveis em: http://plf.zarb.org/packages.php

Para instalar todos os pacotes a partir de uma pasta, use o comando “urpmi *.rpm

Os pacotes para o Red Hat ou Fedora, estão disponíveis no:

http://www.videolan.org/vlc/download-redhat.html

Para instalar, basta baixar todos no mesmo diretório e depois instalar tudo de uma vez usando o comando “rpm -ivh *.rpm“. Da última vez que verifiquei, estava disponível um arquivo compactado, chamado vlc-binary.tar.gz que reunia todos os pacotes, facilitando o download.

O VLC também possui uma versão for Windows, que você pode baixar no:

http://www.videolan.org/vlc/download-windows.html

Existem várias interfaces disponíveis para o VLC. A mais antiga é a wxvlc (apt-get install wxvlc), que tem um visual rústico:

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Outra opção é o gnome-vlc (apt-get install gnome-vlc) que é semelhante ao wxvlc mas é baseado na biblioteca GTK2 do Gnome. As outras duas opções são o qvlc e o kvlc que utilizam a biblioteca Qt do KDE. Estas quatro interfaces possuem funções semelhantes, é só questão de gosto.

O VLC pode ser chamado também via linha de comando, basta usar o comando vlc seguido do arquivo de vídeo que será exibido:

$ vlc video.avi

Asisstindo DVDs

No Linux, o drive de DVD geralmente é reconhecido como se fosse um leitor de CD-ROM normal. Isso é perfeitamente normal e não faz diferença alguma, pois de qualquer forma o sistema será capaz de ler os DVDs normalmente. O mesmo acontece ao gravar um DVD no K3B por exemplo. A única grande diferença entre gravar um CD e um DVD é que as imagens ISO são maiores.

Mas, em se tratando dos filmes em DVD, existe o problema das regiões e encriptação dos DVDs.

Uma das grandes preocupações da indústria cinematográfica, é manter o cronograma de lançamentos dos filmes nos cinemas e em vídeo nos diversos países do mundo. Normalmente os filmes são lançados primeiro no mercado norte-americano e em seguida legendados ou dublados e lançados sucessivamente nos demais países do mundo. Isto significa que muitas vezes, um filme que só agora está entrando em cartaz nos Cinemas do Brasil já foi lançado em vídeo a um bom tempo nos EUA. A história fica ainda mais complicada no caso de filmes feitos em parceria entre duas ou mais gravadoras, onde normalmente cada uma fica com os direitos de distribuição em uma parte do mundo.

Para evitar que os filmes lançados em DVD possam ser assistidos fora da área onde foram lançados, os fabricantes criaram o recurso de zoneamento, dividindo o mundo em 6 regiões, numeradas de 1 a 6. O Brasil faz parte da zona 4, junto com o restante da América Latina, Austrália e Oceania. Os DVD-Players destinados a uma região não lêem DVDs destinados a outras regiões.

O recurso de zoneamento é formado por uma combinação de hardware e software. O número da região é gravado no DVD junto com o filme, enquanto o DVD-Player possui, gravado em firmware, o software capaz de ler os dados referentes à região e bloquear a leitura do disco caso o disco destine-se a uma região diferente.
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Para garantir a aplicação da trava por região e dificultar cópias, os filmes são encriptados num sistema chamado CSS.

Temos um conjunto de 400 algoritmos de encriptação. O filme é gravado no DVD de forma encriptada, usando aleatoriamente qualquer um dos algoritmos disponíveis. O DVD Player por sua vez, possui as chaves de desencriptação armazenadas em firmware.

A princípio este sistema parecia garantir uma boa segurança. Porém, em outubro de 99 o algoritmo foi crackeado e disponibilizado na Internet. Isso permitiu que fossem desenvolvidos softwares para assistir DVDs também no Linux.

Para assistir filmes em DVD no Linux, além do Mplayer, Xine ou Video Lan, você precisará instalar ainda mais dois pacotes.

O primeiro é o libdvdread, que adiciona a funcionalidade básica para que o Linux seja capaz de reconhecer os arquivos de filmes, suporte as várias opções de legenda e áudio e assim por diante. Você pode baixa-lo no: http://freshmeat.net/projects/libdvdread

Apenas com o libdvdread você conseguirá assistir apenas os DVDs sem proteção, como a maioria dos distribuídos em revistas. A maioria dos filmes distribuídos pelos grandes estúdios são encriptados, o que torna necessária a instalação de um segundo pacote, o libdvdcss, que pode ser baixado aqui: http://www.videolan.org/libdvdcss

Um detalhe interessante é que o libdvdcss é considerado ilegal nos Estados Unidos por causa do DMCA, aquela lei tão controvertida que transforma em criminoso qualquer um que desenvolva ou utilize qualquer software que quebre algum sistema de proteção desenvolvido pela indústria. Felizmente, isto não se aplica a nenhum outro país do mundo, sendo assim, você pode usar o pacote sem medo.

O libdvdcss permite assistir filmes de qualquer região, independentemente da região usada pelo seu leitor. Isso acontece por que o libdvdcss acessa os dados armazenados no DVD diretamente, e faz todo o trabalho de desencriptação necessário internamente, sem depender do software armazenado no firmware do leitor.

O Ogle, junto com o Xine a partir da versão 0.9.13 já suportam também a exibição de menus interativos. Caso você esteja utilizando uma versão antiga do Xine, basta atualizar o programa. Não estou por dentro de como anda o suporte no Mplayer e no Video Lan, mas creio que já deve ter sido incluído nas versões recentes.

Para assistir filmes em Divx você precisa baixar o codec disponível no: http://www.divx.com/divx/linux

Para instalá-lo basta descompactar o arquivo (que tem pouco mais de 300 KB) e executar o arquivo install.sh:. Depois de instalado basta abrir o Xine (ou o programa que estiver usando) e abrir os filmes normalmente. Para abrir um arquivo no Xine clique no botão “MRL Browser” (o ícone com um “://”), em seguida em “file” e finalmente sobre o arquivo a ser exibido.

Naturalmente também existem programas para ripar DVDs. Um dos com mais recursos é o Drip, que você pode baixar no: http://drip.sourceforge.net

Ele é capaz de ripar tanto DVDs sem proteção, quanto títulos protegidos, utilizando o libdvdcss que também deve estar instalado. Ele oferece vários filtros de cor e som (ajuste de temperatura de cor, filtro de eliminação de ruído e assim por diante) e é capaz de ripar também as legendas (tanto como arquivos separados quanto mescladas com o filme) e também comprimir os arquivos gerados em vários formatos, incluindo o Opendivx e o DIVX, que são dois formatos livres compatíveis com o divx. Para isso é necessário instalar o avifile, disponível aqui: http://avifile.sourceforge.net

Vale lembrar que piratear filmes em divx é ilegal e moralmente questionável. Embora seja seu direito ripar e converter os seus DVDs legalmente comprados para uso pessoal, os autores dos programas não são responsáveis pelo mau uso que você possa dar a ele. Seja responsável.

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