SliTaz: Gerenciamento de pacotes, instalação e mais dicas

O SliTaz utiliza um gerenciador de pacotes próprio, o “Tazpkg”, que é um gerenciador minimalista, escrito em shell script. Os pacotes utilizam um formato muito similar ao utilizado pelos pacotes do Slackware, mas incluem um arquivo de descrição (receipt), que adiciona um sistema simples de de verificação de dependências.

Além de usar o gerenciador gráfico, você pode também usar o Tazpkg diretamente via linha de comando. Para isso, comece atualizando a lista de pacotes, usando o:

# tazpkg recharge

A partir daí, para baixar e instalar um pacote, use o “tazpkg get-install”, como em:

# tazpkg get-install mplayer

Para remover um pacote instalado, use o “tazpkg remove”, como em:

# tazpkg remove gimp

Como pode ver, o Tazpkg é bastante simples de usar, não muito diferente do apt-get ou do yum, por exemplo. A principal limitação é que o uso de um repositório próprio faz com que a lista dos pacotes disponíveis seja pequena se comparada a outras distribuições.

Está disponível também o Tazusb (disponível no “Menu > System Tools”), um pequeno utilitário que permite gerar um pendrive bootável com o sistema. Embora ele possa ser instalado em uma partição FAT32, é fortemente recomendável que você reformate o pendrive, criando uma pequena partição (de 500 MB ou menos) formatada em EXT3 e a use para a instalação do SliTaz. A vantagem de fazer isso é que a partição EXT3 pode ser usada para armazenar o home, diferente de uma partição FAT. Está disponível também o Tazlito, que permite gerar uma versão personalizada do Live-CD, incluindo os pacotes que tiver instalado:

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Além de ser usado em modo live, o SliTaz suporta a instalação no HD (ou em pendrives) o que permite instalá-lo e usá-lo a partir do disco, assim como em uma distribuição tradicional. Antes de instalar (usando o “Menu > System Tools > SliTaz Installer”), é necessário criar as partições usando o Gparted, também incluído no sistema. A instalação é bem simples, consistindo apenas em indicar a partição de instalação, definir o nome da máquina, esperar 45 segundos (ou menos) enquanto os arquivos são copiados e instalar o gerenciador de boot.

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O instalador do SliTaz (pelo menos até a versão 2.0) oferece apenas a opção de instalar ou não o grub na MBR, sem a opção de instalá-lo no primeiro setor da partição, como em outras distribuições. Se você estiver instalando o SliTaz em dual-boot com outra distribuição e não quiser que ele substitua o gerenciador de boot da distro já instalada, cancele a instalação do grub e, depois de reiniciar, edite o arquivo “/boot/grub/menu.lst” da outra distribuição, adicionando uma nova seção para iniciar o SliTaz, como em:

title Slitaz
root (hd0,1)
kernel /boot/vmlinuz-2.6.25.5-slitaz root=/dev/sda2

Nesse exemplo, o SliTaz foi instalado na segunda partição do HD, em uma máquina com um HD SATA. Veja que a segunda linha especifica a localização dentro da sintaxe do grub, enquanto na terceira linha é especificado diretamente o device da partição.

Por default, o SliTaz cria o usuário “tux” (sem senha) e usa a senha “root” para o root, o que é, naturalmente, uma configuração bastante insegura. É importante trocar as senhas logo no primeiro boot, usando o comando “passwd”. Como de praxe, você pode também adicionar novos usuários usando o “adduser”.

Como o SliTaz utiliza um servidor X minimalista (o Xvesa), você pode ter problemas em alguns aplicativos que utilizam aceleração gráfica. Um bom exemplo é o próprio Mplayer, que só consegue exibir vídeos depois que você altera o driver de vídeo padrão de “xv” para “x11” na configuração.

Para solucionar o problema, você pode abrir mão da simplicidade e instalar o X.org completo. Para isso, instale o pacote “xorg-server” usando o Tazpkg:

# tazpkg get-install xorg-server

Em seguida, veja os drivers disponíveis usando o “tazpkg search xorg-xf86-video” e instale o driver apropriado para a sua placa de vídeo, como em:

# tazpkg get-install xorg-xf86-video-intel

A partir daí, fica faltando apenas gerar a configuração do X usando o comando “Xorg -configure” e copiar o arquivo para a localização correta:

# Xorg -configure
# cp /root/xorg.conf.new /etc/X11/xorg.conf

Concluindo, embora não ofereça todos os recursos de uma distribuição “completa”, como o Ubuntu ou o Mandriva, o SliTaz oferece a vantagem de ser muito rápido e leve, podendo ser usado mesmo em micros com poucos recursos. A instalação de novos pacotes e a configuração básica do sistema é também bastante simples, graças aos utilitários incluídos.

Naturalmente, você vai sentir falta de muitos recursos (afinal, estamos falando de uma distribuição com apenas 29 MB), mas ele pode atender bem a alguém que precisa apenas navegar, assistir vídeos e executar outras tarefas simples.

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