Slax: Módulos adicionais, personalização e outras dicas

Voltando à questão da instalação de softwares adicionais, alguns dos módulos são pacotes compilados especialmente para o Slax, mas a grande maioria são apenas versões reempacotadas de pacotes do Slackware (ou, em alguns casos, de pacotes do Debian). Isso nos leva a uma constatação óbvia: você pode simplesmente bipassar o sistema de módulos e instalar diretamente pacotes da versão correspondente do Slackware. Basta copiar os pacotes desejados para um pendrive ou outra mídia (ou simplesmente baixá-los via web a partir do ftp://ftp.slackware-brasil.com.br/ ou outro mirror) e instalá-los usando o installpkg.

Isso também funciona para servidores e serviços de sistema em geral (SSH, Squid, Apache, etc). Para instalar o servidor SSH no Slax, por exemplo, instale o pacote “openssh” que está dentro da pasta “slackware/n/” do CD ou mirror de instalação do Slackware.

Ao instalar o pacote, será criado o arquivo “/etc/rc.d/rc.sshd”, o script que permite inicializá-lo. Para usá-lo, você precisa primeiro transformá-lo num executável, usando o comando:

# chmod +x /etc/rc.d/rc.sshd

… e, em seguida, inicializar o servidor SSH, usando o:

# /etc/rc.d/rc.sshd start

Outra opção, mais elegante, é transformar o pacote do Slackware em um módulo do Slax, que você pode simplesmente copiar para a pasta “slax/modules” do pendrive. A conversão é feita usando o comando “tgz2lzm”, que faz parte do Slax. Basta indicar o arquivo .tgz e o arquivo que será gerado (você pode escolher o nome, mas é necessário manter a extensão .lzm), como em:

# tgz2lzm synergy-1.3.1-i486-1.tgz synergy.lzm

Você pode também configurar o sistema para executar comandos e abrir aplicativos automaticamente durante o boot seguindo o processo tradicional. Comandos para inicializar serviços e outros executados pelo sistema devem ser colocados no final do arquivo “/etc/rc.d/rc.local” e atalhos para aplicativos que devem ser abertos durante o carregamento do KDE devem ser copiados para a pasta “.kde/Autostart/” dentro do home.

O suporte a redes wireless no Slax é fraco se comparado a outras distribuições, já que ele inclui um conjunto reduzido de drivers, não inclui nenhum utilitário de configuração e também não inclui o wpa_supplicant, que é necessário para se conectar a redes com encriptação WPA ou WPA2. Para se conectar à rede, você precisaria seguir as dicas do tópico sobre configuração da rede wireless no Slackware, instalando o wpa_supplicant e configurando a rede manualmente.

O mesmo vale para outros utilitários de configuração usados no Slackware, como o alsaconf para detectar a placa de som e o pppoe-setup para configurar conexões ADSL PPPoE. Entretanto, o Slax realiza muitas etapas de configuração automaticamente (ele detecta a placa de vídeo e a resolução correta do monitor, detecta a placa de som, carrega o ambiente gráfico automaticamente, etc.) o que reduz muito o trabalho de configuração do sistema se comparado ao de uma instalação limpa do Slackware.

Podemos dizer que o Slackware serve bem como uma distribuição para aprender, que deixa você configurar tudo manualmente e entender como o sistema funciona, enquanto o Slax se propõe a ser uma versão simplificada do sistema, mais prática de usar.

Em versões antigas, o Slax incluía o “Slax Installer”, um instalador simples, que se encarregava de instalá-lo no HD, criando uma mini-instalação do Slackware. Entretanto, o instalador foi removido das versões atuais, dando lugar ao uso dos módulos e à instalação em pendrives. Naturalmente, é possível usar os mesmos passos da instalação em pendrives para “instalar” o sistema em uma partição do HD, mas ele continua trabalhando em modo live-CD, usando os módulos compactados, assim como ao ser instalado no pendrive.

Pesquisando no Google é possível encontrar versões alternativas do script de instalação, que permitem instalar as versões atuais no HD, mas nesse caso seria mais recomendável simplesmente fazer uma instalação normal do Slackware. O forte do sistema é mesmo a possibilidade de rodar de forma eficiente a partir de um pendrive.

Concluindo, temos mais um recurso interessante do sistema, que é a possibilidade de criar CDs personalizados a partir do próprio site:

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Para usá-lo, basta acessar o http://www.slax.org/build.php e usar a opção “Add more modules”, marcando os módulos adicionais que devem ser adicionados na imagem. As opções da página disparam um conjunto de scripts, que fazem com que o servidor gere um novo arquivo ISO, incluindo os componentes marcados, e ofereça o link para download da versão customizada.

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