Tiny Core

O Tiny Core é uma mini-distribuição relativamente nova, desenvolvida por um time de desenvolvedores dissidentes do Damn Small Linux. Ele eleva o termo “minimalista” a um novo patamar, com inacreditáveis 10 MB.

Diferente do que poderia parecer à primeira vista, não se trata de alguma mini-distribuição em modo texto, apenas com alguns utilitários básicos, mas sim de um sistema relativamente completo, com ambiente gráfico e um gerenciador de pacotes que permite instalar aplicativos adicionais. A ideia é oferecer um sistema minimalista, que rode com desenvoltura em qualquer máquina, no qual você possa adicionar os softwares desejados através de módulos. A página oficial é a http://www.tinycorelinux.com/.

Uma das vantagens de ser tão pequeno é que ele roda inteiramente a partir da memória RAM. Diferente de outras distribuições, onde o kernel (o arquivo /boot/vmlinuz) é copiado para a memória RAM no início do boot e o restante do sistema é inicializado a partir do HD ou CD-ROM, no Tiny Core todo o sistema é armazenado em um arquivo compactado que, assim como o kernel, também é descompactado na memória RAM logo no início do boot.

Como pode imaginar, isso faz com que ele seja extremamente rápido, já que o único gargalo é o barramento entre o processador e a memória, mas, por outro lado, também exige diversas concessões. Em vez de utilizar o X.org, por exemplo o Tiny Core é baseado no Tiny X, um servidor gráfico que utiliza os modos VESA (com alguns tweaks para aumentar o volume de resoluções suportadas) para acesso direto ao vídeo. Ele inclui também apenas um pequeno conjunto de módulos de kernel, o que limita o suporte a dispositivos.

Por default, o Tiny Core não inclui praticamente nenhum aplicativo (afinal, se viesse com o Firefox e o OpenOffice, não poderia ser chamado de “Tiny Core” :p), de forma que a primeira coisa a fazer é abrir o appbrowser e instalar alguns módulos de aplicativos. Para isso, clique no “Connect > TCZ” e escolha entre os módulos da lista:

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O gerenciador é surpreendentemente competente, baixando também as eventuais dependências das extensões, tudo automaticamente. Embora a facilidade de uso não esteja entre as prioridades, o Tiny Core é bastante intuitivo. Conforme você vai instalando módulos, são criados ícones para os aplicativos na barra inferior, que faz o papel de lançador de programas:

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O ponto fraco da abordagem é que os módulos precisam ser desenvolvidos especialmente para o Tiny Core e, como não é possível (pelo menos nas versões iniciais) instalar pacotes de outras distribuições, você fica limitado aos módulos existentes. Entretanto, não deve demorar para que alguém apareça com alguma maneira de converter pacotes do Slackware ou do Debian em módulos do Tiny Core, o que resolveria o problema.

Muitos componentes que damos certos em outras distribuições, precisam ser instalados através do gerenciador. Para adicionar o suporte a placas wireless, por exemplo, você precisa instalar os módulos “wireless”, “wireless_tools” e “wpa_supplicant”.

O gerenciador de janelas é o JWM (o mesmo usado no Puppy), configurado para se comportar de maneira similar ao Fluxbox, onde o iniciar é acessado clicando com o botão direito sobre uma área vazia da área de trabalho.

Para poupar espaço, o Tiny Core utiliza o BusyBox como interpretador de comandos (no lugar do Bash), mas você perceberá que a maioria dos comandos básicos estão disponíveis. O ícone para o terminal na barra abre um terminal em modo de usuário, mas você pode abrir um terminal de root no “XShells > Root Access > Light”.

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