Internet Explorer no Linux

Internet Explorer no Linux

Webmasters que usam Linux certamente precisam testar algumas páginas no Internet Explorer, o navegador mais usado, já que vem com o Windows, que é de longe o sistema operacional mais usado no mundo. Manter dual boot apenas para esta tarefa é um desperdício de espaço em disco. Máquinas virtuais são uma solução, mas também desperdiçam espaço. Dois computadores? Pode ser, mas e a praticidade, cadê? Seria melhor rodar “diretamente”, assim:

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Para usuários comuns (não desenvolvedores web), sinceramente não vale a pena, a não ser que a pessoa seja obstinada pelo IE.

Não é de hoje que é possível rodar o IE dentro do Linux, com o Wine. Mas a instalação não é tão fácil, o IE é tão integrado ao Windows (assim como o Konqueror ao KDE, eu diria) que é muito difícil rodá-lo sem arquivos do Windows, além de diversas configurações a serem feitas. Que tal se houvesse um programa que instalasse o IE no Linux, e o deixasse pronto para uso?

Pois bem, existe, e é de um brasileiro 🙂

É o IEs 4 Linux, usando a pronúncia do 4 em inglês, “four”. Seria “IEs for Linux”, “Internet Explorers para Linux” (no plural, por permitir rodar várias versões). É basicamente um script que faz isso sozinho, ele baixa o IE do site da Microsoft e o instala.

Baixe o script e leia mais instruções em:

http://www.tatanka.com.br/ies4linux/page/Main_Page

Durante a execução serão feitas algumas perguntas. Você pode ir deixando os padrões ou alterar algumas coisas, como escolher o idioma do IE, as pastas de instalação, etc.

Ele requer o Wine instalado, é claro, além do cabextract (instale rapidamente usando o gerenciador de pacotes da sua distro). Na prática você não precisa ter o Windows, não é necessário usar o CD nem mantê-lo no HD, pois o IEs 4 Linux se encarrega de baixar os arquivos necessários do site da própria Microsoft (e são poucos). Se você quiser ver como fazer a instalação manual, basta curiar o script 😉

Assim fica fácil abrir aqueles sites que só funcionam no IE, além de poder testar as páginas nesse navegador. A compatibilidade com o IE7 ainda é um pouco complicada, é bom instalar e usar o 6. Mesmo assim, o 7 não tem quase nada de diferente na estrutura, só na interface, o que para testar sites está de bom tamanho. Usar como navegador mesmo não lhe trará necessariamente muito mais riscos em termos de segurança, pois se você baixar um vírus usando qualquer navegador do Linux e rodá-lo com o Wine, ele (o vírus) poderia atacar da mesma forma. Claro que é bem diferente, muitos programas se configuram para inicializar automaticamente com o Windows, o que seria ignorado pelo Wine, de forma que não ficam “vírus residentes”. Mas eles poderão ter acesso e se quiser, apagar os seus arquivos (aqueles que a conta usada para rodar o Wine possuir direitos de escrita). Aí entra a velha história da responsabilidade, que é do usuário 🙂

Limpeza no HD!

Não se esqueça que os programas gravam arquivos temporários, e não os apagam. Na pasta “temp” dentro da pasta do windows do wine (“~/.wine/windows/temp”), ficam os temporários usados. Entre nela de vez em quando e apague tudo o que tiver lá dentro (estando com os programas para Windows fechados, claro). Uma dica também seria usar programas limpadores de temporários para Windows, quando eles rodarem no Wine.

Caso sua pasta do Wine fique cheia de porcaria ou corrompida, não precisa reinstalá-lo. Até porque isso não resolveria o problema, visto que as configurações ficariam mantidas. Basta apagar a pasta “.wine” dentro da sua pasta home, e depois chamar o winecfg novamente.

É isso, com estas e outras dicas e noções encontradas em vários sites, você pode fazer um uso melhor e mais consciente do Wine.

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