Baixando e instalando

A versão estável atual do Debian (enquanto escrevo) é o Lenny, lançado em 14 de fevereiro de 2008. Ele é composto por nada menos do que 5 DVDs (ou 31 CDs!), que totalizam 23.2 GB de download. Entretanto, como pode imaginar, estes DVDs todos incluem uma cópia completa dos repositórios oficiais, que é necessária apenas para quem realmente quer fazer uma instalação completa do sistema e não quer correr o risco de precisar baixar pacotes adicionais.

Para situações normais, você pode escolher entre baixar apenas o primeiro CD ou o primeiro DVD.

Os pacotes são organizados dentro das mídias com base na relevância, de forma que a primeira mídia contém os pacotes mais usados e a segunda contém os seguintes, uma organização que vai até a última mídia, que contém os pacotes mais incomuns.

Graças a isso (tanto no caso do CD quanto do DVD), a primeira mídia inclui quase todos os pacotes necessários para fazer uma instalação básica do sistema e o instalador se encarrega de baixar outros pacotes que sejam usados (como os pacotes de tradução para o português do Brasil) durante a própria instalação, usando qualquer conexão disponível.

Se você tem uma conexão de banda larga, outra opção é baixar o NetInstall, uma imagem de 180 MB que inclui apenas os pacotes básicos do sistema e baixa o restante dos pacotes selecionados durante a instalação:

Site Oficial: http://debian.org/
Download
: http://www.debian.org/CD/http-ftp/
Wiki
: http://wiki.debian.org/
Blogs
: http://planet.debian.net/
Comunidade no Brasil
: http://www.forumdebian.com.br/

Você pode também acessar diretamente o servidor de download no Brasil no http://ftp.br.debian.org/debian-cd/.

Como o Debian possui versões para diversas arquiteturas e as imagens de boot estão disponíveis em diversos formatos, a organização dos diretórios nos mirrors acaba sendo pouco intuitiva. As imagens dos DVDs estão disponíveis na pasta “debian-cd/5.x.x/i386/iso-dvd/” (ou debian-cd/5.x.x/amd64/iso-dvd, no caso da versão de 64 bits) as dos CDs na pasta “debian-cd/5.x.x/i386/iso-cd/” e a dos live-CDs na pasta “debian-cd/5.x.x-live/i386/iso-cd/”.

O release estável atual do Debian é o Lenny que, assim como os nomes de todos os demais releases do Debian, tem o nome baseado em um personagem do filme Toy Story, onde o Lenny é o par de binóculos andante.

Ao dar boot pelo CD ou DVD, a primeira escolha é utilizar o tradicional instalador em modo texto (que é muito similar ao utilizado pelo alternate CD do Ubuntu) ou o novo instalador gráfico, que é uma novidade do Lenny. Na verdade, o instalador gráfico nada mais é do que uma interface em GTK para o instalador em modo texto, o que faz com que as opções em ambos os casos sejam basicamente as mesmas.

Na época em que surgiu a ideia de criar o instalador gráfico, muitos desenvolvedores defenderam o uso do Anaconda (o instalador usado no Fedora), mas ele acabou sendo abandonado em favor do instalador próprio devido a uma questão muito simples: em vez de se limitar aos PCs, o Debian suporta várias plataformas, uma característica da qual os desenvolvedores se orgulham bastante. Para usar o Anaconda, precisariam portá-lo para cada uma das plataformas suportadas, o que levou à conclusão de que desenvolver uma interface gráfica para o instalador tradicional seria a melhor saída.

Como de praxe, você pode também especificar opções de boot para solução de problemas, como em “installgui acpi=off” ou “installgui noapic”. Para isso, pressione a tecla TAB para ter acesso à linha com as opções de boot.

Está disponível também uma instalação em modo expert, que oferece um controle muito maior sobre a instalação (você pode indicar se quer utilizar o Debian Stable, Testing ou Unstable e escolher individualmente quais pacotes instalar, por exemplo), mas, por outro lado, o maior volume de opções tornam a instalação mais complicada e demorada. Para simplificar as coisas, vamos usar a opção de instalação tradicional em modo gráfico (Graphical Install).

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O Lenny é uma das poucas distribuições lançadas em 2009 que ainda utiliza o KDE 3.5. Esse é, na verdade, um ponto positivo, pois oferece uma opção para quem não gostou do KDE 4 e prefere a estabilidade e a leveza da versão antiga. A próxima versão estável do Debian não deve ser lançada antes do final de 2010 e, mesmo após isso, o Lenny ainda continuará sendo suportado por um bom tempo, permitindo que você continue usando o KDE 3.5 até se sentir confortável em migrar.

Por default, o Debian instala o GNOME como desktop e não existe opção dentro do instalador para alterar isso. Para usar o KDE, é necessário usar a opção “desktop=kde“. Similarmente, você pode instalar com o XFCE usando a “desktop=xfce” ou com o LXDE usando a opção desktop=lxde“.

Naturalmente, você pode alterar o desktop padrão ao instalar usando a opção avançada (que adiciona diversas outras escolhas à instalação), mas acaba sendo muito mais rápido simplesmente usar a opção de boot.

Para serem usadas, as opções devem ser especificadas como um parâmetro na tela de boot. Para isso, selecione a opção “Graphical Install” no menu, pressione a tecla TAB para ter acesso à linha de boot e adicione a opção no final da lista:

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Como de praxe, a primeira pergunta é sobre a linguagem; basta digitar “p” e selecionar o português do Brasil. A pergunta seguinte é sobre a localização (que define a moeda, o padrão de medidas e outras opções regionais), seguida pela confirmação do layout de teclado.

A menos que você esteja com a coleção completa das mídias de instalação em mãos, é importante possuir uma conexão de rede disponível durante a instalação, para que o instalador possa baixar os pacotes necessários. O ideal é sempre usar uma conexão de rede local compartilhada, já que o instalador não oferece suporte a modems 3G e outras modalidades mais exóticas de conexão, se limitando a suportar placas cabeadas e placas wireless que possuem drivers open-source.

Por default, ele tenta configurar a rede via DHCP e, caso nenhum servidor esteja disponível, oferece a opção de configurar os endereços manualmente. É possível também desativar a configuração via DHCP especificando a opção de boot “netcfg/disable_dhcp=true” na tela de boot.

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Depois de ajustado o fuso-horário, chegamos ao particionamento, que, novamente, é composto de opções similares às usadas no instalador do Ubuntu Alternate CD, com as tradicionais opções de instalação assistida ou particionamento manual, que é sempre a opção recomendada para ter um melhor controle sobre o tamanho das partições e evitar acidentes.

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Dentro do particionador, basta dar um duplo clique sobre uma partição ou um trecho de espaço livre para abrir o menu de opções, que permite criar, remover ou indicar o diretório onde a partição será montada. Como de praxe, você precisa de pelo menos uma partição raiz (/) e uma partição swap, sendo recomendada também uma partição separada para o diretório /home.

Você pode compartilhar a partição home entre várias distribuições, mas é fortemente recomendável utilizar usuários diferentes para cada uma para evitar misturar as configurações.

É importante também prestar atenção ao configurar a partição, usando sempre a opção “não, manter os dados existentes” para preservar os arquivos existentes ao instalar o Debian:

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Ao terminar, basta usar o “Finalizar o particionamento e escrever as mudanças no disco”, ou voltar atrás nas modificações escolhendo o “Desfazer as mudanças nas partições”:

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Depois de aplicadas as mudanças nos discos, o instalador prossegue para a instalação do sistema base (o mesmo incluído no CD do NetInstall), que inclui apenas o kernel e os utilitários básicos do sistema, incluindo o apt.

Em seguida, o instalador solicita a senha de root e cria uma conta de usuário para o uso regular do sistema. Diferente do Ubuntu, o Debian não utiliza o sudo por padrão, por isso a administração do sistema é feita da maneira tradicional, usando o “su -” ou “sux” para se logar como root.

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