No Windows XP

Mantendo o “Compartilhamento de arquivos e impressoras para redes Microsoft” ativo nas propriedades da rede, você pode compartilhar pastas clicando com o botão direito sobre elas e acessando a opção “Compartilhamento e segurança”.

Marque a opção “Compartilhar esta pasta na rede” e, opcionalmente, a opção “Permitir que usuários da rede alterem meus arquivos” para disponibilizar o compartilhamento em modo leitura e escrita. Por padrão, o Windows XP utiliza uma pasta chamada “Arquivos compartilhados”, que é a única compartilhada inicialmente. Para compartilhar outras pastas, você precisa primeiro clicar sobre o link “Se você entende os riscos de segurança, mas deseja compartilhar arquivos sem executar o assistente, clique aqui”, dentro da aba de compartilhamento.

O mesmo vale para as impressoras instaladas, que você pode compartilhar através do “Painel de Controle > Impressoras”. Clique com o botão direito sobre a impressora e acesse a opção “Compartilhamento”:

Você pode visualizar e acessar os compartilhamentos disponíveis nas outras máquinas da rede através do menu “Meus locais de rede”, dentro do próprio Windows Explorer:

A navegação em redes Windows é um recurso que depende fortemente do envio de pacotes de broadcast (ou do uso de um servidor WINS) e da figura do “Master Browser”, uma das máquinas da rede, eleita com a função de colocar ordem na casa, localizando os compartilhamentos e entregando a lista para as demais. Em resumo, existem muitas coisas que podem dar errado, fazendo com que novos compartilhamentos demorem para aparecer, ou que micros configurados para usar diferentes grupos de trabalho (porém na mesma rede) não se enxerguem.

Nesses casos, você pode mapear o compartilhamento manualmente. Ainda dentro do Windows Explorer, clique com o botão direito sobre o “Meu Computador” e acesse a opção “Mapear unidade de rede”. Na tela seguinte, escolha uma letra para a unidade e indique o endereço IP, ou nome do servidor, seguido pelo nome do compartilhamento, como em “\\servidor\ut” ou “\\192.168.1.233\ut”.

Note que você usa duas barras invertidas antes do nome do servidor e mais uma barra antes do nome do compartilhamento. Ao acessar um servidor que fica ligado continuamente, você pode marcar a opção “Reconectar-se durante o logon”, o que torna o mapeamento permanente:

Outra opção, mais prática, para mapear os compartilhamentos é clicar com o botão direito diretamente sobre eles no ambiente de redes. Isso abre a mesma tela da opção anterior, mas faz com que o campo com o caminho para o compartilhamento já venha preenchido:

Versões antigas do Windows, incluindo o 3.11, 95, 98 e ME utilizam por padrão o modo de acesso baseado em compartilhamento. Nesse modo de acesso, as pastas ficam disponíveis para acesso público dentro da rede e a única opção de segurança é proteger a pasta usando uma senha.

A partir do Windows 2000 passou a ser usado o modo de acesso com base no usuário, onde é necessário se autenticar (especificando um dos logins cadastrados na máquina) para ter acesso. Este é o mesmo modo de acesso usado por padrão no Samba.

Apesar disso, ao compartilhar uma pasta no Windows XP, todos os usuários da rede tem acesso ao conteúdo, sem precisar especificar login e senha. Se você marcar a opção “Permitir que usuários da rede alterem meus arquivos” (ao ativar o compartilhamento), além de liberar o acesso, qualquer um poderá alterar o conteúdo da pasta.

Isso acontece devido ao sistema “simple sharing” (compartilhamento simples de arquivo), que é ativado por padrão no Windows XP. Ele flexibiliza as permissões de acesso, de forma a facilitar as coisas para usuários não técnicos. Por baixo dos panos, todos os acessos passam a ser mapeados para a conta “guest” (ativa por padrão), o que permite que usuários remotos sem login válido acessem os compartilhamentos diretamente. Este recurso é também chamado de “force guest”.

Para definir permissões de acesso, é necessário primeiro desativá-lo, o que é feito no menu de opções de pasta (“Ferramentas > Opções de pasta” no Explorer), desmarcando a opção “Modo de exibição > Arquivos e pastas > Usar compartilhamento simples de arquivo”:

A partir daí, você pode ajustar as permissões de acesso através da opção “Compartilhamento > Permissões” nas propriedades da pasta (note que existe um menu separado para a configuração das permissões locais (Segurança > Avançado), que não é o que queremos nesse caso).

Por padrão, o grupo “Todos” tem acesso à pasta, o que efetivamente permite o acesso de qualquer um (apenas leitura no XP com o SP2 e acesso completo no XP original). Ao ajustar as permissões, remova o grupo “Todos” e adicione manualmente os usuários ou grupos que devem ter acesso à pasta, ajustando as permissões de acesso para cada um:

Quando um usuário remoto acessa o compartilhamento, o sistema verifica as credenciais de acesso e a partir daí autoriza ou não o acesso, baseado nas permissões definidas. O cliente envia por padrão o login e senha que foram usados para fazer logon. Se eles forem recusados pelo servidor, o usuário vê uma tela de autenticação como a abaixo, onde deve especificar um login e senha válidos no servidor. Este modo de acesso é similar ao que temos em um servidor Samba configurado com a opção “security = user” (usada por padrão) ou no Windows 2000:

A exceção fica por conta dos clientes que ainda utilizam o Windows 95/98/ME. Neles, o cliente usa o login e senha usados para fazer logon na rede e simplesmente exibe uma mensagem de erro se o acesso for negado, sem exibir a janela de autenticação. Se você simplesmente pressionar ESC na tela de logon, você não consegue acessar compartilhamentos em máquinas configuradas para utilizar o modo de segurança com base no usuário.

Você pode gerenciar os logins de acesso na máquina com o Windows 2000/XP/Vista através do lusrmgr.msc (“local user manager”, também conhecido como “looser manager” ;), chamado através do prompt do DOS (este utilitário está disponível apenas no XP Professional, não no Home ou no Starter).

Ele oferece um volume muito maior de opções que o “Painel de controle > Contas de usuário”, incluindo a exibição de contas ocultas, configuração de grupos, desativação temporária de contas, entre outros. Ele também permite desativar a conta guest, o que é desejável ao desativar o simple sharing e especificar manualmente quais usuários devem ter acesso. A conta guest faz parte do grupo “Todos” (que, como vimos, é incluído por padrão nas permissões de acesso de todos os novos compartilhamentos), o que permite o acesso de usuários não autenticados.

O maior problema em utilizar o controle de acesso com base no usuário é que você precisaria criar contas idênticas em todas as máquinas (para que elas acessem os compartilhamentos automaticamente, sem exibir o prompt de logon) ou, pelo menos, distribuir as senhas para que os outros usuários da rede possam especificá-las manualmente ao acessar os compartilhamentos. É justamente por isso que a Microsoft decidiu criar o simple sharing em primeiro lugar.

Como comentei anteriormente, a solução para o problema seria utilizar um domínio, o que permite centralizar a autenticação em um servidor central (o PDC), resolvendo o problema das senhas. Você passa então a criar todas as contas (de todos os usuários da rede) no servidor e os usuários fazem logon nas estações utilizando qualquer uma das contas criadas

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