Modelos do Sempron

Apesar de serem processadores completamente diferentes dos Semprons soquete A baseados no Barton, Thorton e Thoroughbred-B, a AMD continuou utilizando a marca “Sempron” ao lançar a linha de processadores de baixo custo, baseada na arquitetura K8.

Além da questão do cache menor, as versões iniciais do Sempron vinham sem suporte ao AMD64, ou seja, sem suporte às instruções de 64 bits, incluindo os registradores extra e as outras melhorias trazidas pela arquitetura. Embora fossem baseados na
arquitetura K8, eles eram processadores de 32 bits, sem muitas das inovações trazidas por ela.

Outra diferença é que o índice de desempenho do Sempron era calculado com relação ao desempenho do Celeron D e não ao Pentium 4. Com isso, existia uma diferença significativa entre o desempenho de um Sempron “3000+” e de um Athlon 64 também
“3000+”.

Por exemplo, o Athlon 64 3000+ baseado no core Newcastle (2.0 GHz, soquete 754, com 512 KB de cache) tem um desempenho parecido com o de um Sempron de 2.2 GHz com 256 KB de cache, baseado no core Palermo. O problema é que o Palermo de 2.2 GHz recebeu o
índice “3400+”, 400 pontos acima do índice do Athlon 64 equivalente.

De volta aos modelos, primeira encarnação do Sempron K8 foi o core Paris, uma versão simplificada do ClawHammer, produzido em uma técnica de 0.13 micron, que possuía nativamente apenas 256 KB de cache e vinha sem suporte às instruções
de 64 bits, ao Cool’n’Quiet e também às instruções SSE3. Ele foi lançado em julho de 2004 e foi vendido por pouco mais de um ano, em apenas duas versões:

Sempron 3100+: 1.8 GHz, 256 KB, soquete 754
Sempron 3000+
: 1.8 GHz, 128 KB, soquete 754

Como pode ver, o 3000+ vinha com metade do cache desabilitado, o que resultava em um efeito muito maior sobre o desempenho que a diferença de apenas 100 pontos no índice sugeria. O Sempron com core Paris era um modelo a se evitar, mas entre os dois o
3000+ foi o pior.

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