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Presidente da OpenAI acredita que IA poderá “tornar a morte uma escolha”

Greg Brockman prevê avanços importantes na medicina nos próximos 12 a 18 meses, enquanto Elon Musk acredita que o envelhecimento humano pode ser solucionado

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A inteligência artificial poderá transformar profundamente a medicina e, no futuro, até permitir que a morte deixe de ser inevitável. Essa é uma das possibilidades levantadas por Greg Brockman, cofundador e presidente da OpenAI, durante uma participação no evento WSJ Tech, organizado pelo The Wall Street Journal.

Ao discutir os avanços da IA na biologia, o executivo afirmou acreditar que a tecnologia poderá enfrentar problemas considerados insolúveis atualmente, incluindo os limites da longevidade humana.

“Acredito que, quando olhamos para algo como a biologia, percebemos que isso não é exclusivo dos seres humanos. Todos nós sofremos, e existe até mesmo a possibilidade de pensar na morte como uma escolha. Tudo isso é possível”, declarou Brockman.

O executivo também apresentou uma previsão mais imediata: segundo ele, os próximos 12 a 18 meses poderão trazer avanços significativos na biologia, na saúde e na descoberta de tratamentos para doenças. A declaração, entretanto, não significa que Brockman tenha estabelecido um prazo para alcançar a imortalidade. Sua previsão de curto prazo está relacionada ao progresso das pesquisas médicas, enquanto a possibilidade de tornar a morte opcional permanece uma visão de longo prazo.

Elon Musk também acredita que o envelhecimento pode ser solucionado

Em janeiro de 2026, durante uma entrevista ao podcast Moonshots, de Peter Diamandis, Elon Musk afirmou considerar a longevidade e a chamada semi-imortalidade problemas que podem ser resolvidos.

“Acredito há muito tempo que a longevidade ou a semi-imortalidade são problemas extremamente solucionáveis. Não acho que seja algo particularmente difícil”, declarou.

Elon Musk argumentou que diferentes partes do corpo envelhecem de maneira relativamente sincronizada, sugerindo a existência de mecanismos biológicos que regulam esse processo. Na visão do empresário, compreender e modificar esses mecanismos poderia permitir que os seres humanos vivessem por muito mais tempo. Embora as duas declarações apresentem perspectivas semelhantes, a possibilidade de controlar o envelhecimento não equivale à capacidade de impedir todas as causas de morte.

Inteligência artificial já apresenta avanços reais na biologia

Apesar do caráter futurista das declarações, algumas aplicações da IA na medicina já apresentam resultados concretos. Um exemplo é o Evo 2, modelo de inteligência artificial desenvolvido por pesquisadores do Arc Institute e instituições parceiras. Publicado na revista científica Nature em março de 2026, o estudo descreveu um sistema treinado com 9 trilhões de pares de bases de DNA, capaz de analisar variações genéticas e gerar novas sequências.

Em outubro, o Arc Institute divulgou resultados preliminares de pesquisas nas quais o Evo 2 criou sequências reguladoras de DNA capazes de atuar em populações específicas de neurônios de camundongos. Esses resultados apontam possibilidades para o desenvolvimento de ferramentas biológicas e futuras terapias, mas ainda não representam tratamentos disponíveis para seres humanos.

A imortalidade ainda está longe de ser uma realidade

Apesar do entusiasmo, a comunidade científica mantém ressalvas sobre a velocidade com que essas descobertas poderão beneficiar pacientes. Uma análise publicada na Nature Reviews Drug Discovery em agosto de 2026 destacou que, embora a IA tenha avançado na identificação de moléculas e na pesquisa farmacêutica, as evidências de benefícios clínicos relevantes ainda são limitadas.

Isso acontece porque descobrir uma substância promissora não significa desenvolver automaticamente um medicamento seguro e eficaz. São necessários testes laboratoriais, estudos clínicos e avaliações rigorosas. Portanto, a visão de Brockman aponta para um futuro em que a inteligência artificial poderá ampliar significativamente a expectativa de vida.

Por enquanto, porém, não existe comprovação científica de que a tecnologia possa eliminar o envelhecimento ou tornar a morte uma escolha.

Fonte: Wccftech

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Foto de William R. Plaza
Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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