A indústria do K-pop acaba de ganhar uma nova idol completamente artificial. Kion, uma cantora criada por inteligência artificial generativa, foi lançada oficialmente em 25 de agosto pela plataforma Higgsfield e já movimenta contratos multimilionários, segundo anúncio da empresa nas redes sociais.
A Higgsfield apresentou Kion como a estrela da Higgsfield Records, autoproclamado “primeiro selo discográfico impulsionado por IA do mundo”. Em comunicado no X, a empresa destacou: “Nosso primeiro ídolo de IA criado para performance, colaboração e audiências globais”.
Embora rumores nas redes sociais apontem para um contrato inicial de US$ 50 milhões, a Higgsfield confirmou apenas que possui “contratos multimilionários já em andamento”, sem revelar valores específicos.
Artista Virtual
“Este lançamento marca o início de uma nova era na música”, declarou a Higgsfield em suas redes. A plataforma destaca que Kion pode atuar “desde festivais e bailes até mundos digitais completamente novos”, sem as limitações tradicionais de palcos físicos.
Democratização controversa da fama
A empresa vai além da criação de uma única artista. Em seu site, a Higgsfield oferece a qualquer pessoa a chance de se tornar um “ídolo global” através de formulário online. O slogan provocativo “Não é necessário talento. Seu rosto é suficiente” tem gerado debates intensos sobre o valor da habilidade artística.
Os vídeos de apresentação de Kion alcançaram mais de um milhão de visualizações em poucos dias, dividindo opiniões. Enquanto alguns usuários celebram a “melhor qualidade vista até agora” e as “novas possibilidades” tecnológicas, críticos classificam a iniciativa como “demoníaca” e questionam que “ninguém quer isso, exceto corporações gananciosas”.
Kion não é um caso isolado. Outras plataformas como The AI Music Video Show já trabalham com artistas virtuais que possuem contratos discográficos, indicando uma tendência emergente no setor de entretenimento.