Internet de alta velocidade via satélite chega a escolas do Pará

A cidade de Santarém, no Pará, acaba de testemunhar um marco na educação brasileira. A Escola Municipal Divino Espírito Santo recebeu, nesta sexta-feira (12), a primeira conexão de internet de alta velocidade via satélite de baixa órbita dentro do projeto Aprender Conectado, resultado da parceria entre a Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (Eace), a Telebras e a Nuhdigital.

Para milhares de estudantes que vivem em regiões onde cabos de fibra óptica não chegam, a conexão representa bem mais do que navegar mais rápido: significa acesso real a ferramentas digitais de ensino, inclusão social e novas perspectivas para o futuro.

O que muda com a internet LEO

A tecnologia usada é conhecida como LEO (Low Earth Orbit), que utiliza satélites posicionados em órbita baixa para garantir alta velocidade e baixa latência, mesmo em áreas remotas da Amazônia.
Na prática, isso permite que:

  • Escolas ribeirinhas e aldeias indígenas tenham acesso às mesmas plataformas digitais das capitais.

  • Professores utilizem metodologias de ensino online em tempo real.

  • Estudantes possam participar de aulas virtuais, acessar bibliotecas digitais e produzir trabalhos multimídia.

Como resume Flávio Santos, diretor-geral da Eace: “Estamos conectando escolas historicamente esquecidas pela revolução digital e incluindo comunidades inteiras no mapa da educação conectada.”

Meta: 38 mil escolas conectadas

O projeto Aprender Conectado tem ambição nacional. Segundo o cronograma, até o fim de 2025 18 mil escolas públicas receberão internet de alta velocidade, com meta final de chegar a 38 mil unidades em todo o Brasil.

Para a Telebras, que atua como parceira estratégica, o impacto vai além da tecnologia. O presidente André Leandro Magalhães destaca que a ação é essencial para reduzir desigualdades regionais“É um passo estratégico para garantir que cada escola, não importa onde esteja, possa acessar recursos digitais que enriquecem o aprendizado.”

Laerte Magalhães, CEO da Nuhdigital, reforça a mesma visão: inclusão digital é também inclusão social e educacional.

Testes e impacto imediato

Além da inauguração oficial na escola Divino Espírito Santo, a comitiva do projeto visitou outras instituições que já contam com a nova conexão em Santarém, como a Escola Afro Amazonida e a Escola São Francisco.

Segundo professores locais, a internet vem transformando a rotina: agora os alunos conseguem assistir vídeos educativos em tempo real, acessar plataformas do governo e explorar conteúdos que antes eram impossíveis devido à instabilidade da rede.

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William R. Plaza: Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br