O CEO da Intel, Lip-Bu Tan, rejeitou as alegações de que a empresa teria se beneficiado de segredos comerciais da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC). A declaração ocorre em resposta a investigações iniciadas em Taiwan sobre Wei-Jen Lo, um ex-executivo da fundição asiática recentemente contratado pela gigante norte-americana.
“Respeitamos profundamente a propriedade intelectual e inovamos com nossos próprios méritos”, afirmou Tan em comunicado a investidores, classificando os rumores de transferência de tecnologia como infundados. A resposta busca conter a queda de 4% nas ações da Intel no pre-market, impulsionada pelo temor de litígios internacionais.
O Caso
O foco das autoridades taiwanesas é Wei-Jen Lo, que atuou como Vice-Presidente de Pesquisa e Desenvolvimento na TSMC até sua aposentadoria em julho de 2025. Em outubro, Lo assumiu um cargo estratégico na divisão de fundição da Intel.
A Procuradoria Superior de Taiwan investiga se, antes de deixar a TSMC, o executivo teria instruído subordinados a copiar manuais técnicos e especificações sigilosas relacionadas à produção de chips de 2 nanômetros (2nm) e aos processos A16. A Lei de Segredos Comerciais de Taiwan prevê penas severas para esse tipo de infração, considerada uma questão de segurança nacional para a ilha.
Disputa tecnológica
A tecnologia de 2nm é atualmente o ponto mais crítico da disputa global de semicondutores, prometendo saltos significativos em desempenho e eficiência energética para a próxima geração de dispositivos.
Enquanto a TSMC mantém a liderança de mercado, a Intel tem investido agressivamente em sua estratégia “IDM 2.0” para recuperar a paridade tecnológica. A empresa norte-americana reitera que seus processos, incluindo o nó Intel 18A, foram desenvolvidos internamente e não possuem relação com a propriedade intelectual da concorrente.
Até o momento, a TSMC declarou apenas que está cooperando com as autoridades e que possui mecanismos robustos de proteção de dados. O caso segue sob investigação sigilosa em Taipei.
